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segunda-feira, 3 de abril de 2023

CABALAH - UMA INVENÇÃO QUE DEU CERTO?

 




Antes de falarmos de Cabalah devemos analisar o simbolismo da árvore para compreender o porque a árvore é sinônimo do sagrado. Enquanto árvore da vida ela está relacionada a Aserá (Ashtaroh), a esposa de Deus.

O símbolo da Etz Haim como a Árvore da Vida aparece na cabalah, pois é nela o campo onde tudo acontece, sem a qual nada se realiza nem se cria.

Nas palavras de Viviane Crowley, “a Árvore da Vida representa a totalidade da criação - tudo o que foi, é e será”.

Muitas tradições espirituais antigas usavam a árvore para simbolizar o cosmos e o Cosmos, ele mesmo, era compreendido de acordo com a visão de mundo da época. Hoje esse nome é referência para Universo Inteiro, mas conseguimos somente imaginar, por estudos, o nosso sistema solar dentro de uma eclíptica e aproximadamente um pouco a base da borda fora dele, ou seja, o Universo é uma palavra para a nossa Galáxia, apesar de poder se entender para fora de seus limites, havendo então muitos universos, haja vista que cada Sol é uma estrela e cada galáxia gira em torno de uma. Assim nasce a ideia de multiverso.

Entretanto, a ideia de espiritualidade para humanos é uma ideia que só pode existir na Terra e em nenhum outro planeta. As únicas formas existentes na terra que vão do chão até o céu são as árvores e as montanhas (os gigantes do passado dos dinossauros). Enquanto a montanha reúne em si mesma a ideia de mineral gigante, a árvore evoca a ideia de vegetal gigante e as duas coisas são ímpares na forma e na criação, os dois pilares e como nos ensina os 50 portais de Binah sobre a evolução dos seres, o vegetal é a porta para o animal e a árvore está para nós humanos aquilo que é mais próximo da ancestralidade do nosso passado.

As árvores são evocativas e são as criaturas mais altas do reino vegetal e do reino animal. Elas têm vida longa: a maioria das espécies vive mais tempo do que os seres humanos, suas raízes penetram nas profundezas da terra, olhando para o Daat, o lado interno ou reino de Hades. As árvores nos dão uma sensação de antiguidade, permanência e estabilidade. Elas são profundamente enraizadas na terra, mas se erguem para o céu. No ritual do Vestalare o Eucalípto é o vegetal que liga os elementos terra e fogo, faz a conversa entre terra e céu e celebra nossa ancestralidade.

Elas dão sombra, abrigo, galhos, moradia e alimento, e ainda fornecem a temperatura certa para o ambiente natural e o humano quando fazemos fogo com a madeira. As árvores sempre foram amigas da humanidade, e os macacos viviam nelas, assim como outros animais. La no fundo da psique humana está a imagem da Árvore como ponto de origem.

Na Cabalah, a totalidade da criação representada pela Árvore da Vida é separada em dez emanações, ou sefirot. O singular de sefirot é sefirah e essa palavra vem de Safira, a pedra. Essa palavra apareceu pela primeira vez no Sefer Yerzirah, ou Livro da Criação. É baseada numa palavra hebraica que significa contar, porque o sistema de contagem de rebanhos era feito com pedras, o mesmo sistema que deu origem a geomancia. Toda a história completa desse sistema e seu desenvolvimento estão no meu livro que será publicado em breve.

Segundo o Sefer Yetzirah, os sefirot são os princípios dos números e dos diferentes estágios da criação. Ao longo dos séculos, o conceito evoluiu. Num texto posterior de muita importância, Sefer Bahir ou Livro da Iluminação, os sefirot são relacionados às diferentes qualidades e atividades do Divino, mas de onde vem a cabala?

Ela vêm basicamente de três textos que sobreviveram até os tempos modernos - Sefer Yetzinah, o Livro da Criação, Sefer Bahir, o Livro Brilhante ou Livro da Iluminação, publicado pela primeira vez na Provença em 1.176, e o extenso Sefer Zohar ou Livro do Esplendor, que apareceu na Europa no século XIII. O Bahir introduz o conceito de reencamação e dos dez sefirot, ou emanações do Divino.

O Sefer Yetzinah é a primeira obra fundamental da Cabala. Trazendo supostamente os ensinamentos secretos do Patriarca Abraão, é um texto de meditação que tem o objetivo de levar à percepção mística. O Sefer Zohar explica a origem da Cabala entrelaçando o mito e o fato histórico.

Depois do famoso incidente do Jardim do Éden (a cidade suméria de Edenú), os elohim (filhos de El) ensinaram o segredo ao primeiro homem - Adão. Os ensinamentos foram passados de geração a geração até chegar em Noé e depois ao líder judeu Abraão, que os levou para o Egito. Difundidos entre os antigos egípcios, esses ensinamentos foram espalhados. Foi no Egito que Moisés for iniciado na Cabala. Aliás, ele foi treinado tanto nos mistérios egípcios quanto nos mistérios cananeus da antiga fenícia acadiana conquistada pelos hebreus. Os ensinamentos eram transmitidos oralmente tanto antes quanto depois de Moisés, contudo, o decálogo é na verdade os nomes das 10 sefirots, que são os 10 mandamentos. O Rei Davi e o Rei Salomão tinham um profundo conhecimento da Cabalah.

O Zohar diz que o primeiro que ousou escrever os ensinamentos foi o Rabino Shimon, filho de Yochai, que viveu na época da destruição do segundo templo, em 70 da E.C. O Rabino Shimon era um místico que vagava pela Galileia antes de se esconder numa cavema, onde ficou durante dote anos, ditando os ensinamentos a seu discípulo, o Rabino Abba. Depois de sua morte, seu filho Rabino Eleaser, seu secretário Rabino Abba e seus discípulos compilaram seus ensinamentos em folhas de manuscritos criando aquilo que se tornaria o Zohar, ou Livro do Esplendor. O livro foi então escondido numa caverna perto de Safed, na Palestina. É uma história parecida com a dos Pergaminhos do Mar Morto, descobertos mais recentemente. Os árabes descobriram os pergaminhos e, sem se dar conta de sua importância, os usaram para embrulhar comida no mercado.

