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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

STREGHERIE OU STREGONERIE?

 


Muitos Stregones e Stregas ainda fazem confusão sobre os termos usados.

Este artigo se propõe sanar o problema dando informações que o público em geral desconhecem!

A Stregoneria é mais antiga que a Stregherie e ambas possuem “frames” e histórias de origem, muito diferentes. Isso precisa ser respeitado por toda e todo praticante sério de magia, da mesma forma como se deve respeitar todas as religiões.

A Stregherie foi reavivada pelo Raven Grimassi que também recebeu o primeiro grau Gardneriano da Linha Olwen de Wicca que havia sido propagada por iniciados da Monique Wilson e que não sabiam do bloqueio e cancelamento da transmissão dessa linha de Wicca, trazendo-a para a América do Norte e do Sul.

Para quem não sabe a Linha Olwen surge a partir da Monique Wilson e seu marido em uma época que não existia internet e, por essa razão, nem todos os iniciados de terceiro grau mantinham correspondência, por morarem em outros países nem sabiam que a linha havia passado por isso. Poucos sabiam que essa linhagem havia sido cancelada por motivos internos e, motivos decididos pelos Elderes Gardnerianos das linhas mais fortes e existentes, cujo motivo é conhecido dos iniciados somente.

Após o advento da internet entre 1996/97, o surgimento da comunicação mundial foi inevitável e todos os Wiccanos válidos começaram a se organizar para manter a tradição original viva, e muitos iniciados dessa linha cancelada tomaram ciência dos fatos e foram humildemente incentivados a buscarem refazer seus graus nas linhas fortes para se manterem válidos, desde que para continuarem a transmissão, precisa-se de uma linha válida para “parir” a boa egrégora, não a egrégora disfuncional. (Quando a Wicca chegou ao Brasil os autores propagaram uma Wicca eclética, não a tradicional e isso levou todas as Stregas acharem que Wicca, Bruxaria e Stregoneria eram a mesma coisa, pensavam que só tinha o nome diferente. Muitos foram perseguidos pelo MM de Pedra de Guaratiba, o que levou alguns ecléticos a buscarem a linhagem tradicional de Gardner para que acabasse a perseguição, não por amor à prática do Gardner. Esse não foi o meu motivo, especialmente por eu não ser eclético e eu realmente na época vi na Wicca Tradicional uma Arte Poética a ser praticada com o coração).

Grimassi se viu numa condição alarmante porque a linha Wilson havia sido cancelada. A iniciação dele não deixou de ser legítima só por causa do cancelamento da linha, que isso fique bastante claro, nenhuma iniciação pode ser invalidada, mas uma linha inteira pode, desde que seja para impedir que um transtorno seja transmitido.

Uma iniciação não pode ser retirada ou removida pelo ego humano, especialmente porque se trata do fator de experiência transformadora vivida pela pessoa e pelo recebimento do empowerment transmitidos, a Arte tem vida própria e tempo próprio e, mais cedo ou mais tarde o empowerment transmitido acionará seus próprios mecanismos de ação.

Contudo, como Raven Grimassi havia recebido iniciação em Brittic e no sistema Picto-Gaélic que são usadas em algumas Stregonerias igualmente, tendo sido elevado ao terceiro grau em 1983, ele não quis dar continuidade nas linhagens de wicca gardneriana, mas quis continuar a cooperar com a comunidade pagã, especialmente as da Itália, entretanto no sentido geral do paganismo, em suas pesquisas arqueo-históricas. Em 1997 ele lançou o livro Mistérios Wiccanos, o qual foi traduzido para a língua Portuguesa em 2000 pelo Claudio Crow Quintino e publicado pela Gaia alemdalenda. Lembro ainda que Brittic foi o nome que os Romanos chamaram a antiga Anglia, a stregoneria italiana foi para a Inglaterra e essa é a razão da Lupercália ter se tornado Candlemas.

Nesse interim, a tradição Ariciana e Aradiana já haviam sido fundadas há algum tempo, usando os sistemas internos que ele aprendeu com todas as iniciações dele. Mas por que ele fundou tradições de Stregherie e não de Wicca?

