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segunda-feira, 3 de abril de 2023

CABALAH - UMA INVENÇÃO QUE DEU CERTO?

 




Antes de falarmos de Cabalah devemos analisar o simbolismo da árvore para compreender o porque a árvore é sinônimo do sagrado. Enquanto árvore da vida ela está relacionada a Aserá (Ashtaroh), a esposa de Deus.

O símbolo da Etz Haim como a Árvore da Vida aparece na cabalah, pois é nela o campo onde tudo acontece, sem a qual nada se realiza nem se cria.

Nas palavras de Viviane Crowley, “a Árvore da Vida representa a totalidade da criação - tudo o que foi, é e será”.

Muitas tradições espirituais antigas usavam a árvore para simbolizar o cosmos e o Cosmos, ele mesmo, era compreendido de acordo com a visão de mundo da época. Hoje esse nome é referência para Universo Inteiro, mas conseguimos somente imaginar, por estudos, o nosso sistema solar dentro de uma eclíptica e aproximadamente um pouco a base da borda fora dele, ou seja, o Universo é uma palavra para a nossa Galáxia, apesar de poder se entender para fora de seus limites, havendo então muitos universos, haja vista que cada Sol é uma estrela e cada galáxia gira em torno de uma. Assim nasce a ideia de multiverso.

Entretanto, a ideia de espiritualidade para humanos é uma ideia que só pode existir na Terra e em nenhum outro planeta. As únicas formas existentes na terra que vão do chão até o céu são as árvores e as montanhas (os gigantes do passado dos dinossauros). Enquanto a montanha reúne em si mesma a ideia de mineral gigante, a árvore evoca a ideia de vegetal gigante e as duas coisas são ímpares na forma e na criação, os dois pilares e como nos ensina os 50 portais de Binah sobre a evolução dos seres, o vegetal é a porta para o animal e a árvore está para nós humanos aquilo que é mais próximo da ancestralidade do nosso passado.

As árvores são evocativas e são as criaturas mais altas do reino vegetal e do reino animal. Elas têm vida longa: a maioria das espécies vive mais tempo do que os seres humanos, suas raízes penetram nas profundezas da terra, olhando para o Daat, o lado interno ou reino de Hades. As árvores nos dão uma sensação de antiguidade, permanência e estabilidade. Elas são profundamente enraizadas na terra, mas se erguem para o céu. No ritual do Vestalare o Eucalípto é o vegetal que liga os elementos terra e fogo, faz a conversa entre terra e céu e celebra nossa ancestralidade.

Elas dão sombra, abrigo, galhos, moradia e alimento, e ainda fornecem a temperatura certa para o ambiente natural e o humano quando fazemos fogo com a madeira. As árvores sempre foram amigas da humanidade, e os macacos viviam nelas, assim como outros animais. La no fundo da psique humana está a imagem da Árvore como ponto de origem.

Na Cabalah, a totalidade da criação representada pela Árvore da Vida é separada em dez emanações, ou sefirot. O singular de sefirot é sefirah e essa palavra vem de Safira, a pedra. Essa palavra apareceu pela primeira vez no Sefer Yerzirah, ou Livro da Criação. É baseada numa palavra hebraica que significa contar, porque o sistema de contagem de rebanhos era feito com pedras, o mesmo sistema que deu origem a geomancia. Toda a história completa desse sistema e seu desenvolvimento estão no meu livro que será publicado em breve.

Segundo o Sefer Yetzirah, os sefirot são os princípios dos números e dos diferentes estágios da criação. Ao longo dos séculos, o conceito evoluiu. Num texto posterior de muita importância, Sefer Bahir ou Livro da Iluminação, os sefirot são relacionados às diferentes qualidades e atividades do Divino, mas de onde vem a cabala?

Ela vêm basicamente de três textos que sobreviveram até os tempos modernos - Sefer Yetzinah, o Livro da Criação, Sefer Bahir, o Livro Brilhante ou Livro da Iluminação, publicado pela primeira vez na Provença em 1.176, e o extenso Sefer Zohar ou Livro do Esplendor, que apareceu na Europa no século XIII. O Bahir introduz o conceito de reencamação e dos dez sefirot, ou emanações do Divino.

O Sefer Yetzinah é a primeira obra fundamental da Cabala. Trazendo supostamente os ensinamentos secretos do Patriarca Abraão, é um texto de meditação que tem o objetivo de levar à percepção mística. O Sefer Zohar explica a origem da Cabala entrelaçando o mito e o fato histórico.

Depois do famoso incidente do Jardim do Éden (a cidade suméria de Edenú), os elohim (filhos de El) ensinaram o segredo ao primeiro homem - Adão. Os ensinamentos foram passados de geração a geração até chegar em Noé e depois ao líder judeu Abraão, que os levou para o Egito. Difundidos entre os antigos egípcios, esses ensinamentos foram espalhados. Foi no Egito que Moisés for iniciado na Cabala. Aliás, ele foi treinado tanto nos mistérios egípcios quanto nos mistérios cananeus da antiga fenícia acadiana conquistada pelos hebreus. Os ensinamentos eram transmitidos oralmente tanto antes quanto depois de Moisés, contudo, o decálogo é na verdade os nomes das 10 sefirots, que são os 10 mandamentos. O Rei Davi e o Rei Salomão tinham um profundo conhecimento da Cabalah.

O Zohar diz que o primeiro que ousou escrever os ensinamentos foi o Rabino Shimon, filho de Yochai, que viveu na época da destruição do segundo templo, em 70 da E.C. O Rabino Shimon era um místico que vagava pela Galileia antes de se esconder numa cavema, onde ficou durante dote anos, ditando os ensinamentos a seu discípulo, o Rabino Abba. Depois de sua morte, seu filho Rabino Eleaser, seu secretário Rabino Abba e seus discípulos compilaram seus ensinamentos em folhas de manuscritos criando aquilo que se tornaria o Zohar, ou Livro do Esplendor. O livro foi então escondido numa caverna perto de Safed, na Palestina. É uma história parecida com a dos Pergaminhos do Mar Morto, descobertos mais recentemente. Os árabes descobriram os pergaminhos e, sem se dar conta de sua importância, os usaram para embrulhar comida no mercado.

Num mercado árabe local, um estudioso de Safed viu que o peixe que tinha comprado estava embrulhado num texto antigo. Percebendo que era um texto cabalístico, comprou todo o papel do peixeiro. A partir desses escritos, o Zohar foi reconstruído e publicado. Portanto o Zohar é uma invenção recriada.

A invasão islâmica da Península Ibérica, (invasão muçulmana), foi uma série de deslocamentos militares e populacionais ocorridos a partir de 711 até 713, quando tropas islâmicas oriundas do Norte da África, sob o comando do general berbere Tárique, cruzaram o estreito de Gibraltar, as colunas de Hercules, seguindo pistas dos livros dos Djins sobre a tal cidade perdida, Atlantida e, penetraram na península Ibérica, vencendo Rodrigo, o último rei dos Visigodos da Hispânia, na batalha de Guadalete e terminando o Reino Visigótico.

Nos anos seguintes, os muçulmanos foram alargando as suas conquistas na Península, assenhoreando-se do território designado em língua árabe como Al-Andalus; que governaram por quase oitocentos anos, terminando com Abd ar-Rahman I que completou a unificação da Ibéria governada por muçulmanos, ou Al-Andalus  de 711 – 1492. O fato é que todos esses livros islâmicos, junto com o Picatrix, deram origem a partir da Espanha, nos diversos Grimórios esotéricos que passaram a existir em toda Europa.

O sistema de “graus iniciáticos” vieram copiados dos sistemas islâmicos que possuem uma ordem iniciática Sufi em seus mistérios que contem os graus. Portanto, tudo onde se encontra “graus” advém disso.

Quando os textos cabalísticos chegaram à Espanha, em separado do islamismo apesar de serem tradições irmãs, o Rabino Moisés de Leon (1.238-1.305) resolveu publicar tudo, possivelmente com a ajuda de outros estudiosos da Cabalah, e algumas ideias do Zohar foram atribuídas ao Rabino Moisés e seus colegas. Além do misticismo judaico, há nesse texto traços de matemática pitagórica, de Platão, de Aristóteles, do neoplatonismo alexandrino, do paganismo oriental e egípcio e do antigo gnosticismo. A Cabala tem sido comparada a outras tradições esotéricas como o Sufismo, o Catarismo, o Tantrismo, o Budismo e os Upanishails hindus. O Zohar tentando explicar esse problema histórico, diz que as outras tradições religiosas tem ideias semelhantes à Cabala porque a Cabala é uma tradição muito antiga, que influenciou o desenvolvimento das outras, e a verdade é que na Arábia do norte e do sul esses esoterismos foram compreendidos de formas diferentes entre os dois povos.