Num mercado árabe local, um estudioso de Safed viu que o peixe que tinha comprado estava embrulhado num texto antigo. Percebendo que era um texto cabalístico, comprou todo o papel do peixeiro. A partir desses escritos, o Zohar foi reconstruído e publicado. Portanto o Zohar é uma invenção recriada.

A invasão islâmica da Península Ibérica, (invasão muçulmana), foi uma série de deslocamentos militares e populacionais ocorridos a partir de 711 até 713, quando tropas islâmicas oriundas do Norte da África, sob o comando do general berbere Tárique, cruzaram o estreito de Gibraltar, as colunas de Hercules, seguindo pistas dos livros dos Djins sobre a tal cidade perdida, Atlantida e, penetraram na península Ibérica, vencendo Rodrigo, o último rei dos Visigodos da Hispânia, na batalha de Guadalete e terminando o Reino Visigótico.

Nos anos seguintes, os muçulmanos foram alargando as suas conquistas na Península, assenhoreando-se do território designado em língua árabe como Al-Andalus; que governaram por quase oitocentos anos, terminando com Abd ar-Rahman I que completou a unificação da Ibéria governada por muçulmanos, ou Al-Andalus  de 711 – 1492. O fato é que todos esses livros islâmicos, junto com o Picatrix, deram origem a partir da Espanha, nos diversos Grimórios esotéricos que passaram a existir em toda Europa.

O sistema de “graus iniciáticos” vieram copiados dos sistemas islâmicos que possuem uma ordem iniciática Sufi em seus mistérios que contem os graus. Portanto, tudo onde se encontra “graus” advém disso.

Quando os textos cabalísticos chegaram à Espanha, em separado do islamismo apesar de serem tradições irmãs, o Rabino Moisés de Leon (1.238-1.305) resolveu publicar tudo, possivelmente com a ajuda de outros estudiosos da Cabalah, e algumas ideias do Zohar foram atribuídas ao Rabino Moisés e seus colegas. Além do misticismo judaico, há nesse texto traços de matemática pitagórica, de Platão, de Aristóteles, do neoplatonismo alexandrino, do paganismo oriental e egípcio e do antigo gnosticismo. A Cabala tem sido comparada a outras tradições esotéricas como o Sufismo, o Catarismo, o Tantrismo, o Budismo e os Upanishails hindus. O Zohar tentando explicar esse problema histórico, diz que as outras tradições religiosas tem ideias semelhantes à Cabala porque a Cabala é uma tradição muito antiga, que influenciou o desenvolvimento das outras, e a verdade é que na Arábia do norte e do sul esses esoterismos foram compreendidos de formas diferentes entre os dois povos.

O famoso estudioso cabalista Gershom Scholem (1.897-1.982), foi professor de Misticismo Judaico na Universidade de Jerusalém, e acreditava que Moisés de Leon era o autor do Zohar. Essa visão não é bem aceita entre os Cabalistas tradicionais, que não gostam de expor obras sagradas ao escrutínio acadêmico, mas Scholem apresenta evidências convincentes. O Zohar tem erros frequentes de gramática aramaica e há vestígios de palavras e de estruturas de frase espanholas.

Há também uma história interessante sobre a mulher de Moisés de Leon. Em 1.291, os muçulmanos conquistaram a cidade de Acre em Israel e mataram a maior parte dos habitantes judeus e cristãos. Um jovem estudioso judeu, Isaac, filho de Samuel, conseguiu fugir para a Itália e foi até a Espanha.

Ali, ficou muito surpreso ao saber da existência do Zohar, de que nunca tinha ouvido falar em Israel. Procurou Moisés de Leon, que acabou encontrando na cidade de Valladolid: Moisés de Leon prometeu que lhe mostraria um original antigo do livro se Isaac fosse à sua casa em Ávila. Moisés de Leon nunca chegou a Ávila, pois ficou doente no caminho e morreu. Sabendo de sua morte, Isaac seguiu para Ávila, disposto a ver o manuscrito. Lá, ficou sabendo que a mulher de Josef de Ávila, o coletor de impostos da província, tinha oferecido o filho em casamento à filha de Moisés de Leon em troca do manuscrito original do Zohar. Mas a mulher de Moisés de Leon tinha dito que o manuscrito original não existia: o livro era obra de seu finado marido, que tinha inventado essa origem antiga para aumentar seu valor. Mas isso não é uma prova definitiva. Talvez a viúva de Moisés de Leon já tivesse vendido o manuscrito e quisesse manter o fato em segredo.

Talvez não quisesse trocar a filha por ele. No entanto, a história lança dúvidas sobre a origem dos ensinamentos. Mas, seja qual for sua origem, a Cabalah se tornou uma obra mística importante para quem gosta. É provável que o Zohar fosse baseado em ensinamentos orais mais antigos, sendo que nessa época era comum atribuir antigos textos religiosos e mágicos a grandes personalidades da antiguidade para legitimar as obras. Além disso, por razões religiosas, seria interessante para o Rabino Moisés de Leon criar impecáveis credenciais ortodoxas para o seu trabalho: as especulações da Cabalah sobre o Divino diferem bastante da revelação bíblica.

A Cabalah floresceu na Espanha, num clima de perseguição cada vez maior aos judeus por parte da maioria crista. Em 1.492, o ano em que Cristóvão Colombo partiu para a América, o católico Rei da Espanha expulsou todos os judeus do país, sob pena de morte. Multidões de judeus fugiram para outras partes da Europa, incluindo a Itália, levando com eles o conhecimento da Cabalah. Assim, esse conhecimento começou a florescer entre os não judeus. A mãe da minha Nona é italiana nata de Ascoli, mas o pai dela foi um Judeu que viveu na Itália, provavelmente seus ancestrais foram fruto dessa imigração espanhola para lá.