Universo na ótica esotérica da Stregoneria.
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Antes de responder essa pergunta preciso fazer um ‘parênteses’ aqui:

Sabina Magliocco é uma Strega que também foi iniciada na Wicca Gardneriana, ao contrário do que muitos pensam é bastante comum uma strega ser iniciada na wicca tradicional. Ela foi amiga do Grimassi e confirmou esse fato várias vezes em suas entrevistas. No início dos anos 2000, Raven Grimassi também era membro das listas do Yahoo, de ‘Wicca And Witchcraft’ e em diversos momentos ele explanou sobre esses fatos, quem esteve presente nessas listas vão se lembrar. Ele era bem acessível e batia papo com todo mundo, inclusive comigo e eu sei de toda essa história porque eu também fui “vítima’ da linha Olwen em 2007, da qual parei de usar tão logo fui informado e, apesar de ter buscado refazer os graus de forma humilde e honesta, encontrei muita resistência e obstáculos por parte de sacerdotes malvados de Portugal e, um outro do Rio de Janeiro que se dizia ser gardneriano e vivia perseguindo os ecléticos Diânicos. A despeito da minha situação já ter sido resolvida de forma Tradicional por parte de quem sabia resolver de forma madura, ainda me lembro da imaturidade dos nomes malvados e do pouco caso dos Portugueses e não me parece que estes seguiram corretamente o "não prejudicar ninguém".

Mas, voltando a pergunta: Por que Raven usou a palavra a stregheria ao invés de stregoneria? O primeiro motivo foi beber de fontes antigas, já que a Inglaterra guarda muito da antiga stregoneria sob o formato anglicano. Também precisa ficar claro que toda tradição de bruxaria, seja ela inglesa ou italiana começou com alguém (um humano), que reuniu costumes, liturgias, esoterismo e escola de mistério, folclore e feitiçaria. A Bruxaria não nasceu dessa forma, ela é um conjunto social construído ao longo de séculos de costumes mágicos-espirituais desde a antiguidade, é um patrimônio da humanidade, por isso a bruxaria não é uma religião em seu nascedouro, mas as tradições espirituais reunidas dão forma às religiões que “contém” bruxarias, sejam elas de etiologia pagã árabe, africana ou europeia. Todas as religiões que contém feitiçaria são formas diferentes de bruxaria. Isso não é diferente do Esin Orisà Ibile Isese Lagba da África, que é a antiga e tradicional Africana, diferente do candomblé (arte de rezar) de escravos da diáspora.

Raven quis remover o preconceito do sufixo “neria” que significa “preta/negra” dando impressão de magia negra no sentido de “magia malvada”. Esse preconceito foi promulgado pelas igrejas cristãs de forma politicamente e dolosamente pensada para embutir esse pensamento na humanidade desde a época em que a ICAR se promulgou como “religião verdadeira” e não aceitava mais nenhuma outra. No ocultismo, magia negra não é uma magia malvada exatamente e sim tem haver com o oculto, o escondido, no escuro, por isso o termo negro. Em 99% das religiões que contém bruxaria vão adotar os pilares Branco e Preto da Cabalah, ainda que não usem o termo Cabalah diretamente. Originalmente o pilar Preto representa o deus Krsna, o Senhor da Verdade Absoluta que é todo o espaço sideral negro e escuro. Quando Platão dizia que era possível atingir a verdade absoluta, ele se referia à Krishna/Krsna. Sua contraparte é Rhada, a deusa branca. Isso não tem a ver com bem e mal e sim com Cosmologia e potências dos senhores e senhoras dos espaços superiores primordiais.

Raven fez isso em uma época do pânico satânico nos EUA e, inclusive nessa época os wiccanos dos EUA precisaram adequar o pentagrama do 2º grau (o original é invertido nesse grau) passando a usar nas linhas de wicca dos EUA o pentagrama não invertido, uma vez que os satanistas em massa haviam se apropriado da estrela invertida. Essa conduta foi adequada para que as duas artes não se confundissem e isso é válido somente para as linhas de Wicca dos EUA. O mesmo problema se deu com a magia italiana e ninguém até então havia tomado uma conduta. O preconceito e a perseguição ainda eram mais fortes contra os satanistas e nenhum stregone ou wiccano queria ser confundido ou perseguido pela Lei. Precisamos entender que havia uma luta contra o preconceito para que houvesse aceitação das vertentes de bruxaria e, para tal, nenhuma deveria se mostrar "perigosa". A máscara do paganismo era mais bem aceita pela sociedade do que aquela que usava um anti-cristo.

Com a intenção de tirar o preconceito da palavra Stregoneria que tem sufixo "neria" (preto) na época isso se ligava a magia negra devido a gematria do nome Nero Cesar do qual se resume em 666. Soma-se ao fato de que a igreja era e ainda é contra ao sistema da Cabalah. Aquilo que um iniciado entende por "diabo" é a junção das energias que estão em Hod e Netzach em linha reta, o intercessor da primeira encruzilhada cabalística.

Raven cunhou a palavra Stregheria sem o sufixo “nero” e deu ainda um formato totalmente parecido ao da Wicca. Essa é a razão pela qual a Stregheria se parece tanto com a Wicca, as Stregheries são tradições de bruxaria italiana com frame wiccano. A própria linha de Livorno é derivada da tradição Aradiana. A senhora Itauana, conhecida como “a velha Zíngara” italiana trouxe a linhagem para o Brasil. A primeira iniciada dela no Brasil possui o nome conhecido somente pelos iniciados dessa linhagem, pois todos remontam a ela. O sistema Salomônico foi usado pelas stregas desde o século I a.C., com exceção da Goetia do Mathers, desde que para as Stregas os verdadeiros demônios são as estrelas nefastas, como é explicado e ensinado com riquezas de detalhes em meu livro. 