O famoso estudioso cabalista Gershom Scholem (1.897-1.982), foi professor de Misticismo Judaico na Universidade de Jerusalém, e acreditava que Moisés de Leon era o autor do Zohar. Essa visão não é bem aceita entre os Cabalistas tradicionais, que não gostam de expor obras sagradas ao escrutínio acadêmico, mas Scholem apresenta evidências convincentes. O Zohar tem erros frequentes de gramática aramaica e há vestígios de palavras e de estruturas de frase espanholas.

Há também uma história interessante sobre a mulher de Moisés de Leon. Em 1.291, os muçulmanos conquistaram a cidade de Acre em Israel e mataram a maior parte dos habitantes judeus e cristãos. Um jovem estudioso judeu, Isaac, filho de Samuel, conseguiu fugir para a Itália e foi até a Espanha.

Ali, ficou muito surpreso ao saber da existência do Zohar, de que nunca tinha ouvido falar em Israel. Procurou Moisés de Leon, que acabou encontrando na cidade de Valladolid: Moisés de Leon prometeu que lhe mostraria um original antigo do livro se Isaac fosse à sua casa em Ávila. Moisés de Leon nunca chegou a Ávila, pois ficou doente no caminho e morreu. Sabendo de sua morte, Isaac seguiu para Ávila, disposto a ver o manuscrito. Lá, ficou sabendo que a mulher de Josef de Ávila, o coletor de impostos da província, tinha oferecido o filho em casamento à filha de Moisés de Leon em troca do manuscrito original do Zohar. Mas a mulher de Moisés de Leon tinha dito que o manuscrito original não existia: o livro era obra de seu finado marido, que tinha inventado essa origem antiga para aumentar seu valor. Mas isso não é uma prova definitiva. Talvez a viúva de Moisés de Leon já tivesse vendido o manuscrito e quisesse manter o fato em segredo.

Talvez não quisesse trocar a filha por ele. No entanto, a história lança dúvidas sobre a origem dos ensinamentos. Mas, seja qual for sua origem, a Cabalah se tornou uma obra mística importante para quem gosta. É provável que o Zohar fosse baseado em ensinamentos orais mais antigos, sendo que nessa época era comum atribuir antigos textos religiosos e mágicos a grandes personalidades da antiguidade para legitimar as obras. Além disso, por razões religiosas, seria interessante para o Rabino Moisés de Leon criar impecáveis credenciais ortodoxas para o seu trabalho: as especulações da Cabalah sobre o Divino diferem bastante da revelação bíblica.

A Cabalah floresceu na Espanha, num clima de perseguição cada vez maior aos judeus por parte da maioria crista. Em 1.492, o ano em que Cristóvão Colombo partiu para a América, o católico Rei da Espanha expulsou todos os judeus do país, sob pena de morte. Multidões de judeus fugiram para outras partes da Europa, incluindo a Itália, levando com eles o conhecimento da Cabalah. Assim, esse conhecimento começou a florescer entre os não judeus. A mãe da minha Nona é italiana nata de Ascoli, mas o pai dela foi um Judeu que viveu na Itália, provavelmente seus ancestrais foram fruto dessa imigração espanhola para lá.

Os textos cabalísticos foram traduzidos para línguas europeias, sendo que a recém-criada imprensa os tomou acessíveis a um grande número de pessoas. O clima era receptivo a novos ensinamentos. A Cabalah agradava particularmente aos judeus cristianizados. Forçados a se converter, viam na Cabalah uma ponte entre o Cristianismo e o Judaísmo. A Cabalah agradava também aos não judeus devido seu conteúdo herético explicar as origens da vida de uma maneira diferente e mais profunda. A partir do século XV, a Europa viveu um Renascimento humanista que reavivou o interesse pelas tradições pagãs da Grécia, de Roma e do Egito e pelos ensinamentos e tradições esotéricas e todas as bruxas italianas de hoje descendem dos ensinamentos dessa época, mesclados com os que já se tinham. O encontro da Cabalah com o pensamento europeu deu origem a Tradição Ocidental do Mistério. Surgiram daí grupos de magia ritual como os Rosacruzes e depois o Aurora Dourada entre outros. A própria Wicca bebeu das fontes cabalísticas, sendo que a Cabalah não é só para homens, e sim para todas as pessoas. Foi uma invenção que deu certo, uma vez que contém ensinamentos de transformação e expansão da consciência para uma evolução dentro dos diversos caminhos da árvore da vida.

As leis de Manu, ou Manusmriti entre outros textos sagrados, fala de Manu como Adama e Haviavati (Adão e Eva) inscritos pelos Judeus sob a insígnia YHWH, pois é isso que essa insígnia quer dizer, não é o nome de Deus e sim da sua criação.

Guillaume Postel em 1.581, afirmou que Abraão era Brahma. Brahma casou com Sarasvati. Saraswati possui um sufixo "wati" que é um título de honra, significa “lady” Sara.

Ele afirma que no passado existiam vias aquáticas que se comunicavam, por baixo do solo na crosta terrestre e que, após o dilúvio, com o deslocamento da placa tectônica que fazia essa irrigação, assim como uma artéria abdominal rompida deixa de irrigar o cérebro, o que era floresta virou deserto. Filósofos como Aristóteles, Clearchus e outros afirmam o seguinte sobre os Judeus:

"Esses Judeus derivam dos filósofos indianos; são chamados pelos indianos de Calani". – Aristóteles

"(...) os judeus são descendentes dos filósofos da Índia. Na Índia, os filósofos são chamados de Calaniani e na Síria são chamados de Judeus. O nome de sua capital é muito difícil de pronunciar chama-se Jerusalém". - Clearchus de Soli.

"A seca do Saraswathi por volta de 1.900 a.C., que levou a uma grande realocação da população, centrada nos vales de Sindhu e Saraswathi, pode ter sido o evento que causou uma migração para o oeste da Índia. Que o elemento índico começa a aparecer em toda a Ásia Ocidental, Egito e Grécia." - Subhash Kak.

"foi deserta porque o Indo abandonou seu leito próprio." – Estrabão.

"(...) a casa do Sol ou Heliópolis no Egito deu-lhe o nome do lugar que eles deixaram na Índia, Maturea". - Godfrey Higgins.

Uma parte dos autores usam os termos "cultura sarasvati", "civilização sarasvati", "civilização indo-sarasvati" ou "civilização sindu-sarasuati", porque consideram o rio Gagar o mesmo que o Sarasvati, um rio mencionado várias vezes no Rig Veda, a coleção de antigos hinos sânscritos compostos no II milênio a.C., logo após a migração dos Indos para a Suméria, como na origem real de Terá o pai de Abrão, que depois recebeu o nome de Abraão.

Ocorre que, a alma dessa árvore sagrada é uma deusa pássaro como mãe ancestral feiticeira, representada por uma mulher pássaro, aquela a quem os israelitas chamaram de Lilith alada, a qual é na verdade uma deusa Hindú do tudo e do nada anterior a criação e pertencente ao mesmo evento, chamada Lalita Devi, a deusa Hindu mais poderosa que existe, mãe do preto, do branco e do vermelho, de todas as estações, do tudo e do nada e mãe dos homens, sendo ela mesma a própria criação da mulher, e seus textos sagrados diz que todo homem é uma mulher por dentro. Ela é tudo que você consegue conceber nas suas ideias e também é tudo que é impossível de você conceber. A Cabalah enquanto árvore da vida se refere a Aserá, cuja alma é a própria Lalita. Aserá é o tronco, a árvore e a própria floresta, sem a qual não tem celebração de El (o Sol). Será que os jardins arborizados do Éden contavam essa história? El e Aserá tiveram 70 filhos que juntos formam os 72 nomes divinos que são abordados tanto no Judaísmo quanto no Islamismo e a Goetia ocidental bebeu dessas fontes.

Em fim, não vou me alongar, pesquisem e julguem por si, e deixo uma dica sobre as tradições africanas que narram 200 +1 e 400 + 1, que na verdade são 400 profetas de Aserá e 200 Grigori comandados por Azazel, formando o que se conhece como direita e esquerda nas linhas feiticeiras de ancestralidade.

“Agora, convoque todo o Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo, além dos 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Aserá que comem à mesa de Jezabel” - 1Reis 18:19-29.

“Os Grigori ou Vigilantes é como são chamados os 200 anjos que abandonaram sua habitação original no céu e desceram à terra e se misturaram com as filhas dos homens”. - Livros apócrifos de Enoque.

O que foi referenciado como anjo é na verdade deidade, pois Anjo em hebraico: מַלְאָךְ‎, vem da raiz malach, que significa mensageiro, como os eunucos eram, assim como o Daniel bíblico era também um eunuco.

A referência “+ 1” é puramente mercurial, o único que pode ir e voltar entre os dois reinos (da direita e da esquerda).

Grande bênçãos a todos,

Sett Lupino.

 

 

 

 


terça-feira, 14 de março de 2023

O PODER DA BRUXA - O QUE NÃO TE CONTARAM?

 


O que todo(a) Bruxo(a) pagão deve saber antes de tudo?