Os textos cabalísticos foram traduzidos para línguas europeias, sendo que a recém-criada imprensa os tomou acessíveis a um grande número de pessoas. O clima era receptivo a novos ensinamentos. A Cabalah agradava particularmente aos judeus cristianizados. Forçados a se converter, viam na Cabalah uma ponte entre o Cristianismo e o Judaísmo. A Cabalah agradava também aos não judeus devido seu conteúdo herético explicar as origens da vida de uma maneira diferente e mais profunda. A partir do século XV, a Europa viveu um Renascimento humanista que reavivou o interesse pelas tradições pagãs da Grécia, de Roma e do Egito e pelos ensinamentos e tradições esotéricas e todas as bruxas italianas de hoje descendem dos ensinamentos dessa época, mesclados com os que já se tinham. O encontro da Cabalah com o pensamento europeu deu origem a Tradição Ocidental do Mistério. Surgiram daí grupos de magia ritual como os Rosacruzes e depois o Aurora Dourada entre outros. A própria Wicca bebeu das fontes cabalísticas, sendo que a Cabalah não é só para homens, e sim para todas as pessoas. Foi uma invenção que deu certo, uma vez que contém ensinamentos de transformação e expansão da consciência para uma evolução dentro dos diversos caminhos da árvore da vida.

As leis de Manu, ou Manusmriti entre outros textos sagrados, fala de Manu como Adama e Haviavati (Adão e Eva) inscritos pelos Judeus sob a insígnia YHWH, pois é isso que essa insígnia quer dizer, não é o nome de Deus e sim da sua criação.

Guillaume Postel em 1.581, afirmou que Abraão era Brahma. Brahma casou com Sarasvati. Saraswati possui um sufixo "wati" que é um título de honra, significa “lady” Sara.

Ele afirma que no passado existiam vias aquáticas que se comunicavam, por baixo do solo na crosta terrestre e que, após o dilúvio, com o deslocamento da placa tectônica que fazia essa irrigação, assim como uma artéria abdominal rompida deixa de irrigar o cérebro, o que era floresta virou deserto. Filósofos como Aristóteles, Clearchus e outros afirmam o seguinte sobre os Judeus:

"Esses Judeus derivam dos filósofos indianos; são chamados pelos indianos de Calani". – Aristóteles

"(...) os judeus são descendentes dos filósofos da Índia. Na Índia, os filósofos são chamados de Calaniani e na Síria são chamados de Judeus. O nome de sua capital é muito difícil de pronunciar chama-se Jerusalém". - Clearchus de Soli.

"A seca do Saraswathi por volta de 1.900 a.C., que levou a uma grande realocação da população, centrada nos vales de Sindhu e Saraswathi, pode ter sido o evento que causou uma migração para o oeste da Índia. Que o elemento índico começa a aparecer em toda a Ásia Ocidental, Egito e Grécia." - Subhash Kak.

"foi deserta porque o Indo abandonou seu leito próprio." – Estrabão.

"(...) a casa do Sol ou Heliópolis no Egito deu-lhe o nome do lugar que eles deixaram na Índia, Maturea". - Godfrey Higgins.

Uma parte dos autores usam os termos "cultura sarasvati", "civilização sarasvati", "civilização indo-sarasvati" ou "civilização sindu-sarasuati", porque consideram o rio Gagar o mesmo que o Sarasvati, um rio mencionado várias vezes no Rig Veda, a coleção de antigos hinos sânscritos compostos no II milênio a.C., logo após a migração dos Indos para a Suméria, como na origem real de Terá o pai de Abrão, que depois recebeu o nome de Abraão.

Ocorre que, a alma dessa árvore sagrada é uma deusa pássaro como mãe ancestral feiticeira, representada por uma mulher pássaro, aquela a quem os israelitas chamaram de Lilith alada, a qual é na verdade uma deusa Hindú do tudo e do nada anterior a criação e pertencente ao mesmo evento, chamada Lalita Devi, a deusa Hindu mais poderosa que existe, mãe do preto, do branco e do vermelho, de todas as estações, do tudo e do nada e mãe dos homens, sendo ela mesma a própria criação da mulher, e seus textos sagrados diz que todo homem é uma mulher por dentro. Ela é tudo que você consegue conceber nas suas ideias e também é tudo que é impossível de você conceber. A Cabalah enquanto árvore da vida se refere a Aserá, cuja alma é a própria Lalita. Aserá é o tronco, a árvore e a própria floresta, sem a qual não tem celebração de El (o Sol). Será que os jardins arborizados do Éden contavam essa história? El e Aserá tiveram 70 filhos que juntos formam os 72 nomes divinos que são abordados tanto no Judaísmo quanto no Islamismo e a Goetia ocidental bebeu dessas fontes.

Em fim, não vou me alongar, pesquisem e julguem por si, e deixo uma dica sobre as tradições africanas que narram 200 +1 e 400 + 1, que na verdade são 400 profetas de Aserá e 200 Grigori comandados por Azazel, formando o que se conhece como direita e esquerda nas linhas feiticeiras de ancestralidade.

“Agora, convoque todo o Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo, além dos 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Aserá que comem à mesa de Jezabel” - 1Reis 18:19-29.

“Os Grigori ou Vigilantes é como são chamados os 200 anjos que abandonaram sua habitação original no céu e desceram à terra e se misturaram com as filhas dos homens”. - Livros apócrifos de Enoque.

O que foi referenciado como anjo é na verdade deidade, pois Anjo em hebraico: מַלְאָךְ‎, vem da raiz malach, que significa mensageiro, como os eunucos eram, assim como o Daniel bíblico era também um eunuco.

A referência “+ 1” é puramente mercurial, o único que pode ir e voltar entre os dois reinos (da direita e da esquerda).

Grande bênçãos a todos,

Sett Lupino.

 

 

 

 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Geomancia, Ifá e a origem das Bruxas

 



Bom dia pessoal hoje venho explicar e ensinar os significados das coisas, vamos explanar o por que as Iyamis ficaram tão temidas e discriminadas aqui no Brasil entre o povo de santo. Vamos ensinar um dos mistérios mais tradicionais que existe sobre bruxaria legítima e antiga, a qual se difundiu pelo mundo a fora.