A Stregherie possui um “corpus” de ofício tradicional porque também traz em seu escopo a compreensão da escola de mistérios, cuja abrangência inclui a gramática da Arte e o entendimento da ordem cósmica como é transmitida nas escolas iniciáticas da Itália iniciadas por Arturo Reghini em Florença e reorganizado por Giuliano Kremmerz no formato da Schola Philosophica Hermetica Classica Italica Fratellanza Terapeutico-Magica di Myriam, escolas estas que, provém dos antigos mistérios e da velha stregoneria herética, mas sobre tudo com o paganismo da Toscana recebido em Florença pela iniciadora do Hans Breitmann, o Charles Leland, qual também já havia sido iniciado bem antes por uma empregada dos pais dele que era uma bruxa Holandesa, depois foi iniciado no Vodu e já na Inglaterra recebeu iniciação cigana de Matty Cooper.

Todas as teses de Margareth Murray foram baseadas em Leland e não existiria a Wicca que conhecemos hoje nem a Stregoneria, sem ele, pois grande parte do acervo litúrgico, incluindo o nome Aradia, vem da Stregoneria da Toscana e foram obras consultadas por Gardner e Doreen Valiente para compor algumas das partes litúrgicas da Wicca quando esta tomou a forma de religião para sobreviver as pesadas leis Inglesas. Preciso lembrar que a tradição dos Wica (com um 'C' só) já existia e é atestada desde 890 da nossa era nos anais da igreja, e para saber a história factual e verídica disso tudo basta o leitor adquirir minha obra “Fundamentos de Bruxaria Tradicional & Stregoneria” (2023) publicado pela Editora Manus Gloriae, pois possui um capítulo sobre a origem da Stregoneria que esbarra nesses assuntos. Não tem como abordar esses assuntos de forma separada, desde que a origem está no termo Vitka, depois Witka que passou para Witega, Witcha e, por fim Wicca. Isto é facilmente e historicamente rastreável, inclusive no Voluspá consta a palavra Vitka como sendo a origem dos bruxos (homens) e, o próprio Charles Leland e, posteriormente Mike Howard e, também Andrew Chumbley confirmaram as etimologias anunciadas largamente na Revista The Cauldron inglesa e também na versão em língua Portuguesa.

Todas as Streghes e Stregas estudam essas escolas de mistérios dentro da Arte Italo-mundial e esse é o ponto central que une todas as artes da Strega moderna, esteja ela onde estiver no mundo, o resto são folclores locais de cada província cujas tradições provinciais estão subalternadas à uma Tradição maior chamada Kabbalah.

Quadro Esquemático - a Migração da Magia
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Kabbalah significa Tradição e é a mais antiga de todas as escolas vivas que sobreviveu até hoje para a compreensão da Ordem Cósmica. Existem diversos tipos de Cabalah no ocidente e, apesar de algumas estarem distorcidas em termos teológicos ocidentais, elas guardam correspondência histórica com uma fonte primeva que remonta à época anterior à Moises, o qual foi o iniciador de Orfeu e este, o iniciador dos mistérios Órficos do Ocidente. Sem a escola de mistérios, a bruxaria é só uma prática folclórica ou costume 'folk-magic' de um povo, muitas vezes sem a compreensão dos próprios mistérios do Espírito, ficando apenas um mito a ser vivido pelos membros, o que é errado do ponto de vista iniciático, já que não se deve viver um mito e sim a realidade.

A Stregherie é como uma Wicca Italiana no formato, só que a sua justaposição é o fato de Aradia ser a cidade Arwad citada na bíblia, uma cidade do norte da fenícia fundada pelos sacerdotes de Baal que comiam da mesa de Jezabel. Tais sacerdotes pertenciam ao culto chamado Sociedade das Estrelas (que já usava astrologia) o qual era teurgicamente formado por El + Aserá + 70 filhos e filhas divinos compondo os 72 nomes sagrados, dois dos quais são Baal-Hadad e sua irmã Inanna os quais aparecem em Hamshemphorash como a verdadeira Goetia antiga e, liturgicamente formado por 450 sacerdotes e sacerdotisas de Baal e 400 sacerdotisas de Aserá, mas não sem a compreensão dos mistérios do Bode do perdão, aquele que leva os pecados do mundo embora, o Azazel que comandou 200 sacerdotes junto com ele ao saírem de Edinu (Éden). Essa é a razão pela qual existe o ritual de Yom Kippur, o antecessor e avô da Lupercália.