 

Fomos criados em uma sociedade ocidental que está apartada dos mistérios do oriente e, por isso a dificuldade na compreensão dos mistérios é muito alta.

Também não pensamos como os orientais. O mundo ocidental criou uma espécie de pensamento que distancia cada vez mais o segredo antigo do oriente.

Poucas bruxas dão valor a Helena P. Blavatsky, mas ela já dizia:

"A psicologia moderna faz o caminho contrário da psicologia antiga. A antiga avaliava primeiro a alma para depois analisar o fisiológico, enquanto que a moderna avalia primeiro o fisiológico para só depois avaliar a alma".

Isso porque Freud desconhecia a alma egípcia, as oito partes do pássaro sagrado.

Mas, que o teu mestre ou mestra não te contaram? Bem, não os culpem, porque talvez eles não saibam disso tudo ou talvez eles tentaram te contar e você não deu ouvidos na época. Eu relacionei alguns tópicos que a grande maioria dos bruxos e bruxas desconhecem e que considero importante estudar para uma boa compreensão da sua própria jornada na vida e também dos antigos mistérios. Vamos lá?

 

1.   DIFERENÇAS ENTRE POLITEÍSMO, MONOTEÍSMO E MONOLATRIA.

2.   QUEM FOI A PRIMEIRA DEUSA TRÍPLICE E PORQUE O CULTO DELA SE DIFUNDIU?

3.   QUEM DE FATO FOI O VERDADEIRO DEUS TOMADO COMO DIABO E QUEM REALMENTE FOI YAHVEH?

4.   PAGÃOS NÃO ESTUDAM COISAS ABRAÃMICAS E POR ISSO DESCONHECEM OS FATOS HISTÓRICOS.

5.   QUAL É A RAZÃO DE UMA INICIAÇÃO EXISTIR? POR QUE FOI CRIADA E PARA QUE SERVE DE FATO? UMA INICIAÇÃO PRODUZ UMA BRUXA?

6.   ESTUDAR OS MISTÉRIOS SEM ESTAR PRONTO PODE PREJUDICAR?

7.   SABER ENXERGAR A RESPOSTA DE SUAS ORAÇÕES E RECONHECER O SAGRADO MASCULINO.

 

RESPOSTAS:

 


1 – Fomos criados para odiar o monoteísmo sem saber o que ele realmente significa.

Monoteísmo é a preferência de um deus entre vários. Quando você é iniciado para uma divindade você tem preferência à ele, bem como tem o vínculo e a obrigação sacerdotal para com essa divindade, sem excluir os demais deuses dos panteões. Isso aconteceu com Abraão que era sacerdote de El (esposo de Aserá).

Monolatria é a completa exclusão de todos os outros deuses e panteões em favor de um único deus. Isso aconteceu após Yahveh ter sido enterrado (assentado) no templo de El, fundindo-se com ele. Foi com Elias, que, depois da morte de Yahveh, Elias começa alterar o deuteronômio e cria dois embustes contra Jezabel que era Alta Sacerdotisa de Baal El-Hadad, irmão de Inanna e filhos de El com Aserá. Ao estudar os embustes criado por Elias, deve-se também estudar a corte de El conhecida como Congregação das Estrelas, que mais tarde iria inspirar a existência do Olimpo Grego. Formada por 400 sacerdotes de El e 400 de Aserá + 50 de Bael-Hadad.

O Ciclo de Baal = envolve vivencias onde Baal El-Hadad é tido como Hadad no céu (senhor das tempestades, raios e trovões da fertilidade), Haddu no submundo como senhor da morte e renascimento, e Baal-Sidom na cidade de Sidom. Esses mistérios quando vão para a Grécia formam Zeus no céu, Hades no submundo e PoSidom no mar, mas todos eles são Baal El-Hadad, apesar dos mitos gregos narrar que são irmãos, até porque são formados de cultos de cidades diferentes com o mesmo deus.

Politeísmo era a religião da massa, sem compromisso sacerdotal ou iniciático.

2 – Lalita Devi, a flor da Jóia feminina, uma deusa Hindu, a mais antiga e primeira, mãe do Branco, do Vermelho e do Preto, bem como de todas as cores e do mistério da criação. Possui 1000 nomes que não se repetem. Os judeus a chamaram de Lilith. Ela é a Alma de Aserá! Seu culto viajou com suas sacerdotisas nas antigas Índias. As antigas Índias era os territórios que hoje são sul da India, Iemen e Eritréia. No Iemen, que é a terra de Sabá essas senhoras ocuparam o trono em uma sequencia de sucessão. Houveram várias rainhas de Sabá. A mais famosa é que teve um filho com o Rei Salomão e que fundou o culto dos Chrestianos em Yemrehana Krestos, local onde Jesus foi treinado como um Krestos. Sim, ele não ficou perdido no deserto dos 12 aos 30 anos. Tem que conhecer a história secreta desses fatos senão você não arredonda os fatos históricos.

Na Arábia Feliz, o Iemen, Lalita Devi se torna o culto das deusas do destino, Elat, Manat e Al-Uzza. Elat é conhecida pelo culto de Geledé africano como ÈLA a grande serpente do culto de Iyamí.

Al-Lat – (Elat) Conhecida em muitos outros nomes como LatLatan e outros nomes, da palavra semética "Elat", que significa "Deusa", é uma deusa mãe. Deusa provavelmente mãe terra e mãe da criação.

Ela também é uma deusa de proteção e também protetora dos animais selvagens, em uma oração a ela, ela foi convidada a proteger a pessoa do "destino" ou a reduzir seus efeitos, embora a oração mencionasse que, de qualquer maneira, não há como escapar do destino. Al-Lat também é uma deusa da fertilidade.


Manat - Também conhecida como Manawat e outros nomes, é a Deusa do "Destino". e associado à "morte".

Al-Uzza - É a bela Deusa da guerra e da proteção, seu nome significa "A Poderosa" do Poderoso", por que El e Al são significações de O Poderoso, mas enquanto Al é usado na Arábia Feliz, o termo El é usado na Arábia Saudita. Há outros deuses e deidades também em seu culto e hoje esse culto está sendo revitalizado sob o nome de Wathanismo.

Aserá na Arábia Saudita, especificamente em Canaã, era a árvore e a floresta que comportava todas essas deusas. Sem floresta, sem culto de Aserá!

Assim como uma artéria rompida deixa de irrigar o cérebro, a placa tectônica que formou o dilúvio na região do Mar Negro (único local onde teve dilúvio) deslocou os ligames que hidratavam as florestas por baixo do solo. Foi dessa forma que o deserto surgiu, as florestas de Aserá morreram e as sacerdotisas dela foram obrigadas a migrar para outras regiões do planeta onde ainda haviam florestas. Dessa forma também o deus Hadad, que no Egito é o deus Set, O Vermelho, antes um deus bom, se torna senhor do deserto que mata o Pharaó e sua população de fome, dando origem aos mistérios de Osiris.

3 – Baal El-Hadad foi um deus bom e sua sacerdotisa mais conhecida foi Jezabel. Todos os sacerdotes e sacerdotisas comiam da mesa de Jezabel. Na congregação das Estrelas, Jezabel desempenhava um papel extremamente importante porque além do Reino, como rainha, ela tinha de prover tudo e todos. O sacerdotado de Baal El-Hadad foi contra José filho de Jacó ser enterrado ou assentado nas terras de El, assim Hadad se torna inimigo de Yahveh (José filho de Jacó). Por tanto, Hadad é o primeiro diabo da história.

A união do casal divino foi representada pelas insígnias YH+WH dando origem as polaridades e representando o primeiro homem e primeira mulher, formando YHWH o tetragrama que não tinha pronuncia, mas tinha sentido de Yn e Yang, Yoni e Phallus. Essa é a origem do hierogamos. Na verdade o grito de Baco/Dionísio, "Io Evo He" vem do tetragrama.

O termo Jeová não é encontrado em nenhuma inscrição dos textos antigos. Trata-se de uma tradução moderna do mundo ocidental. Isso é apoiado pelos Teólogos Orientais e pelos Teólogos Ocidentais, como epíteto grego de Zeus, Jove, passou a ser usado como Javé (o J com som de i).

Um século antes da queda dos Hicsos, o faraó Maaibre Sheshi I (1.745-1.705 a.C) foi executado pelo próprio rei dos hicsos enquanto dormia. Ele era o faraó da época de José (Yahweh), primeiro filho de Jacó e Raquel. Os ossos de José são Yahweh.

Seu corpo morto veio de uma região do deserto sendo trazido por pastores chamados Shassu-Apiru que viviam no Egito na época da queda dos Hicsos, século XVI a.C, chegando no panteão cananeu como um desconhecido, foi acolhido na assembleia dos deuses de El e seus ossos foram assentados. Esses pastores reuniram a confederação que formam o povo israelita, do qual decidiram ser monolátricos, consolidando mais tarde uma divisão entre os judeus como monoteístas e os monolátricos, tendo a nova Canaã como primeiro regente, o rei Saul (cerca de 1.020 AC). Foram monolátricos porque cultuavam seu ancestral José como Yahweh. Os pais de José cultuavam El e todo panteão de El.