Por isso peço Agô a todos com antecipação, pois vou revelar segredos explicados de fundamentos tradicionais que vocês não vão achar em apostilas nem em livros, desejo  Asé a todos porque meus sentimentos são de gratidão pela existência e, proclamo meu motumbá a todos porque respeito cabe em todos os lugares, pessoas e direções.

Você sabe o por que as bruxas são temidas, descriminadas e relegadas ao mal? A origem disso é o próprio povo do candomblé.

O culto tradicional africano se chama Esin Orisa Ibile, Isese Lagba, é o nome do culto que aqui no Brasil virou candomblé (arte de rezar) devido a diáspora.

No culto tradicional Esin Orisa Ibile, Isese Lagba fazemos a seguinte saudação:

Agboruboye Agbosise Agbòató!

Esses nomes também são usados para responder uma benção pedida.

Eu tenho visto muita gente de candomblé dizer que vai se purificar com pó, com osso, com incensos etc.. isso me causa uma certa estranheza, porque a raiz etimológica da palavra purificar remonta a raiz etimológica da palavra água.

Assim como as palavras batismo (molhar/banho), renascimento (depois de se banhar), ressurreição (ressurgir limpo), são todas palavras que tiveram origem nos remotos ritos de purificação dos povos antigos de todos os lugares do mundo.

Não se purifica nada sem a água e nenhum outro elemento tem poder de purificação.

As águas de Osùn são as águas (Amnióticas) do útero, que prepara a vida material para nascer e renascer. É o banho primordial antes da vida.

Então é errado dizer "vou purificar pelo fogo, pelo ar ou pela terra", porque isso denota o desconhecimento da matriz e da função de purificar de fato.

Os ritos de Acqua Februa (banhos de água quente) dos Etruscos foram aprendidos com os egípcios africanos do mundo antigo e estão ligados equinocialmente ao meio do verão, mais tradicionalmente ao mês de fevereiro. Os etruscos foram chamados de povos do Mar que invadiram o Egito, eles eram hábeis navegantes e os papiros mágicos estão cheios de segredos deles.

Todos os símbolos dos elementos tiveram origem na Geomancia, onde o elemento água é representado pelo símbolo triângulo com a ponta para baixo. Esse é o esquema formador dos símbolos dos Odú e são Méji (duplos) porque fazem referência ao seu duplo etérico (seu eu que está lá em cima).

A própria palavra "origem" é formada de Ori (consciência) + gem (genis/raiz).

Orisà significa fragmentos de consciência e eles são forças da natureza porque são divisões da grande sabedoria Criadora, a Serpente Mãe que chamamos Olodumare.

Sempre que tiverem necessidade de purificar algo, lave, dê um banho com ervas ligadas ao intento a ser alcançado.

A Geomancia nasceu na Arábia Saudita de acordo com Fatumbe e, na era de Salomão com a rainha de Sabá foi divulgado de acordo com os dados históricos. É um Oráculo da Terra-Mãe de uma era matriarcal, que posteriormente foi retomado pelos homens árabes, assim como Urim e Tumim é o nome dado a um processo de adivinhação utilizado pelos antigos israelitas para descobrir a vontade divina sobre determinado evento. É uma expressão proveniente do hebraico e significa “luzes” e “perfeições” e soa como sim ou não. Segundo a visão judaica, Urim e Tumim remontam ao Sumo Sacerdote de Israel da antiguidade. Esse oráculo também é derivado da geomancia.

Em sua origem geomantica o símbolo da água é um triângulo com a ponta para cima. Quando esse conhecimento chegou na África subsaariana, os africanos aperfeiçoaram o sistema mudando o símbolo do ar e da água, aonde um era com a ponta para cima mudou para ponta para baixo. Então na Geomancia o ar é o elemento com a ponta para baixo e água é com a ponta para cima.

No sistema de Ifá ficou ao contrário. A água passou ser representada com a ponta para baixo.

Os elementos fogo e terra se mantiveram iguais.

Os Gregos em contato com Egito e África criaram a palavra Profeta e isso está relacionado à Ifá que é um sistema, não uma divindade. A divindade é Orunmilá.

Do grego "prophetes", esta palavra, etimologicamente, é constituída pelas raízes pha ou phê, que significam falar, e pelo prefixo pro, antes. E foi assim que surgiu tudo sobre o oráculo Geomancia, cujas casas femininas possuem quatro mães que são referencias às quatro matri-arcas do pós dilúvio, sendo elas a esposa de Noé, e as três esposas de seus filhos, tornando o escudo geomantico a própria arca de Noé. Com torrões de terra lançados ao chão podia contar os pontos que eram gravados ou tefados da direita para esquerda em quatro linhas horizontais. A Geomancia é tão antiga que ela antecede a criação da astrologia, sendo essa última um espelho do que está embaixo e vice versa.

Todos os povos antigos narram a importância da supremacia do espírito sobre a matéria e é sob essas premissas que se consultavam um oráculo, para saber a vontade dos deuses afim de que se possa consertar as coisas aqui na terra e produzir um alinhamento entre essas energias, ficando assim em paz, o que por si só gera felicidade. É o que os adeptos da frequência Hertz chamam de ponto zero quântico.

A geomancia fala de um ego aqui na terra e outro no céu. São os duplos etéricos, por isso são na língua Yorubá, Méji.  

Os 16 Olo Odus, ou Olodus, tem uma divisão interessante.

Do 1 ao 11 os itans narram histórias puramente Africanas de berço, das terras Yorubás, sem influência de outros povos. É puro de origem.

De 12 a 16 os itans narram histórias mescladas com a invasão islâmica na África, onde até mesmo os sacerdotes mulçumanos vão se consultar com os profetas de Ifá.

Já vou contar pra vocês uma história sobre a origem das bruxas Africanas (As Ajés) contidas num Itan de um dos Odus de Ifá, e desmistificar o porquê elas ficaram tão temidas aqui no Brasil e no mundo, bem como vou contar a imensa importância Delas no plano esotérico e para o entendimento de todas as feiticeiras que louvam as divindades africanas ou não africanas.

O Odú é o 12 na ordem de Ifá, de nome Òtúrupòn Méji.