Nesse culto, a principal ligação aos Astros eram a Lua e Vênus, e vem deles o mistério de Diana e Lucifero da stregoneria italiana. Aradia enquanto "Strega" é uma rememoração do antigo culto fenício. 1313 da nossa era como tendo sido o nascimento de Aradia é o mesmo número gematrico da época em que Elias se auto proclamou profeta 1313 a.C. e, começou a combater os sacerdotes de Baal, até que culminasse, por responsabilidade de Elias e seus capangas, o assassinato de Jezabel. Se existe uma rixa entre Israel e os Palestinos, essa rixa começou nessa época, pois os judeus egípcios invadiram Canãa que era uma cidade fenícia e não queriam se submeter as ordens da Rainha da Fenícia, Jezabel. Eles mataram quase todos os fenícios e os que sobraram se juntaram ao novo culto judeu para sobreviver. Os poucos que escaparam fugiram para Arwad (Aradia) e para a Grécia. O motivo pelo qual as Magaras (stregas do Sul) usam a Cabalah grega e a judaica é devido a essas serem as duas únicas línguas derivadas do antigo alfabeto fenício que contem Gematria. Isso as stregas do norte da Itália desconheciam e não utilizavam até o século XIX.

Ao longo do tempo, especialmente na idade média tardia o culto da stregoneria tomou fortes calções dos mistérios cristãos, desvinculados dos dogmas da igreja e da ortodoxia judaica, e como na Itália ninguém lia a bíblia pelo fato dela ser muito cara quando surgiu, a tradição oral tomou posse das lendas mesclando os mistérios para que a Arte sobrevivesse. É por essa razão que as pontes arcadas da Itália ficou conhecida na lenda como tendo sido construídas pelo diabo, quando na verdade foram construídas pelos Etruscos. O segredo Etrusco sobrevive sob a máscara da cristandade Toscana e isso tudo é só parte da Stregoneria italiana. Preciso lembrar ainda que o Sul da Itália foi colonizado pelos Gregos e até o surgimento do livro Aradia, o evangelho das bruxas, nenhuma Strega Calabrese sabia da existência do conto de Aradia como foi narrada por Leland, mas sabiam da Aradia enquanto cidade.

Inclusive a palavra para Bruxa no Sul da Itália não era Strega, e sim Magara e Fatucchera, e essa foi a razão pela qual nós Lupinos não nos reconhecíamos como Stregas até o advento da Internet em 1997, o qual nos permitiu notar de forma astuta que se tratava somente de uma diferença de dialetos de províncias diferentes. A palavra Strega foi cunhada quando a Itália foi unificada, dando origem a palavra Stregoneria, mas antes da unificação cada província possuía uma palavra para “bruxaria” em seu próprio dialeto itálico. Nós Lupinos somos Magara e nossa tradição vem de Catanzaro, trazida por nossa Nonna e nós também tínhamos preconceito com a palavra Stregoneria e Strega por entendermos que ela era magia negra. Foi a partir do real entendimento da Stregoneria é que vimos que se tratava da mesma coisa e que havia uma diferença idiossincrásica e dialetal. Ao vencermos o preconceito e elucidarmos a questão do dialeto, fomos reconhecidos como Stregas, já que esta ficou sendo a palavra após a unificação da Itália e do idioma italiano.

Lembro ainda que, a primeira vez que a palavra Bruxa foi usada na literatura foi com Homero em 900 a.C. e ele usou o termo original em grego “Magissa” para se referir a Kirke (Circe) como bruxa, da qual Magara é somente uma corruptela dada pela evolução da palavra no próprio dialeto do Sul da bota. a palavra Bruxa não vem da etimologia da borboleta como o povo da "maxia" quer fazer parecer, já que a mais antiga definição etimológica foi Homero quem deu.

A Magara é a bruxa que usa de benzimentos, exorcismos, faz partos e precisa saber de ervas medicinais e mágicas para curar os cortes e sangramentos dos partos entre outras doenças, ela era a médica antiga antes dos médicos existirem. Ela lança mão de magias e encantamentos para o bem da população e possui seus próprios rituais, muitos dos quais são oriundos do Testamento de Salomão, não das Clavículas de Salomão. Esses livros também foram encontrados nas casas das Stregas durante os julgamentos das bruxas na Itália. A Fatucchera é uma feiticeira que mexe no destino das pessoas e se utiliza de um ou mais Oráculos para sua arte. Hoje em dia, essas duas Artes, a da Magara e a da Fatucchera estão reunidas na Stregoneria, mas preciso lembrar ainda que cada província da Itália possui sua bruxaria (stregoneria) em forma de tradição espiritual herética ou pagã e as maldições são casos especiais e não são lançadas de forma irresponsável pelo ego humano, pois há uma consciência acerca do uso responsável delas. Para se lançar uma maldição não precisa ser uma iniciada, qualquer pessoa pode. Ser uma iniciada é um aumento de responsabilidade, até porque, uma iniciação é um privilégio, não um direito! Iniciados guiam pessoas e seus destinos!