José em hebraico arcaico יוֹסֵף, significa "Yahweh” que se traduz por “aquele que acrescentará";

José em hebraico padrão é Yosef;

José em hebraico tiberiano; Yôsēp̄;

José em árabe: يوسف , transl. Yūsuf;

José em grego antigo: ωσήφ Iōsēph;

Todos esses nomes significam “acrescentado”. Aquele que foi enterrado no templo de El e acrescentado a ele.

Posteriormente foi designado como Tzáfnat panéach que significaria "descobridor das coisas ocultas", porque em vida ele tinha sido um vizir, cargo conseguido após interpretar o sonho do faraó. O povo que passou 7 anos de fome, no segundo ano José deu uma terra egípcia pra eles morarem. É a mesma terra onde mais tarde nasceria Moisés, que seria pego no cesto pela princesa Hatshepnut. Elias, em gratidão pelas terras e por saber que José Yahveh foi o segundo homem mais poderoso do Egito abaixo do faraó, comandava os exércitos do faraó, começou a cultuar ele como seu ancestral divinizado. Elias então manda matar Jezabel e todos do sacerdócio de Baal El-Hadad. Os que sobraram migraram pra Síria, Grécia e África, fugindo da perseguição. É aqui que Elias altera o deuteronômio, proibindo o culto antigo, os oráculos e a necromancia. Ele criou novas leis que levaram seus judeus a perseguirem a antiga fé.

4 – os pagãos de hoje não foram ensinados a estudarem a verdade por trás do Mito e dos Fatos de Abraão, ao contrário, fomos ensinados a odiar tudo que era Abraãmico, por acharmos que o monoteísmo era o culpado pela perseguição e cisma com a antiga fé.

Os Wiccanos Gardnerianos conhecem esse mistério no terceiro grau, contido no BAM (Ye Bok of Ye Art Magical) que a partir da página 165 começa com o “Sigils Bael Agares”, sequenciando os demais segredos goéticos, que nada mais são do que o segredo da Arca da Aliança, que contem a Congregação das Estrelas, a Corte de El e Aserá, o casal que junto com seus 70 filhos formam os 72 nomes de Deus (aquilo que se chama por Deus é um conjunto de deuses). Na Torá consta: “No princípio Elohim criou tudo”, mas lembre-se que Elohim significa “deuses” no plural. Todos esses segredos estão no 6º, 7º, 8º, 9º e 10º livros de Moisés chamado Testamento de Moisés ou Chaves de Moisés, compilado dos Papiros Mágicos Gregos, sob o nome de Tsaurus.

Isso foi publicado uma dezena de vezes em séculos antes de Gardner, por De Claremont, Lawrence Sutin e Henri Gamach, e também por James A. Montgomery, por fim Aleister Crowley, constando também no livro Egyptian Magic de E. A. Wallis Budge de 1901 e no Shemhamphoras Salomonis Regis. Algumas práticas mágicas extraídas do Talmud se somam a esse material cabalístico, da qual Simcha (1880) parece ter explanado das publicações de um livreiro chamado Andrew Luppius que viveu em 1.686, que difundiu um tratado contendo os segredos dos nomes dos poderosos e antigos deuses, onde Shemhamphorash é o antigo nome tanático do tetragrama. Esse material havia sido traduzido pelo rabino Chaleb da Bíblia de Weimar, e continha as fórmulas da Kabalah Mágica, seguida da Bíblia Arcana Mágica Alexander de Scheible, que compõe os segredos cabalísticos dos Alexandrinos. Infelizmente eu não posso revelar aqui o sagrado nome acima de todos os nomes, devido ao meu juramento iniciático, mas qualquer leitor ávido poderá chegar nas conclusões que lhe cabe.

5 – Não, uma iniciação não cria uma bruxa. Em primeiro lugar a bruxa se reconhece bruxa e só depois ela parte em busca de sua família espiritual. No Testamento de Moisés há um rito chamado Rito da Monada, é um rito de iniciação onde você faz um pacto com a divindade para ganhar poderes, contrariando tudo e todos que sempre disseram que não existe auto iniciação.

Contudo, a iniciação como a conhecemos é um rito que depende da confiança, amizade e amor, para congregar juntos num mesmo grupo/família que acredita nas mesmas coisas, pois trata de um ritual de ordália onde você é posto a prova para vencer o medo da morte. Ao vencer o medo da morte pela fé você se torna “um de nós” e é recebido na congregação das bruxas, ou tradição espiritual que contém bruxaria. É um rito de passagem, que te faz prova para vencer o medo da morte pela fé, e ensina magia e os segredos de como manipular essas forças internas e externas através da alquimia das virtudes. Cada tradição tem seu próprio rito nos moldes próprios, mas todos guardam vínculo com as Chaves de Moisés dos papiros antigos, usado por Salomão.

O fato é que depois que Elias começou a perseguir a antiga fé, caçando os sacerdotes de Jezabel que sobreviveram, precisou-se criar os ritos iniciatórios para que o neófito provasse não ser um traidor contando para o exercito de Elias, pois com a nova lei criada por Elias o antigo culto estava proibido. Os papiros narram o porquê se devia queimar o livro de anotações afim de não ser pego já naquela época e a narração sustenta exatamente isso que eu falei.

Dessa forma, uma iniciação tem um porquê de existir e tem um para que serve depois e isso deve ser compreendido, para que não se fale tanto absurdo na internet, como vemos pessoas que nasceram ontem e já querem falar de bruxaria com propriedade. Elas não reconhecem que a sua arrogância cega-a para o papel que ela está “atropelando” os fatos e etapas, colocando na frente dos que vieram antes e caminharam mais.

6 – estudar os mistérios antes de qualquer iniciação é obrigação de qualquer bruxa ou bruxo, até porque tudo que existe sobre bruxaria já foi publicado. Não existem graus na Bruxaria tradicional. Os graus foram criados para as Ordens Mágicas e foram criados por eruditos para compor uma didática. A bruxa velha que morava na floresta não era erudita e não tinha didática. Ninguém nunca está preparado para entender os mistérios, pois é estudando eles que com o tempo a ficha vai caindo, a moral vai sendo lapidada, a importância dessa compreensão vai dando maior responsabilidade e maturidade. A iniciação é como um acidente, ninguém está preparado para ela e você deve ser pego de surpresa. O recrutamento na bruxaria é feito de dentro para fora, somos nós quem escolhemos convidar as pessoas que mantém vínculos conosco de amor, respeito, confiança e amizade. A palavra “acidente” significa “cair sobre”, a sabedoria, pois tudo trás lições na vida, só é preciso saber como enxergar. Ninguém nunca está pronto para estudar ou compreender os mistérios, é preciso ter um começo, estudando-os. Eu mesmo, depois de 20 anos de iniciado estou compreendendo alguns mistérios só agora.

7 - Há pessoas que rezam pedindo sabedoria e quanto aparece alguém mais sábio que ela e que por isso pode ensiná-la, ela não tem olhos para ver a resposta de suas orações e recusa. Saber pedir é uma dádiva, ser atendido é uma dádiva, é preciso enxergar a resposta das orações com humildade e gratidão, sem hubris, sem sombra, sem preconceito, sem discriminação porque é disso que se trata O Phallus sagrado do Ser enquanto sagrado masculino, que vem do sagrado feminino da Lalita Devi, a “I Sara Lilitu” antidiluviana. É preciso lembrar que a cobra se arrasta e olha de baixo para cima mostrando humildade, pois quem não aprende a se ajoelhar não fica de pé. A azeitona e a uva são massacradas antes de gerar ótimos vinhos e azeites maravilhosos. Essa etapa ninguém escapa. Saber que o ser humano brotou numa região chamada Acadia e que essa região antes do dilúvio era toda a terra que pegava desde a Síria, a Índia, as duas Arábias e o Egito, e que todas as rainhas antigas quando morriam eram desenhadas com asas e pássaros segurando o símbolo Shen, faz diferença e quando somos educados desde pequenos nesses mistérios se torna mais fácil, mas quando um adulto põe o pé nessas escolas é preciso se esforçar porque nem tudo seus mestres irão te contar. É por isso que você deve ser digno de carregar o nome dos seus ancestrais e mestres, caso contrário a própria egregora te coloca em outro rumo.

No final quem atravessa a porta é você e só você!

Espero ter ajudado a sua compreensão, porque os deuses só querem o nosso bem.

Possa a graça, a beleza, a lucidez, a bondade, a humildade e todas as virtudes estarem contigo nessa vida e na outra.