Dentre vários itans desse Odú, um deles é esse que fala da origem da bruxa e do ser humano. Possui um entendimento esotérico para iniciados que é oral, mas causou confusão quando essa história foi copiada pelas apostilas iniciaticas de pessoas que buscaram iniciação na África e voltaram para seu país de origem, esquecendo-se da explicação oral sobre esse Itan.

Sendo assim, a parte escrita ficou sujeita a interpretações diversas enquanto a parte oral foi esquecida ou desconhecida da maioria no ocidente.

O Itan em si escrito, diz:

 

- A Feiticeira e o Ser Humano -

 

 - O Pààká, mascarado com um caroço nas costas,

Pegou quarenta cauris do chão."

Foi divinado Ifá para a Feiticeira. Foi divinado Ifá também para o Ser Humano.

Ambos foram alertados para fazer sacrifício,

A Feiticeira falou que sempre que ela viesse a Terra,

Ela destruiria a obra dos Seres Humanos

O Ser Humano também disse que sempre que viesse a Terra,

Faria tudo que lhe desse prazer.

Foi solicitado a ele também que fizesse sacrifício,

Mas, ele recusou-se a fazê-lo.

Quando os dois chegaram a Terra,

Se o Ser Humano produzisse uma criança,

A Feiticeira matava a mesma.

Todas as coisas pertencentes ao Ser Humano

Eram estragadas pela Feiticeira.

Então, o Ser Humano voltou para o seu sacerdote de Ifá,

E fez o sacrifício que ele havia negligenciado.

Foi dito que ele fizesse Egungun.

Ele então, vestiu-se de mascarado,

E começou a cantar usando a linguagem indireta contra a Feiticeira.

Ele disse que foi exatamente como seus sacerdotes disseram.

O Pààká mascarado, com um caroço nas costas

Pegou no chão quarenta cauris.

Foi divinado Ifá para a Feiticeira,

E também divinado para Ser Humano;

Quando ambos estavam vindo do céu para a Terra.

Esta é uma Feiticeira,

Apesar da forma de Ser Humano.

A Feiticeira não deixa o Ser Humano descansar. -

Agora vamos para a explicação de Tradição oral que não consta nas apostilas:

A feiticeira é um ser consciente que ao vir para a Terra se lembraria de quem é e de onde veio em algum momento de sua vida terrena, não tendo sobre ela os efeitos do ego material e sim somente do ego espiritual (seu duplo), portanto para corrigir alguma situação o símbolo geomantico formador do elemento que fica nas duas linhas terrestres deve ficar igual aos de formação celestes, pois nada acontece com você aqui na terra se não acontecer primeiro com o seu duplo etérico lá em cima no éter. Assim sendo, se o que está acontecendo com o seu duplo etérico é algo horrível, a correção e alinhamento será tomada, formando os Omo-odus. Dessa forma um corrige o outro e ambos se alinham, pois na ordem de chegada dos elementos, primeiro foi criado o fogo, depois o ar, depois a água a qual fica em cima da terra. É nessa ordem que as coisas são criadas de acordo com os princípios da geomancia. Dessa forma se um Odú é feito de Água sobre Fogo, lembra uma serpente com duas cabeças fazendo referência ao fragmento de consciência chamado Dan-Oxumare e sua história é contada nos Itans mencionando seus poderes positivos e negativos, gerando assim os sacrifícios a serem feitos para alinhar ou corrigir o intento necessário.

Quando se fala de Méji estamos a falar do duplo etéreo de nossos pares espirituais, sendo que um é você aqui na Terra e o outro é você lá no éter e de certa forma isso é um trabalho de ego. Nada acontece com você aqui embaixo se não acontecer primeiro com seu duplo lá em cima. Por isso a Ori é de tamanha importância. Sem a Consciência de quem se é nada flui.

A Tábua de Esmeralda já falava sobre isso quando diz: “o que está acima é igual ao que está abaixo”. Tudo isso veio da geomancia que é o primeiro Oráculo da Mãe-Terra que existiu. De acordo com Pierre Riffard o culto da Terra-Mãe foi iniciado há 35 mil anos (dados arqueológicos), mas como tudo na vida mudou após o dilúvio, a era Matriarcal mudou para Patriarcal, sobrando resquícios do antigo Oráculo geomantico através das subdivisões dele, pois não só existe Ifá no mundo, mas sim existem coleções de oráculos iguais a ifá no mundo todo, porém, alguns sem o aperfeiçoamento africano, quanto outros preencheram essas lacunas com seus próprios contos aborígenes de seus terras natais.

Os Odus vêm com o propósito de corrigir e alinhar as coisas entre as partes para que a vida flua, por isso são portais de energia celeste e terrestre, pois eles vem do Céu para a Terra, mas como a geomancia foi criada antes da astrologia, é possível que o sistema de ifá tenha sido criado depois da consciência de descobrimento da astrologia árabe. Se essa última possui 7 mil anos, ifá não tem mais que isso, contudo não deixa de ser muito antigo.

No Itan a feiticeira destrói tudo que o ser humano constrói porque ela sabe que não somos daqui e construir coisas aqui é algo passageiro e, portanto não faz sentido construir algo banal feito com ego, e sim devemos lembrar quem somos e de onde viemos reverenciando os nossos Ancestrais.

É por isso que, quando o ser humano veste a roupa de egungun a feiticeira se alegra e para de perseguir o ser humano. Ela vê que ele está reconhecendo a ancestralidade e por isso está no caminho certo. A ancestralidade parece ser o ponto de partida para se estar no caminho correto em todas as religiões tradicionais do passado.

Ela não teme egungun como muitos querem fazer parecer esse mistério, mas sim ela o adora por ser a representação física da ancestralidade vinda do Orun ou da estadia nele. Perceba que espírito e consciência são duas coisas diferentes. Primeiro é criado o espírito e só depois é colocado nele uma consciência, A Ori. Corrigindo alguns babalawós, Ori é uma palavra feminina, por tanto o artigo “o” é inválido, devendo ser pronunciada A Ori.