O termo inglês Witchcraft só foi cunhado na época do Rei James, enquanto a palavra Wica é atestada bem antes e é mais antiga. O termo Witega passa para Itália e se torna Strega quase na mesma época em que o termo Wica foi usado na Inglaterra de forma pejorativa pelo Bispo de Verona para se referir aos que discordavam das novas Leis Agrárias promulgadas pela Igreja. A Wicca e a Stregoneria são Artes Primas!

Por isso o Raven Grimassi não viu problema algum em dar o frame da Wicca para as suas tradições de Stregherie, até porque, muito do que há na Wicca também veio do Leland e da Stregoneria Italiana.

Espero sinceramente ter ajudado na elucidação da origem dos termos e tapado a lacuna sobre aquilo que a maioria desconhecia.

Sett Lupino.

 

 

 


terça-feira, 14 de março de 2023

O PODER DA BRUXA - O QUE NÃO TE CONTARAM?

 


O que todo(a) Bruxo(a) pagão deve saber antes de tudo?

 

Fomos criados em uma sociedade ocidental que está apartada dos mistérios do oriente e, por isso a dificuldade na compreensão dos mistérios é muito alta.

Também não pensamos como os orientais. O mundo ocidental criou uma espécie de pensamento que distancia cada vez mais o segredo antigo do oriente.

Poucas bruxas dão valor a Helena P. Blavatsky, mas ela já dizia:

"A psicologia moderna faz o caminho contrário da psicologia antiga. A antiga avaliava primeiro a alma para depois analisar o fisiológico, enquanto que a moderna avalia primeiro o fisiológico para só depois avaliar a alma".

Isso porque Freud desconhecia a alma egípcia, as oito partes do pássaro sagrado.

Mas, que o teu mestre ou mestra não te contaram? Bem, não os culpem, porque talvez eles não saibam disso tudo ou talvez eles tentaram te contar e você não deu ouvidos na época. Eu relacionei alguns tópicos que a grande maioria dos bruxos e bruxas desconhecem e que considero importante estudar para uma boa compreensão da sua própria jornada na vida e também dos antigos mistérios. Vamos lá?

 

1.   DIFERENÇAS ENTRE POLITEÍSMO, MONOTEÍSMO E MONOLATRIA.

2.   QUEM FOI A PRIMEIRA DEUSA TRÍPLICE E PORQUE O CULTO DELA SE DIFUNDIU?

3.   QUEM DE FATO FOI O VERDADEIRO DEUS TOMADO COMO DIABO E QUEM REALMENTE FOI YAHVEH?

4.   PAGÃOS NÃO ESTUDAM COISAS ABRAÃMICAS E POR ISSO DESCONHECEM OS FATOS HISTÓRICOS.

5.   QUAL É A RAZÃO DE UMA INICIAÇÃO EXISTIR? POR QUE FOI CRIADA E PARA QUE SERVE DE FATO? UMA INICIAÇÃO PRODUZ UMA BRUXA?

6.   ESTUDAR OS MISTÉRIOS SEM ESTAR PRONTO PODE PREJUDICAR?

7.   SABER ENXERGAR A RESPOSTA DE SUAS ORAÇÕES E RECONHECER O SAGRADO MASCULINO.

 

RESPOSTAS:

 


1 – Fomos criados para odiar o monoteísmo sem saber o que ele realmente significa.

Monoteísmo é a preferência de um deus entre vários. Quando você é iniciado para uma divindade você tem preferência à ele, bem como tem o vínculo e a obrigação sacerdotal para com essa divindade, sem excluir os demais deuses dos panteões. Isso aconteceu com Abraão que era sacerdote de El (esposo de Aserá).

Monolatria é a completa exclusão de todos os outros deuses e panteões em favor de um único deus. Isso aconteceu após Yahveh ter sido enterrado (assentado) no templo de El, fundindo-se com ele. Foi com Elias, que, depois da morte de Yahveh, Elias começa alterar o deuteronômio e cria dois embustes contra Jezabel que era Alta Sacerdotisa de Baal El-Hadad, irmão de Inanna e filhos de El com Aserá. Ao estudar os embustes criado por Elias, deve-se também estudar a corte de El conhecida como Congregação das Estrelas, que mais tarde iria inspirar a existência do Olimpo Grego. Formada por 400 sacerdotes de El e 400 de Aserá + 50 de Bael-Hadad.