Por Cléber Lupino Haddad a.k.a. Set ben Qayin e muitos outros nomes.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Geomancia, Ifá e a origem das Bruxas

 



Bom dia pessoal hoje venho explicar e ensinar os significados das coisas, vamos explanar o por que as Iyamis ficaram tão temidas e discriminadas aqui no Brasil entre o povo de santo. Vamos ensinar um dos mistérios mais tradicionais que existe sobre bruxaria legítima e antiga, a qual se difundiu pelo mundo a fora.

Por isso peço Agô a todos com antecipação, pois vou revelar segredos explicados de fundamentos tradicionais que vocês não vão achar em apostilas nem em livros, desejo  Asé a todos porque meus sentimentos são de gratidão pela existência e, proclamo meu motumbá a todos porque respeito cabe em todos os lugares, pessoas e direções.

Você sabe o por que as bruxas são temidas, descriminadas e relegadas ao mal? A origem disso é o próprio povo do candomblé.

O culto tradicional africano se chama Esin Orisa Ibile, Isese Lagba, é o nome do culto que aqui no Brasil virou candomblé (arte de rezar) devido a diáspora.

No culto tradicional Esin Orisa Ibile, Isese Lagba fazemos a seguinte saudação:

Agboruboye Agbosise Agbòató!

Esses nomes também são usados para responder uma benção pedida.

Eu tenho visto muita gente de candomblé dizer que vai se purificar com pó, com osso, com incensos etc.. isso me causa uma certa estranheza, porque a raiz etimológica da palavra purificar remonta a raiz etimológica da palavra água.

Assim como as palavras batismo (molhar/banho), renascimento (depois de se banhar), ressurreição (ressurgir limpo), são todas palavras que tiveram origem nos remotos ritos de purificação dos povos antigos de todos os lugares do mundo.

Não se purifica nada sem a água e nenhum outro elemento tem poder de purificação.

As águas de Osùn são as águas (Amnióticas) do útero, que prepara a vida material para nascer e renascer. É o banho primordial antes da vida.

Então é errado dizer "vou purificar pelo fogo, pelo ar ou pela terra", porque isso denota o desconhecimento da matriz e da função de purificar de fato.

Os ritos de Acqua Februa (banhos de água quente) dos Etruscos foram aprendidos com os egípcios africanos do mundo antigo e estão ligados equinocialmente ao meio do verão, mais tradicionalmente ao mês de fevereiro. Os etruscos foram chamados de povos do Mar que invadiram o Egito, eles eram hábeis navegantes e os papiros mágicos estão cheios de segredos deles.

Todos os símbolos dos elementos tiveram origem na Geomancia, onde o elemento água é representado pelo símbolo triângulo com a ponta para baixo. Esse é o esquema formador dos símbolos dos Odú e são Méji (duplos) porque fazem referência ao seu duplo etérico (seu eu que está lá em cima).

A própria palavra "origem" é formada de Ori (consciência) + gem (genis/raiz).

Orisà significa fragmentos de consciência e eles são forças da natureza porque são divisões da grande sabedoria Criadora, a Serpente Mãe que chamamos Olodumare.

Sempre que tiverem necessidade de purificar algo, lave, dê um banho com ervas ligadas ao intento a ser alcançado.

A Geomancia nasceu na Arábia Saudita de acordo com Fatumbe e, na era de Salomão com a rainha de Sabá foi divulgado de acordo com os dados históricos. É um Oráculo da Terra-Mãe de uma era matriarcal, que posteriormente foi retomado pelos homens árabes, assim como Urim e Tumim é o nome dado a um processo de adivinhação utilizado pelos antigos israelitas para descobrir a vontade divina sobre determinado evento. É uma expressão proveniente do hebraico e significa “luzes” e “perfeições” e soa como sim ou não. Segundo a visão judaica, Urim e Tumim remontam ao Sumo Sacerdote de Israel da antiguidade. Esse oráculo também é derivado da geomancia.

Em sua origem geomantica o símbolo da água é um triângulo com a ponta para cima. Quando esse conhecimento chegou na África subsaariana, os africanos aperfeiçoaram o sistema mudando o símbolo do ar e da água, aonde um era com a ponta para cima mudou para ponta para baixo. Então na Geomancia o ar é o elemento com a ponta para baixo e água é com a ponta para cima.

No sistema de Ifá ficou ao contrário. A água passou ser representada com a ponta para baixo.

Os elementos fogo e terra se mantiveram iguais.

Os Gregos em contato com Egito e África criaram a palavra Profeta e isso está relacionado à Ifá que é um sistema, não uma divindade. A divindade é Orunmilá.

Do grego "prophetes", esta palavra, etimologicamente, é constituída pelas raízes pha ou phê, que significam falar, e pelo prefixo pro, antes. E foi assim que surgiu tudo sobre o oráculo Geomancia, cujas casas femininas possuem quatro mães que são referencias às quatro matri-arcas do pós dilúvio, sendo elas a esposa de Noé, e as três esposas de seus filhos, tornando o escudo geomantico a própria arca de Noé. Com torrões de terra lançados ao chão podia contar os pontos que eram gravados ou tefados da direita para esquerda em quatro linhas horizontais. A Geomancia é tão antiga que ela antecede a criação da astrologia, sendo essa última um espelho do que está embaixo e vice versa.

Todos os povos antigos narram a importância da supremacia do espírito sobre a matéria e é sob essas premissas que se consultavam um oráculo, para saber a vontade dos deuses afim de que se possa consertar as coisas aqui na terra e produzir um alinhamento entre essas energias, ficando assim em paz, o que por si só gera felicidade. É o que os adeptos da frequência Hertz chamam de ponto zero quântico.

A geomancia fala de um ego aqui na terra e outro no céu. São os duplos etéricos, por isso são na língua Yorubá, Méji.  

Os 16 Olo Odus, ou Olodus, tem uma divisão interessante.

Do 1 ao 11 os itans narram histórias puramente Africanas de berço, das terras Yorubás, sem influência de outros povos. É puro de origem.

De 12 a 16 os itans narram histórias mescladas com a invasão islâmica na África, onde até mesmo os sacerdotes mulçumanos vão se consultar com os profetas de Ifá.

Já vou contar pra vocês uma história sobre a origem das bruxas Africanas (As Ajés) contidas num Itan de um dos Odus de Ifá, e desmistificar o porquê elas ficaram tão temidas aqui no Brasil e no mundo, bem como vou contar a imensa importância Delas no plano esotérico e para o entendimento de todas as feiticeiras que louvam as divindades africanas ou não africanas.

O Odú é o 12 na ordem de Ifá, de nome Òtúrupòn Méji.

Dentre vários itans desse Odú, um deles é esse que fala da origem da bruxa e do ser humano. Possui um entendimento esotérico para iniciados que é oral, mas causou confusão quando essa história foi copiada pelas apostilas iniciaticas de pessoas que buscaram iniciação na África e voltaram para seu país de origem, esquecendo-se da explicação oral sobre esse Itan.

Sendo assim, a parte escrita ficou sujeita a interpretações diversas enquanto a parte oral foi esquecida ou desconhecida da maioria no ocidente.

O Itan em si escrito, diz:

 

- A Feiticeira e o Ser Humano -

 

 - O Pààká, mascarado com um caroço nas costas,

Pegou quarenta cauris do chão."

Foi divinado Ifá para a Feiticeira. Foi divinado Ifá também para o Ser Humano.

Ambos foram alertados para fazer sacrifício,

A Feiticeira falou que sempre que ela viesse a Terra,

Ela destruiria a obra dos Seres Humanos

O Ser Humano também disse que sempre que viesse a Terra,

Faria tudo que lhe desse prazer.

Foi solicitado a ele também que fizesse sacrifício,

Mas, ele recusou-se a fazê-lo.

Quando os dois chegaram a Terra,

Se o Ser Humano produzisse uma criança,

A Feiticeira matava a mesma.

Todas as coisas pertencentes ao Ser Humano

Eram estragadas pela Feiticeira.

Então, o Ser Humano voltou para o seu sacerdote de Ifá,

E fez o sacrifício que ele havia negligenciado.

Foi dito que ele fizesse Egungun.

Ele então, vestiu-se de mascarado,

E começou a cantar usando a linguagem indireta contra a Feiticeira.

Ele disse que foi exatamente como seus sacerdotes disseram.

O Pààká mascarado, com um caroço nas costas

Pegou no chão quarenta cauris.

Foi divinado Ifá para a Feiticeira,

E também divinado para Ser Humano;

Quando ambos estavam vindo do céu para a Terra.

Esta é uma Feiticeira,

Apesar da forma de Ser Humano.