Aqui no Brasil essa explicação ficou totalmente desconhecida porque os babalaxés, iyálaxés, babalawôs, babalorixás e ialorixás se atentaram somente no que ficou escrito no Itan das apostilas que foram reproduzidas em diversas escalas nacionais, sem levar em conta a consultoria oral de cunho iniciático. Daí passaram a temer tudo que se diz sobre bruxas/feiticeiras e começaram a orientar as pessoas a pararem com Bruxarias, o que em si não faz sentido algum, desde que o próprio culto de Ìyámí é bruxaria pura que se mantém original até hoje. Soma-se ao medo imposto pela igreja cristã e pronto, as iyamís e as Ajés tornaram-se fonte do mal e do medo, mas vejam que isso se deu por puro desconhecimento da oralidade esotérica africana e preconceito cristão.

Iyamís significa minhas mães e é uma referência ao elemento ar e aos pássaros que voam no ar, especialmente os que são carniceiros. A sociedade de Iyámí na África são três em Egbé-Orun (grupos celestiais) (Funfun, Pupá e Dudú) sendo especificamente a branca, a vermelha e a preta, responsáveis pela Justiça, manutenção e Ordem no mundo criado. É devido à elas e a esse culto que a Deusa tem três cores, pois esse antigo culto chegou á Europa antes da época dos romanos, pois foi da cultura Minóica que partiu para o cume do mapa e lá tomou formas adequadas à reverencia local de sua cultura. Não é a toa que o Berço da Humanidade é a Africa.

Elas participaram da criação do mundo e por isso receberam de Olodumare o poder de reinar sobre tudo. Todos os feitiços e magias passam pelo crivo delas. Se essas senhoras não admitir um feitiço feito, seja por merecimento ou não, o feitiço não passa e não acontece. É um culto tão perigoso quanto o culto de Obatalá, pois ao mexer com essas energias sem o devido conhecimento, ao invés de você atrair as bênçãos das grandes Senhoras ancestrais, você acaba atraindo o ódio e a fúria delas sobre si mesmo. Para conhecer como se lida com esse culto tem que ser iniciado no culto tradicional de Osùn em Ọṣun-Oṣogbo na África e pactuado com Iyámí Osòrongá. Há diversos tipos de pactos nesse culto e todos, inclusive o propósito da iniciação deve ser regido por um Odú em consulta de Ifá pelas Ajés nos Ibos de caurís, no jogo de Obi ou por indicação real de um Babalawó, mas com aprovação delas. Em outras palavras você tem que ser escolhido!

Conhecer o Esoterismo oral que está por trás dos escritos é fundamental para se construir o caráter. Sem Ori não tem caráter. Sem ancestralidade reconhecida não tem Ori. Assim o culto de quem tem útero foi o primordial porque todo mundo nasce de uma mãe. Os homens nesse culto são os Osò (bruxos) coadjuvantes das Ajés da criação, mas toda honra é delas, as mulheres sagradas, temidas, são perigosas porque possuem o poder da criação dado por Olodumare e elas participaram da criação do mundo. É o primeiro culto feminista que existiu ainda que o termo feminista não tenha sido usado na época porque ainda não tinha sido criado o termo.

Então entenda que:

Ori é a Consciência, não a cabeça, mas ambos estão ligados metafisicamente.

Orisá é fragmento de Consciência.

Iyámí é Minha Mãe Ancestral.

Iyámí Osòrongá é Minha Mãe Pássaro ancestral.

Esù é o único que pode ir até elas e voltar, fazendo a comunicação entre esses mundos e negociando os acontecimentos.

 

Um grande beijo e abraço a todos, espero que com esse artigo eu tenha cooperado com o conhecimento de vocês e que isso sirva para quebrar preconceitos, conscientizando cada coisa em seu lugar, de forma que desmistifique o medo infundado e fortifique o respeito a ser doado para com essas Senhoras.

Que Exu e as Ìyámís abençoe todas as Oris que fazem Oriki e Adurá, a todos vocês.

Ire-o!

Esse artigo foi escrito por Osóològbóni Omofá Lati Oyá Osungbemi

Ti o tele ihuwai-Iwá ti, Kabiyesi Oba Adekunle Aderenmu, que estuda, pratica e presta homenagem ao Esin Orisa Ibile, Isese Lagba.

 

 

 


terça-feira, 2 de julho de 2019

Os Velhos Deuses Nunca Morreram.





Muitas pessoas acham que estão, mas os Poderes invisíveis que mais interessaram ao ser humano em sua história inicial foram os poderes da fertilidade e do contato com o mundo espiritual; da vida e da morte. 

Estes são os poderes elementares que se tornaram as divindades das bruxas, e sua adoração é tão antiga quanto a própria civilização.  O significado de witchcraft deve ser encontrado nos níveis mais profundos da mente humana, o inconsciente coletivo, e nos primeiros desenvolvimentos da sociedade humana, uma vez que é a profundidade das raízes que preservaram a árvore e esta afirmação, eu penso que é mais  ou menos verdade de todos os povos/culturas, assim também em meios tradicional da Arte dos Sábios.

Mas as duas grandes realidades com as quais todos os povos antigos se defrontavam eram essencialmente as imutáveis ​​e intermináveis ​​de Vida e Morte, e estes eram, junto com aquela terceira coisa elusiva, o poder mágico que os Deuses mantinham em Suas mãos.

Consequentemente, onde quer que os homens tenham formulado para si figuras da Divindade, estes sempre foram os arquétipos: a Dama da Vida, o Senhor da Morte e os que Moram no Além, e entre eles a teia de magia que foi tecida há muito poucas bruxas de verdade, e assim se mantêm muito para si mesmas. Nunca estivemos desconectados de nossa fonte divina original, para tanto nunca se precisou do religare para se tornar bruxa, até porque, o sacerdócio vacante da bruxaria é e sempre foi vacante, marginal, noturno e secreto desde tempos imemoriáveis.

Antigamente eram e geralmente ainda são descendentes de famílias de bruxas e herdaram uma tradição que foi preservada por gerações, seja com meia dúzia de textos antigos ou com um livro do tipo grimório da família, mas uma coisa é certa, nunca essa arte foi inventada sob premissas políticas para sobreviver a era da fogueira, A Arte sempre sobreviveu por si mesma e nas mãos certas de quem tinha de estar. A invenção de um religare nos anos 50 que contem a arte bruxa parece infantil ou no mínimo politicamente intencional, ou ainda, por puro desconhecimento de que haviam bruxas de verdade antes disso, os exemplos não falham, vide as bruxas bascas e as italianas.