O Ciclo de Baal = envolve vivencias onde Baal El-Hadad é tido como Hadad no céu (senhor das tempestades, raios e trovões da fertilidade), Haddu no submundo como senhor da morte e renascimento, e Baal-Sidom na cidade de Sidom. Esses mistérios quando vão para a Grécia formam Zeus no céu, Hades no submundo e PoSidom no mar, mas todos eles são Baal El-Hadad, apesar dos mitos gregos narrar que são irmãos, até porque são formados de cultos de cidades diferentes com o mesmo deus.

Politeísmo era a religião da massa, sem compromisso sacerdotal ou iniciático.

2 – Lalita Devi, a flor da Jóia feminina, uma deusa Hindu, a mais antiga e primeira, mãe do Branco, do Vermelho e do Preto, bem como de todas as cores e do mistério da criação. Possui 1000 nomes que não se repetem. Os judeus a chamaram de Lilith. Ela é a Alma de Aserá! Seu culto viajou com suas sacerdotisas nas antigas Índias. As antigas Índias era os territórios que hoje são sul da India, Iemen e Eritréia. No Iemen, que é a terra de Sabá essas senhoras ocuparam o trono em uma sequencia de sucessão. Houveram várias rainhas de Sabá. A mais famosa é que teve um filho com o Rei Salomão e que fundou o culto dos Chrestianos em Yemrehana Krestos, local onde Jesus foi treinado como um Krestos. Sim, ele não ficou perdido no deserto dos 12 aos 30 anos. Tem que conhecer a história secreta desses fatos senão você não arredonda os fatos históricos.

Na Arábia Feliz, o Iemen, Lalita Devi se torna o culto das deusas do destino, Elat, Manat e Al-Uzza. Elat é conhecida pelo culto de Geledé africano como ÈLA a grande serpente do culto de Iyamí.

Al-Lat – (Elat) Conhecida em muitos outros nomes como Lat, Latan e outros nomes, da palavra semética "Elat", que significa "Deusa", é uma deusa mãe. Deusa provavelmente mãe terra e mãe da criação.

Ela também é uma deusa de proteção e também protetora dos animais selvagens, em uma oração a ela, ela foi convidada a proteger a pessoa do "destino" ou a reduzir seus efeitos, embora a oração mencionasse que, de qualquer maneira, não há como escapar do destino. Al-Lat também é uma deusa da fertilidade.


Manat - Também conhecida como Manawat e outros nomes, é a Deusa do "Destino". e associado à "morte".

Al-Uzza - É a bela Deusa da guerra e da proteção, seu nome significa "A Poderosa" do Poderoso", por que El e Al são significações de O Poderoso, mas enquanto Al é usado na Arábia Feliz, o termo El é usado na Arábia Saudita. Há outros deuses e deidades também em seu culto e hoje esse culto está sendo revitalizado sob o nome de Wathanismo.

Aserá na Arábia Saudita, especificamente em Canaã, era a árvore e a floresta que comportava todas essas deusas. Sem floresta, sem culto de Aserá!

Assim como uma artéria rompida deixa de irrigar o cérebro, a placa tectônica que formou o dilúvio na região do Mar Negro (único local onde teve dilúvio) deslocou os ligames que hidratavam as florestas por baixo do solo. Foi dessa forma que o deserto surgiu, as florestas de Aserá morreram e as sacerdotisas dela foram obrigadas a migrar para outras regiões do planeta onde ainda haviam florestas. Dessa forma também o deus Hadad, que no Egito é o deus Set, O Vermelho, antes um deus bom, se torna senhor do deserto que mata o Pharaó e sua população de fome, dando origem aos mistérios de Osiris.

3 – Baal El-Hadad foi um deus bom e sua sacerdotisa mais conhecida foi Jezabel. Todos os sacerdotes e sacerdotisas comiam da mesa de Jezabel. Na congregação das Estrelas, Jezabel desempenhava um papel extremamente importante porque além do Reino, como rainha, ela tinha de prover tudo e todos. O sacerdotado de Baal El-Hadad foi contra José filho de Jacó ser enterrado ou assentado nas terras de El, assim Hadad se torna inimigo de Yahveh (José filho de Jacó). Por tanto, Hadad é o primeiro diabo da história.

A união do casal divino foi representada pelas insígnias YH+WH dando origem as polaridades e representando o primeiro homem e primeira mulher, formando YHWH o tetragrama que não tinha pronuncia, mas tinha sentido de Yn e Yang, Yoni e Phallus. Essa é a origem do hierogamos. Na verdade o grito de Baco/Dionísio, "Io Evo He" vem do tetragrama.

O termo Jeová não é encontrado em nenhuma inscrição dos textos antigos. Trata-se de uma tradução moderna do mundo ocidental. Isso é apoiado pelos Teólogos Orientais e pelos Teólogos Ocidentais, como epíteto grego de Zeus, Jove, passou a ser usado como Javé (o J com som de i).