A Feiticeira não deixa o Ser Humano descansar. -

Agora vamos para a explicação de Tradição oral que não consta nas apostilas:

A feiticeira é um ser consciente que ao vir para a Terra se lembraria de quem é e de onde veio em algum momento de sua vida terrena, não tendo sobre ela os efeitos do ego material e sim somente do ego espiritual (seu duplo), portanto para corrigir alguma situação o símbolo geomantico formador do elemento que fica nas duas linhas terrestres deve ficar igual aos de formação celestes, pois nada acontece com você aqui na terra se não acontecer primeiro com o seu duplo etérico lá em cima no éter. Assim sendo, se o que está acontecendo com o seu duplo etérico é algo horrível, a correção e alinhamento será tomada, formando os Omo-odus. Dessa forma um corrige o outro e ambos se alinham, pois na ordem de chegada dos elementos, primeiro foi criado o fogo, depois o ar, depois a água a qual fica em cima da terra. É nessa ordem que as coisas são criadas de acordo com os princípios da geomancia. Dessa forma se um Odú é feito de Água sobre Fogo, lembra uma serpente com duas cabeças fazendo referência ao fragmento de consciência chamado Dan-Oxumare e sua história é contada nos Itans mencionando seus poderes positivos e negativos, gerando assim os sacrifícios a serem feitos para alinhar ou corrigir o intento necessário.

Quando se fala de Méji estamos a falar do duplo etéreo de nossos pares espirituais, sendo que um é você aqui na Terra e o outro é você lá no éter e de certa forma isso é um trabalho de ego. Nada acontece com você aqui embaixo se não acontecer primeiro com seu duplo lá em cima. Por isso a Ori é de tamanha importância. Sem a Consciência de quem se é nada flui.

A Tábua de Esmeralda já falava sobre isso quando diz: “o que está acima é igual ao que está abaixo”. Tudo isso veio da geomancia que é o primeiro Oráculo da Mãe-Terra que existiu. De acordo com Pierre Riffard o culto da Terra-Mãe foi iniciado há 35 mil anos (dados arqueológicos), mas como tudo na vida mudou após o dilúvio, a era Matriarcal mudou para Patriarcal, sobrando resquícios do antigo Oráculo geomantico através das subdivisões dele, pois não só existe Ifá no mundo, mas sim existem coleções de oráculos iguais a ifá no mundo todo, porém, alguns sem o aperfeiçoamento africano, quanto outros preencheram essas lacunas com seus próprios contos aborígenes de seus terras natais.

Os Odus vêm com o propósito de corrigir e alinhar as coisas entre as partes para que a vida flua, por isso são portais de energia celeste e terrestre, pois eles vem do Céu para a Terra, mas como a geomancia foi criada antes da astrologia, é possível que o sistema de ifá tenha sido criado depois da consciência de descobrimento da astrologia árabe. Se essa última possui 7 mil anos, ifá não tem mais que isso, contudo não deixa de ser muito antigo.

No Itan a feiticeira destrói tudo que o ser humano constrói porque ela sabe que não somos daqui e construir coisas aqui é algo passageiro e, portanto não faz sentido construir algo banal feito com ego, e sim devemos lembrar quem somos e de onde viemos reverenciando os nossos Ancestrais.

É por isso que, quando o ser humano veste a roupa de egungun a feiticeira se alegra e para de perseguir o ser humano. Ela vê que ele está reconhecendo a ancestralidade e por isso está no caminho certo. A ancestralidade parece ser o ponto de partida para se estar no caminho correto em todas as religiões tradicionais do passado.

Ela não teme egungun como muitos querem fazer parecer esse mistério, mas sim ela o adora por ser a representação física da ancestralidade vinda do Orun ou da estadia nele. Perceba que espírito e consciência são duas coisas diferentes. Primeiro é criado o espírito e só depois é colocado nele uma consciência, A Ori. Corrigindo alguns babalawós, Ori é uma palavra feminina, por tanto o artigo “o” é inválido, devendo ser pronunciada A Ori.

Aqui no Brasil essa explicação ficou totalmente desconhecida porque os babalaxés, iyálaxés, babalawôs, babalorixás e ialorixás se atentaram somente no que ficou escrito no Itan das apostilas que foram reproduzidas em diversas escalas nacionais, sem levar em conta a consultoria oral de cunho iniciático. Daí passaram a temer tudo que se diz sobre bruxas/feiticeiras e começaram a orientar as pessoas a pararem com Bruxarias, o que em si não faz sentido algum, desde que o próprio culto de Ìyámí é bruxaria pura que se mantém original até hoje. Soma-se ao medo imposto pela igreja cristã e pronto, as iyamís e as Ajés tornaram-se fonte do mal e do medo, mas vejam que isso se deu por puro desconhecimento da oralidade esotérica africana e preconceito cristão.

Iyamís significa minhas mães e é uma referência ao elemento ar e aos pássaros que voam no ar, especialmente os que são carniceiros. A sociedade de Iyámí na África são três em Egbé-Orun (grupos celestiais) (Funfun, Pupá e Dudú) sendo especificamente a branca, a vermelha e a preta, responsáveis pela Justiça, manutenção e Ordem no mundo criado. É devido à elas e a esse culto que a Deusa tem três cores, pois esse antigo culto chegou á Europa antes da época dos romanos, pois foi da cultura Minóica que partiu para o cume do mapa e lá tomou formas adequadas à reverencia local de sua cultura. Não é a toa que o Berço da Humanidade é a Africa.

Elas participaram da criação do mundo e por isso receberam de Olodumare o poder de reinar sobre tudo. Todos os feitiços e magias passam pelo crivo delas. Se essas senhoras não admitir um feitiço feito, seja por merecimento ou não, o feitiço não passa e não acontece. É um culto tão perigoso quanto o culto de Obatalá, pois ao mexer com essas energias sem o devido conhecimento, ao invés de você atrair as bênçãos das grandes Senhoras ancestrais, você acaba atraindo o ódio e a fúria delas sobre si mesmo. Para conhecer como se lida com esse culto tem que ser iniciado no culto tradicional de Osùn em Ọṣun-Oṣogbo na África e pactuado com Iyámí Osòrongá. Há diversos tipos de pactos nesse culto e todos, inclusive o propósito da iniciação deve ser regido por um Odú em consulta de Ifá pelas Ajés nos Ibos de caurís, no jogo de Obi ou por indicação real de um Babalawó, mas com aprovação delas. Em outras palavras você tem que ser escolhido!

Conhecer o Esoterismo oral que está por trás dos escritos é fundamental para se construir o caráter. Sem Ori não tem caráter. Sem ancestralidade reconhecida não tem Ori. Assim o culto de quem tem útero foi o primordial porque todo mundo nasce de uma mãe. Os homens nesse culto são os Osò (bruxos) coadjuvantes das Ajés da criação, mas toda honra é delas, as mulheres sagradas, temidas, são perigosas porque possuem o poder da criação dado por Olodumare e elas participaram da criação do mundo. É o primeiro culto feminista que existiu ainda que o termo feminista não tenha sido usado na época porque ainda não tinha sido criado o termo.

Então entenda que:

Ori é a Consciência, não a cabeça, mas ambos estão ligados metafisicamente.

Orisá é fragmento de Consciência.

Iyámí é Minha Mãe Ancestral.

Iyámí Osòrongá é Minha Mãe Pássaro ancestral.

Esù é o único que pode ir até elas e voltar, fazendo a comunicação entre esses mundos e negociando os acontecimentos.

 

Um grande beijo e abraço a todos, espero que com esse artigo eu tenha cooperado com o conhecimento de vocês e que isso sirva para quebrar preconceitos, conscientizando cada coisa em seu lugar, de forma que desmistifique o medo infundado e fortifique o respeito a ser doado para com essas Senhoras.

Que Exu e as Ìyámís abençoe todas as Oris que fazem Oriki e Adurá, a todos vocês.

Ire-o!

Esse artigo foi escrito por Osóològbóni Omofá Lati Oyá Osungbemi

Ti o tele ihuwai-Iwá ti, Kabiyesi Oba Adekunle Aderenmu, que estuda, pratica e presta homenagem ao Esin Orisa Ibile, Isese Lagba.

 

 

 


quinta-feira, 29 de março de 2018

Como Eliminar a Mágoa - Através o Trabalho de Ego




É possível não se magoar com nada através do trabalho de ego?

Sim.

Se muito bem feito o trabalho for, o resultado é excelente.

Márcio José Ferreira
O que vou lhe revelar aqui é um dos segredos dos bruxos, sobre o trabalho de ego a partir daquilo que se encontra em sua sombra.

Muitas são as bruxas que se acham poderosas, mas quando o assunto é possuir poder sobre si mesmo o assunto muda.

Infelizmente o que vemos por ai é um quadro alarmante, contendo brigas de egos e disputas pelo poder sobre o outro. Mas não é para isso que existem bruxas no mundo e, esse quadro alarmante não torna o mundo melhor.

Na maioria das vezes esse quadro alarmante citado acima é disparado em decorrência de uma magoa, seja por não ter sido ouvido, seja por querer controlar o outro, seja por disputas de poder, em fim... Sempre tem haver com um vício de caráter que pode ser lapidado e transformado em virtude, mas por preguiça ou relapso o iniciado deixou de por em prática os segredos iniciáticos. A magoa é a prima pobre da raiva. Esses estados emocionais são defesas de uma alma insegura e traumatizada e isso revela fraqueza, não poder.