A pergunta é: Por que um herdeiro de uma tradição familiar/hereditária de bruxaria não tomou a arte hereditária como bastante e precisou criar uma religião em cima dela dando-lhe outro nome? Afinal, todos os grandes bruxos alegam que foram iniciados em artes hereditárias. Por que não mantê-las como lhes foram entregues? Se há fraude em torno do que eles alegam, provavelmente nunca saberemos, mas eu como bruxo hereditário legítimo me pergunto pra que eu iria dar outro nome para a Arte Familiar da qual me foi confiada com tanto amor e reconhecimento das capacidades e habilidades mágicas? Não faz sentido que o pai da bruxaria moderna seja chamado de pai, quando ele mesmo nega a mãe que teve!

Mas voltando a hereditariedade, Esta é, de fato, a maneira tradicional pela qual a bruxaria foi disseminada e preservada, e nunca foi proibido iniciar alguns poucos de fora, desde que em tempo, o vínculo seja sincero e transcenda a carne.

Os filhos de famílias bruxas foram ensinados por seus pais e iniciados em tenra idade, mas os de fora, por questões de lei sempre foram maiores de idade. Eles são as pessoas que se chamam de as "pessoas sábias", que praticam os antigos ritos e que, juntamente com muita superstição e conhecimento de ervas, preservaram um ensino oculto e processos de trabalho que eles mesmos pensam ser magia ou sentem como feitiçaria, geralmente trabalham para bons propósitos e ajudam àqueles que são capazes.

Eles eram e ainda são o Bom Povo, os sacerdotes e sacerdotisas da Velha Deusa, não da antiga religare.  Witchcraft não é uma religião antes dos anos 50, então hoje em dia há os descendentes dessa antiga Arte e também há os descendentes da Religião compartilhando a mesma Terra.

A bruxa moderna sofreu muito por causa da doença da "mídia-mania" ou "delirium interferens", que pode ser definida como um desejo mórbido de levar a vida de outras pessoas para eles; para que as pessoas não ousem iniciar seus filhos como costumavam fazer nos bons e velhos tempos (e até mesmo ousasse fazer nos velhos tempos ruins, o "tempo de queimar"), por medo de encontrar algum bispo pago "pelas autoridades" ou  um representante do "Sunday Hysterical" à sua porta.

No entanto, apesar de tudo, sobreviveu; porque existe, mesmo no Estado de Bem-Estar, um espírito de romance, um amor pelo tempero da vida e uma antipatia por respeitabilidade presunçosa.

A bruxaria é um preceito que envolve magia e espiritualidades e tem como aparelho a feitiçaria. Se Witch + Craft significa Arte dos Sábios, Sorcery/Feitiçaria vem significar Arte da Transformação, e um não pode viver sem o outro pq ambos encontram suas raízes desenvolvidas na origem etimológica da palavra magia que é a Arte de Manipular Energias para Moldá-las conforme a vontade/desejo e necessidade. É por isso que Antigas Religiões, tal como a Africana, se utiliza desse meios mágicos dentro de seu escopo e prescrição religiosa, desde que a Magia era a Ciencia daquela época que resolvia coisas que ninguém sabia explicar, e ainda hoje é assim. Pense nisso como nos primórdios da humanidade e sua sobrevivência até os dias atuais que, de fato foi transmitido via oral e pelo convívio, conjunto a um sistema de crenças (limitantes ou não), as que admitiram Dogmas no corpo do sistema se tornaram religião, e as que não admitem dogma continuam sendo apenas Tradições Espirituais e espiritualistas.



Isto em si é indicação de grande maturidade, porque intimamente inter-relaciona a fundação de crenças mágicas, das quais witchcraft é uma forma, é que os Poderes invisíveis existem, e que ao executar o tipo certo de ritual as Potências podem ser contatadas, interagidas e/ou até mesmo forçadas ou persuadidas a ajudar de alguma forma as pessoas, que acreditavam nisso na Idade da Pedra, e eles conscientizaram ou não, hoje é bem conhecido que a maioria das superstições é de fato um ritual quebrado.

Agora, em tempos primitivos, a magia e a religião eram tão ineficazes quanto a religião não é cristã. A bruxaria não é, em geral, magia negra, porque as bruxas nem mesmo acreditam no diabo, quanto mais o invocam.
Aliás, o termo “magia negra”, nunca teve a ver com diabo, e sim se referia a magia africana, dos negros. Com o tempo se tornou convencional chamar tudo que lhes causavam repulsa, de magia negra, ligando-a ao mal. Mas é errado usar esses termos.

O Antigo Deus das Bruxas não é o Satã do Cristianismo, e nenhum argumento teológico o tornará verdadeiro, mesmo tendo a Sabrina e seu seriado tentado provocar uma revolução no cenário. E sobre Lúcifer, bem Ele nunca foi uma entidade, e sim é nossa própria Consciencia, as Stregas sabem bem disso.

O Deus das Bruxas é, de fato, a divindade mais antiga conhecida pelo homem, e é constituinte da representação mais antiga de uma divindade que existe, ainda, e foi encontrado, ou seja, a pintura da Idade da Pedra no recesso mais profundo da Caverne des Trois Freres em Ariege.

Ele é o velho deus fálico da fertilidade que surgiu da manhã do mundo, e que já era de antiguidade imensurável antes do Egito e Babilônia, muito antes da era cristã. Nem ele pereceu nem esteve morto. Secretamente através dos séculos, ficou escondido cada vez mais fundo enquanto o tempo passava em sua adoração e aquela da Deusa da Lua nua, sua noiva, o Rapaz de Mistério e Magia e as alegrias proibidas, continuaram às vezes entre os grandes da terra, às vezes em casas humildes, ou em solitárias charnecas e nas profundezas de madeiras escurecidas, nas noites de verão, quando a lua estava no alto. 