Um século antes da queda dos Hicsos, o faraó Maaibre Sheshi I (1.745-1.705 a.C) foi executado pelo próprio rei dos hicsos enquanto dormia. Ele era o faraó da época de José (Yahweh), primeiro filho de Jacó e Raquel. Os ossos de José são Yahweh.

Seu corpo morto veio de uma região do deserto sendo trazido por pastores chamados Shassu-Apiru que viviam no Egito na época da queda dos Hicsos, século XVI a.C, chegando no panteão cananeu como um desconhecido, foi acolhido na assembleia dos deuses de El e seus ossos foram assentados. Esses pastores reuniram a confederação que formam o povo israelita, do qual decidiram ser monolátricos, consolidando mais tarde uma divisão entre os judeus como monoteístas e os monolátricos, tendo a nova Canaã como primeiro regente, o rei Saul (cerca de 1.020 AC). Foram monolátricos porque cultuavam seu ancestral José como Yahweh. Os pais de José cultuavam El e todo panteão de El.

José em hebraico arcaico יוֹסֵף, significa "Yahweh” que se traduz por “aquele que acrescentará";

José em hebraico padrão é Yosef;

José em hebraico tiberiano; Yôsēp̄;

José em árabe: يوسف , transl. Yūsuf;

José em grego antigo: Ἰωσήφ Iōsēph;

Todos esses nomes significam “acrescentado”. Aquele que foi enterrado no templo de El e acrescentado a ele.

Posteriormente foi designado como Tzáfnat panéach que significaria "descobridor das coisas ocultas", porque em vida ele tinha sido um vizir, cargo conseguido após interpretar o sonho do faraó. O povo que passou 7 anos de fome, no segundo ano José deu uma terra egípcia pra eles morarem. É a mesma terra onde mais tarde nasceria Moisés, que seria pego no cesto pela princesa Hatshepnut. Elias, em gratidão pelas terras e por saber que José Yahveh foi o segundo homem mais poderoso do Egito abaixo do faraó, comandava os exércitos do faraó, começou a cultuar ele como seu ancestral divinizado. Elias então manda matar Jezabel e todos do sacerdócio de Baal El-Hadad. Os que sobraram migraram pra Síria, Grécia e África, fugindo da perseguição. É aqui que Elias altera o deuteronômio, proibindo o culto antigo, os oráculos e a necromancia. Ele criou novas leis que levaram seus judeus a perseguirem a antiga fé.

4 – os pagãos de hoje não foram ensinados a estudarem a verdade por trás do Mito e dos Fatos de Abraão, ao contrário, fomos ensinados a odiar tudo que era Abraãmico, por acharmos que o monoteísmo era o culpado pela perseguição e cisma com a antiga fé.

Os Wiccanos Gardnerianos conhecem esse mistério no terceiro grau, contido no BAM (Ye Bok of Ye Art Magical) que a partir da página 165 começa com o “Sigils Bael Agares”, sequenciando os demais segredos goéticos, que nada mais são do que o segredo da Arca da Aliança, que contem a Congregação das Estrelas, a Corte de El e Aserá, o casal que junto com seus 70 filhos formam os 72 nomes de Deus (aquilo que se chama por Deus é um conjunto de deuses). Na Torá consta: “No princípio Elohim criou tudo”, mas lembre-se que Elohim significa “deuses” no plural. Todos esses segredos estão no 6º, 7º, 8º, 9º e 10º livros de Moisés chamado Testamento de Moisés ou Chaves de Moisés, compilado dos Papiros Mágicos Gregos, sob o nome de Tsaurus.

Isso foi publicado uma dezena de vezes em séculos antes de Gardner, por De Claremont, Lawrence Sutin e Henri Gamach, e também por James A. Montgomery, por fim Aleister Crowley, constando também no livro Egyptian Magic de E. A. Wallis Budge de 1901 e no Shemhamphoras Salomonis Regis. Algumas práticas mágicas extraídas do Talmud se somam a esse material cabalístico, da qual Simcha (1880) parece ter explanado das publicações de um livreiro chamado Andrew Luppius que viveu em 1.686, que difundiu um tratado contendo os segredos dos nomes dos poderosos e antigos deuses, onde Shemhamphorash é o antigo nome tanático do tetragrama. Esse material havia sido traduzido pelo rabino Chaleb da Bíblia de Weimar, e continha as fórmulas da Kabalah Mágica, seguida da Bíblia Arcana Mágica Alexander de Scheible, que compõe os segredos cabalísticos dos Alexandrinos. Infelizmente eu não posso revelar aqui o sagrado nome acima de todos os nomes, devido ao meu juramento iniciático, mas qualquer leitor ávido poderá chegar nas conclusões que lhe cabe.

5 – Não, uma iniciação não cria uma bruxa. Em primeiro lugar a bruxa se reconhece bruxa e só depois ela parte em busca de sua família espiritual. No Testamento de Moisés há um rito chamado Rito da Monada, é um rito de iniciação onde você faz um pacto com a divindade para ganhar poderes, contrariando tudo e todos que sempre disseram que não existe auto iniciação.