A energia da raiva pode se tornar um poder se bem conduzida for, um vez que, a raiva é um trampolim para fugir do estado depressivo. Os iniciados sabem guardar a energia da raiva dentro de uma vela preta para usar em benefício de sua prosperidade ao invés de investir na destruição da vida humana.

Não é a toa que as grandes ordens mágicas se destruíram no passado devido a isso, vide os fatos da Golden Down e outras que, por motivos mesquinhos ou vícios de caráter se comportaram de forma autodestrutiva.

Inteligente todo mundo é, então, o que você está esperando para aplicar os poderes da sua iniciação em você mesmo? A raiva nunca tem haver com o outro, e sim com você mesmo e um aspecto seu mal resolvido dentro de si e, ai mora a questão da sombras. É comum durante um tipo de choque, passarmos pelos estados de ódio, raiva, furor, mágoa, tristeza, depressão e raiva novamente, porque são defesas naturais da nossa psique contra a comiseração da vida humana. Isso tudo bem conduzido pode se tornar o maior poder já usado em seu benefício sem precisar tirar vantagem de alguém.

É bem comum ouvirmos sobre quando uma magia foi bem executada e obtiveram resultados fantásticos, todos nós gostamos de ouvir isso. Mas o grande segredo é que nem sempre isso acontece com a maioria das bruxas porque a magia não é uma ciência exata e, dessa forma algumas magias acabam sendo revisadas em sua própria técnica, fórmula, receitas, prescrição, aspectos astrológicos, elementos como ervas, desenhos, símbolos, encantamentos rimados, invocações, conjurações, alfabetos, rituais, chakras alinhados, boa alimentação, bom sono, mente descansada, dias e horas planetárias, alimentação da egrégora de sua linhagem com sacrifícios, danças circulares, visualização, a condução do poder catalisado, canalizado e enviado, etc. Quase tudo é revisado para mudar o resultado em seu favor.

Contudo, quase ninguém menciona que a magia mora dentro de cada um e é com isso que seu feitiço ganha força e isso tem muito haver com seu estado de espírito. Logo, a bruxa é poderosa quando ela obtém domínio sobre ela mesma, não sobre os outros, aliás, até para dominar os outros a bruxa tem que ter dominado a si própria antes, haja vista que ninguém dá o que não tem.

O fato é que quando você domina a si mesmo, ninguém de fora precisará te dominar porque você não irá atrair isso pra sua vida. Essa receita é a mais antiga forma de fazer desaparecer u um opositor ou uma situação de oposição, haja vista que seu pior opositor e você mesmo.

As águas formam em si o elemento do sentimento. Nesse sentido temos como único sentimento o Amor, o resto são emoções, assim ensina a escola oriental de magia tradicional.

Para tal, a bruxa pode sempre manter suas águas limpas e dessa forma ela carregará de poder a intenção que irá depositar sobre um feitiço, desde que um feitiço é uma linguagem por onde ela manda dizer aos deuses o que ela quer que aconteça no futuro. Lembrando que feitiço vem do latim Facturus e significa “ação sobre o futuro”.

Desde cedo a bruxa aprende no “prezinho” da magia que seu mundo interno interfere nos resultados mágicos ao seu redor, sendo assim, o mundo das águas, é nele que mora a vaidade e a intenção. Mas a vaidade é quando o ego toca nas águas, enquanto que a intenção é quando o espírito toca nas águas. É por isso que qualquer autoridade espiritual pode carregar de poder a intenção e dispará-la somente com o pensamento. Isso também é um feitiço e, até um padre faz.

De igual forma uma mãe de santo quando deita os búzios pode ou não carregar de poder a intenção e induzir o resultado no destino do consulente. Isso é um feitiço. Aliás, um ebó também é um feitiço, desde que o feitiço começa na intenção.

André Ricardo Ramos da Silva
O feitiço não funciona direito quando ele está tocado pela vaidade. 
É magia proibida quando o feitiço está tocado ou é movido pela força dos vícios de caráter.

Gente, a fórmula é simples: Espírito tem mais poder do que a matéria, não é a toa que todo mundo reza no altar pedindo para algum Espírito um favor que a matéria não pode dar.

Daí vem a necessidade da supremacia do Espírito sobre a Matéria, isso significa pensar com o Espírito (divino) e deixar Ele agir através de você. Esse é o verdadeiro estado alterado de consciência.

A vaidade é um vício do ego, compreendida muitas vezes como uma qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória, podendo ou não estar ligada a própria aparência ou aquilo que se pensa sobre si mesmo, ou ainda sobre quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam “reconhecidas” ou admiradas pelos outros. E aqui entra a questão da “busca da aprovação” e, junto com isso vem a mágoa quando não se obtém o resultado esperado entre as relações interpessoais.

Mas será que Espírito sente dor e mágoa? Óbvio que não. Pelo menos nem todos. Se você tomar ayahuasca e vivenciar uma experiência de morte e renascimento durante o transe, você saberá que pra morrer não dói. Então espírito não sente dor. A dor é consequência da vida, de estar vivo, não morto. Espíritos desencarnados que afirmam sentir dor, estão na verdade presos num padrão da própria psique doente e isso começou quando ele ainda estava vivo. Entenda isso duma vez por todas e se liberte da dor desde já.

Então é aquilo que eu digo sempre, a supremacia do Espírito sobre a Matéria é e sempre foi a equação mais fiel do controle ou domínio sobre si mesmo.

- NÃO PENSE COM O EGO, PENSE COM O ESPÍRITO. Essa é uma frase muito usada nas bruxarias de orientação pagã.

- É IMPOSSÍVEL VOCÊ PECAR CONTRA DEUS, ELE É INFINITAMENTE GRANDE. Essa é uma frase usada nas bruxarias de orientação cristã.

De qualquer forma, em ambos os casos “O Espírito” está presente. Aqui me refiro ao seu Espírito divino, o ser supremo, o ser interior e mais elevado, chame-o como quiser. Quem despertou a kundalini sabe o que estou dizendo.
Esse trabalho quando é bem feito e sem reservas mentais ou espirituais de qualquer natureza produz excelentes resultados, pois se torna impossível magoar alguém ou impossível você ser magoado por alguém, desde que você não vai atrair isso. Agora é uma boa hora para também olhar onde você tem Venus no seu mapa natal e quais os aspectos negativos que envolvem esse planeta Venus. Sabemos que muitas pessoas com padrões comportamentais ligados a emoção do sadomasoquismo possuem um planeta Venus mal aspectado no mapa de forma a tornar a pessoa uma vitimazinha junto com a vontade de ser masoquista ou maleficazinha com a vontade dominante do sádico.

A cereja do bolo é que Todo mundo sabe que um arranhão feito todos os dias no mesmo lugar vai abrir uma ferida difícil de cicatrizar. Nesse caso, eliminar as ofensas e os ofendidos é a melhor forma de liquidar com o esquema mental da culpa e culpabilidade que os humanos gostam de carregar.

Bruxas trabalham com o esquema da responsabilidade = habilidade de criar respostas, de preferência as respostas perenes. Respostas para as dores da alma, curando assim traumas e feridas internas que foram admitidas por um “eu” fragilizado, seja na infância ou não. Muitos adultos passam por situações de alta pressão e estresse na vida corrida e não sabem lidar com isso. Se durante essa situação de estresse haver alguém batendo contra você através de feitiços, provavelmente você acabará num hospital psiquiátrico ou no mínimo, na cama em depressão profunda. Esse é um local difícil de sair. É difícil de voltar desse lugar, mas calma, isso tem jeito.

É verdade que precisamos do ego para existir, mas também precisamos dominar o ego para não sentirmos nenhum tipo de sofrimento ou agonia. Algumas escolas esotéricas gnósticas do passado ensinavam a matar o ego, porém o ego nunca pode morrer de verdade, mas sim ele deve ser dominado/controlado pelo próprio dono de maneira madura e livre dos grilhões da sociedade. Isso tudo tem haver com a imagem que você cria de si mesmo na sua mente e isso se soma a suas crenças limitantes.

Para isso é necessário um trabalho de autoconhecimento com o pacote completo do trabalho de ego, o trabalho com as sombras e o trabalho com as virtudes. Se bem executado o sucesso é garantido. Esses são os trabalhos de transformação e desenvolvimento interno que uma bruxa faz e isso é para a vida inteira, desde que a fronteira para a vaidade é muito fina e jamais uma bruxa deve se esquecer de fazer esses trabalhos consigo mesma.