Contudo, a iniciação como a conhecemos é um rito que depende da confiança, amizade e amor, para congregar juntos num mesmo grupo/família que acredita nas mesmas coisas, pois trata de um ritual de ordália onde você é posto a prova para vencer o medo da morte. Ao vencer o medo da morte pela fé você se torna “um de nós” e é recebido na congregação das bruxas, ou tradição espiritual que contém bruxaria. É um rito de passagem, que te faz prova para vencer o medo da morte pela fé, e ensina magia e os segredos de como manipular essas forças internas e externas através da alquimia das virtudes. Cada tradição tem seu próprio rito nos moldes próprios, mas todos guardam vínculo com as Chaves de Moisés dos papiros antigos, usado por Salomão.

O fato é que depois que Elias começou a perseguir a antiga fé, caçando os sacerdotes de Jezabel que sobreviveram, precisou-se criar os ritos iniciatórios para que o neófito provasse não ser um traidor contando para o exercito de Elias, pois com a nova lei criada por Elias o antigo culto estava proibido. Os papiros narram o porquê se devia queimar o livro de anotações afim de não ser pego já naquela época e a narração sustenta exatamente isso que eu falei.

Dessa forma, uma iniciação tem um porquê de existir e tem um para que serve depois e isso deve ser compreendido, para que não se fale tanto absurdo na internet, como vemos pessoas que nasceram ontem e já querem falar de bruxaria com propriedade. Elas não reconhecem que a sua arrogância cega-a para o papel que ela está “atropelando” os fatos e etapas, colocando na frente dos que vieram antes e caminharam mais.

6 – estudar os mistérios antes de qualquer iniciação é obrigação de qualquer bruxa ou bruxo, até porque tudo que existe sobre bruxaria já foi publicado. Não existem graus na Bruxaria tradicional. Os graus foram criados para as Ordens Mágicas e foram criados por eruditos para compor uma didática. A bruxa velha que morava na floresta não era erudita e não tinha didática. Ninguém nunca está preparado para entender os mistérios, pois é estudando eles que com o tempo a ficha vai caindo, a moral vai sendo lapidada, a importância dessa compreensão vai dando maior responsabilidade e maturidade. A iniciação é como um acidente, ninguém está preparado para ela e você deve ser pego de surpresa. O recrutamento na bruxaria é feito de dentro para fora, somos nós quem escolhemos convidar as pessoas que mantém vínculos conosco de amor, respeito, confiança e amizade. A palavra “acidente” significa “cair sobre”, a sabedoria, pois tudo trás lições na vida, só é preciso saber como enxergar. Ninguém nunca está pronto para estudar ou compreender os mistérios, é preciso ter um começo, estudando-os. Eu mesmo, depois de 20 anos de iniciado estou compreendendo alguns mistérios só agora.

7 - Há pessoas que rezam pedindo sabedoria e quanto aparece alguém mais sábio que ela e que por isso pode ensiná-la, ela não tem olhos para ver a resposta de suas orações e recusa. Saber pedir é uma dádiva, ser atendido é uma dádiva, é preciso enxergar a resposta das orações com humildade e gratidão, sem hubris, sem sombra, sem preconceito, sem discriminação porque é disso que se trata O Phallus sagrado do Ser enquanto sagrado masculino, que vem do sagrado feminino da Lalita Devi, a “I Sara Lilitu” antidiluviana. É preciso lembrar que a cobra se arrasta e olha de baixo para cima mostrando humildade, pois quem não aprende a se ajoelhar não fica de pé. A azeitona e a uva são massacradas antes de gerar ótimos vinhos e azeites maravilhosos. Essa etapa ninguém escapa. Saber que o ser humano brotou numa região chamada Acadia e que essa região antes do dilúvio era toda a terra que pegava desde a Síria, a Índia, as duas Arábias e o Egito, e que todas as rainhas antigas quando morriam eram desenhadas com asas e pássaros segurando o símbolo Shen, faz diferença e quando somos educados desde pequenos nesses mistérios se torna mais fácil, mas quando um adulto põe o pé nessas escolas é preciso se esforçar porque nem tudo seus mestres irão te contar. É por isso que você deve ser digno de carregar o nome dos seus ancestrais e mestres, caso contrário a própria egregora te coloca em outro rumo.

No final quem atravessa a porta é você e só você!

Espero ter ajudado a sua compreensão, porque os deuses só querem o nosso bem.

Possa a graça, a beleza, a lucidez, a bondade, a humildade e todas as virtudes estarem contigo nessa vida e na outra.

Por Cléber Lupino Haddad a.k.a. Set ben Qayin e muitos outros nomes.