Paulo Henrique Alvarenga de Oliveira
Esse trabalho desenvolve o “eu” superior, desperta o “eu” espiritual e divino, impede que você caia no vitimismo, na fragilidade, na fraqueza de espírito e lhe dá poder sobre si mesmo de forma que você possa lapidar-se por dentro logo que reconheça seus vícios de caráter, pois remove o senso de auto importância e junto com isso você deixa de se importar (trazer para dentro) com situações desnecessárias, evitando brigas ou confusões, dando suporte para dosar melhor a empatia que tanto puxa para dentro aquilo que está fora de você. Esses trabalhos dirigem seu foco para que você possa desapaixonar-se de uma situação ao seu bel prazer ou de acordo com a sua vontade. Lembrando que paixão é uma palavra que vem do latim “passio” e significa dor/sofrimento. Ter um botão de liga-desliga para despaixonar-se quando quiser parece um bom empoderamento.

Esses trabalhos não lhe fornecem só isso, mas como o artigo é sobre ter o controle do sentimento/emoções, vale a pena recordar que quando os textos romanis falam que Santa Sara andou sobre as águas e não afundou, equivale a estar por cima das águas (sentimento/emoções) sem se perder ou sem ser afogado pelo descontrole emocional.

Ioshuà Chrestos também andou sobre as águas. Em ambos os casos eles tiveram controle sobre o seu próprio elemento água, porque detinham domínio sobre o próprio ego. Para comandar os 4 elementos é necessário dominar o ego em primeiro lugar.

Além do trabalho de ego e de sombra, temos os 12 trabalhos de Lupercus os quais fazem recair sobre nós virtudes de conscientização de raiz a qual utiliza magia mimética para exercer mais lapidação da pedra bruta interna. Você é aquilo que você sente e atrai. Todos que já fizeram os 12 trabalhos sabem que com ele só se pode prosperar. Alguns obtiveram resultados positivos onde só havia negatividade, outros abriram marmitarias e foram prósperos, outros ainda tiveram aumento de salário e promoção em todos os setores da vida. Amor, dinheiro, sexo, boa sorte, caminhos abertos, relacionamentos com proveito e bem estar, é um verdadeiro empoderamento. Aqueles que se esqueceram desses ensinamentos voltaram a estaca zero. Mas calma, sempre é tempo de recomeçar os 12 trabalhos.

Se você for capaz de nunca mais se magoar você será forçado a enxergar o lado positivo de cada situação e vivera melhor e com mais poder sobre o que lhe acontece. É assim que você se torna autor de sua própria vida e destino. Isso é a Supremacia do Espírito sobre a Matéria, e isso é segredo de iniciados e, é também o que diz a lei da atração desde tempos remotos.

Como prega a tábua de esmeralda: “Tudo o que está em cima, também está em baixo”.

É você no controle!

A maioria das pessoas acham que é normal se magoar nas relações e que não tem como se relacionar com alguém sem que em algum momento fiquemos ofendidos ou magoados, e com isso colocamos nosso bem estar no poder do outro, mas aqui entre nós, ninguém é poderoso quando não sente bem estar.

Lembrando o significado das terminologias pela etimologia da palavra:

Abel: Vaidade/frágil/efêmero/ostentação/desejo exagerado de atrair admiração ou homenagens dos outros/fugaz/fútil.

Qaiyn: Lança/obter/provocar/produzir/agricultor/assassino (da vaidade).

Remus: Rumo/Movimento/Entrega/Morte/Espírito.

Rômulo: Força/Dominante/Construtor/Vida/Matéria.

São irmãos. Essas energias são gêmeas, uma não existe sem a outra, igual Deus e Diabo ou Ego e Sombra. Então tem que ser bem dirigida, bem trabalhada e bem compreendida. É nisso que mora o verdadeiro poder.

Todos nós temos um ponto sensível? Sim, todos nós temos Quiron no mapa natal. Fica a dica né Hércules!

Mas o que significa ser ofendido?

É quando a pessoa vai direto ao nosso ponto sensível, aonde não gostamos que seja tocado. A parte ofendida é aquela que tentamos negar de nossa própria percepção. O que fica ofendido em nós? É a parte que criamos de nós mesmos. É como se criássemos uma replica do nosso “eu” piorado ou defeituoso, e toda vez que somos magoados ficamos tentando se convencer que não somos aquilo (que absurdo fulano falar assim de mim!!). Nesse momento estamos falando com a própria imagem que criamos, a pessoa que nos ofendeu só estimulou esse ponto, ela só foi o gatilho, mas ela não está na equação de fato. Nesse momento ela já saiu da cena. São duas imagens suas brigando entre si, uma boazinha e a outra indignadazinha. Tipo: “nossa, quanta coisa boa eu já fiz, sou tão legal com ela e só levo patada!”

O senso de “injustiça” e de auto importância grita mais alto. Então ATENÇÃO, pois nesse momento você está construindo o seu EGO!

Sinal vermelho quando você começar a se vangloriar de todas as coisas boas que você já fez. E o ego o que é? É justamente essa defesa que criamos justamente para não entrar em contato com nosso mundo interno. Ou seja, o seu “eu” superior está debilitado, logo, não tem supremacia do Espírito sobre a Matéria. Carece fazer o caminho oposto e matar Abel (a sua vaidade) e dominar seu ego para ter força sobre seus atos e o rumo da sua vida.

Não importa o quanto você é bom ou já tenha feito coisas boas. Isso só serve para que você se sinta mais magoado. Parafraseando o esoterismo: água suja não lava prato! Mantenha suas águas limpas. É o que está dentro do seu peito. Muitas pessoas vão parar nas salas de emergências dos hospitais referindo estar com dor no peito ou precordialgia, quando na verdade é algo mal resolvido lá atrás que piorou com o tempo por não ter sido observado e curado em tempo. Os problemas cardíacos legítimos são causados por uma bactéria que dá na raiz dos dentes, não pelo ego, mas os sintomas são muito parecidos. Em ambos os casos devem ser observados e tratados cada qual com suas especificidades e urgências.

Numa discussão, ambas as partes se magoam desde que a mágoa é reflexo empático da emoção de auto importância quando é ofendida. O mesmo ocorre quando uma pessoa muito empática se aproxima de alguém que está chorando muito, ambas choram por igual. De igual forma acontece quando se aproxima de alguém que está rindo, ambas riem. Emoções são reflexos sentidos por empatia. Emoções não são sentimento. A emoção mora em maya (no plano da ilusão) o sentimento mora no coração da alma.

josé rafael beordo

A mágoa é uma tradução impensada da magia mimética (um espelho ou reflexo) onde um imita o outro no drama. Quando você sai da questão o drama fechando a empatia você força a outra parte imitar você e ambos ficam bem. É aonde você pode se centrar e dar bons conselhos, a sabedoria flui.

Só existe um jeito de duas pessoas se entenderem e isso é através do diálogo. Quando uma das partes envolvidas se nega a conversar sobre tal coisa ela está sendo infantil. É por isso que os psiquiatras não passam fome e seus consultórios estão cheios. Seres humanos adoram um drama, adoram tanto que chega beirar como se o drama fosse um deus a ser venerado.

Se nessa hora você puxar o outro com você para a realidade, você estará sendo paciente e sábio, e estará no controle de si mesmo, estará fazendo a cura verdadeira para ambos os lados.

Então para que você nunca se ofenda é simples: destrua todas as imagens que você criou de si mesmo. Elas são falsas, pois você não é nada disso. Essas imagens são criações feitas no reino de maya = a ilusão.

Nesse momento você vai se recolher e perceber quais as imagens que você criou de si mesmo, se de coitadinho, se de que ninguém te vê, ou ninguém de ouve, em fim, a imagem do seu ego e vai destruir essas imagens na sua tela mental e dentro de si mesmo. O inimigo perigoso de qualquer relacionamento é a mesmice do ego.

Você vai agora olhar para sua vida e responder com sinceridade para si mesmo se sua vida é uma bosta ou não, vai enxergar tudo o que deixou de fazer de forma correta (sem ego) e vai movimentar sua vida a partir disso. Em seguida você será honesto consigo mesmo sem ser auto condescendente consigo mesmo e vai consertar seus erros fazendo o que precisa ser feito. O seu Poder verdadeiro agradece! Isso é transformação de fato!
A subtração é ilusória, é Maya, pois até a morte não subtrai da vida além do suficiente para poder existir a reencarnação. Não é a toa que existe o ditado Strega: Somar sempre, subtrair nunca!

Dentro de uma perspectiva perene, não existe espaço para a ilusão, além da própria função de Maya, ou seja, fazer enxergar a realidade! Se existe algo a ser subtraído da equação, esse algo se chama ilusão.

Agir sem ego é sair de si mesmo para fazer algo de útil pelo outro sem julgar nem punir, porque cada um dá somente aquilo que tem. Se você foi enfeitiçado e agiu errado com pessoas que você gostava devido o feitiço ter tido efeito sobre você, agora é a hora de corrigir isso e reaver o poder sobre si mesmo e sobre a sua vida!

Conheça a ti mesmo.

Então você estará cônscio de si. Nisso reside o empoderamento iniciático!
Possa Caputspher lhe dar uma boa cabeça!

Artigo de autoria do Sett
Magister do Canídea Covine de Ribeirão Preto/SP.