Eu tenho que, claro, o Ofício dos bruxos modernos não é o único grupo que procura contatar os Deuses. Existem outros grupos ocultistas, espiritualistas e até religiosos que usam uma técnica similar, e seus objetivos são os mesmos, a saber, trazer através do poder Divino para ajudar, guiar e elevar a humanidade neste ponto de virada perigoso e excitante na história humana. Uma evolução só tem propósito de existir se tiver uma dose generosa de progresso, já que evolução sem progresso é andar pra trás porque fica estagnado e deixado para trás.

Mas, até onde eu sei alguns grupos geralmente trabalham com os deuses e deusas egípcios e gregos, e não posso pensar que esses contatos sejam tão poderosos aqui quanto seriam em seu solo nativo, desde que o genni locci é imprescindível para qualquer atuação no chão antes de qualquer chamado;  enquanto as divindades da Arte de algumas bruxas modernas são os Antigos da Bretanha, parte da própria terra. (é dito que um país não existe apenas no plano físico, e o homem não vive só de pão.) Nem é a veneração pelos antigos lugares sagrados como o sentimento de Stonehenge e Glastonbury. Aqueles que são sensíveis à atmosfera saberão que esses lugares possuem vida própria e, pelo que nos foi dito pelos videntes, estes também existem não apenas no plano material.  Eles estão focando pontos para a influência e o poder dos lugares do Plano Interior, onde o Véu é mais fino do que em qualquer outro lugar, e a "superstição de que é perigoso remover ou ferir as Pedras Antigas se baseia em fatos".

Ao lidar com as raças/etnias nativas, um antropólogo registra-se o folclore, as histórias e os ritos religiosos nos quais eles baseiam suas crenças e ações. Então, por que não fazer o mesmo com bruxas?  Devo primeiro explicar por que afirmo falar de coisas que geralmente não são conhecidas.  Eu estive interessado em assuntos mágicos e afins por toda a minha vida, e fiz uma coleção de instrumentos mágicos e encantos. Esses estudos me levaram a sociedades espiritualistas e outras, até pelo fato da minha família ser quem é, e conheci algumas pessoas que afirmavam ter me conhecido em uma vida passada. Elas também estavam interessadas no fato de que uma ancestral minha, havia sido queimada como uma bruxa. 

Eles continuavam dizendo que haviam se encontrado em todos os lugares onde estivemos, e eu nunca poderia tê-los encontrado antes nesta vida; mas eles alegaram ter me conhecido em vidas anteriores embora eu acredite em reencarnação, tenha vivido no Ocidente, não me lembro claramente das minhas vidas passadas a não ser pela Ayahuasca ajudar;  No entanto, essas pessoas me disseram o suficiente para me fazer pensar.  Então alguns desses novos (ou velhos) amigos disseram: "Você nos pertenceu no passado Você é do sangue. Volte para onde você pertence" muitas pessoas fizeram eu perceber que tinha tropeçado em algo interessante: mas eu estava iniciado antes da palavra "bruxaria moderna" que eles usavam vir a tona, e isso me atingiu como um raio, e eu sabia onde eu estava, e que a Velha Espiritualidade ainda existia, mesmo mascarada por outros nomes. Bem, se a Deusa pode possuir mais de 10 mil nomes, o que dirá a Arte que Ela doou pra nós durante todo esse tempo? Parece que a reencarnação também se aplica a nomes, espiritualidades e religiões.  

E então eu me encontrei no Círculo, e lá tomei o habitual juramento em sigilo, o que me impediu de revelar certas coisas. Desta forma, fiz a descoberta de que o culto das bruxas, que as pessoas pensavam ter sido perseguidas pela existência, ainda vive.  Descobri também o que fez tantos de nossos ancestrais ousarem ser presos, torturados e mortos em vez de desistirem da adoração dos Deuses Antigos e do amor dos velhos costumes.

Também descobri o mais importante entre as descobertas, que as verdadeiras bruxas nunca foram para as fogueiras e seu legado nos foi transmitido até chegar nos dias atuais, e aqui estamos!

Cléber Lupino Haddad



sexta-feira, 13 de abril de 2018

Como Saber se você é um(a) Bruxo(a)?


    


Ao nascermos, Elphame nos abençoa com “dons” ou “talentos” psíquicos e devemos reconhecê-los, pois reconhecer esses “poderes”  pode ser o início da sua jornada espiritual como primeiro passo para o auto conhecimento.
Primeiramente digo que este não é o único método de reconhecimento, mas sim um dentre vários e, vos apresento aqui, pois esse artigo não tem a finalidade de ter a última palavra no assunto.

Você já se questionou se possui alguma habilidade psíquica ou talento psíquico?
A maioria das pessoas não se pergunta isso, mas com certeza quem faz essa pergunta a si mesmo já mostra uma raiz.

As experiências com Dejavú geralmente é a primeira a se mostrar, mas da mesma forma fácil como ela se revela, da mesma forma somos inclinados a ignorá-la, uma vez que ela se mostra muito cedo em tenra idade e ainda não temos o poder do raciocínio lógico para amparar a revelação, em ultima análise, de ter estado duas vezes na mesma situação só que em vidas diferentes. É evidente que o véu que separa os Mundos pode ser aberto por você. Você só precisa descobrir como fazer isso.

Em geral, somos tachados como má influência ou como aquele que foi tocado pelo diabo. Um dos primeiros “bullings” na infância começa com isso, pois as pessoas te enxergam como “a criança estranha”. Muitas vezes "a coisa estranha" acontece conosco mesmo, seja num sonho lúcido ou não, alguma atividade sexual que desperta em nós alguma coisa, pode ser um sonho onde você está transando com o diabo ou com um E.T. por exemplo e, ao crescer você vai deixando isso de lado e nem dá bola, ficando sem saber na vida adulta o que de fato te empoderou lá atrás quando seu ego ainda não tinha capacidade de julgamento.

Outro sinal, mas não tão claro é o fato de que entre você e sua relação com seus pais possa haver algum segredo, problema a ser decifrado, seja de ordem de paternidade ou maternidade, algo mal resolvido ou simplesmente você sente que há alguma coisa que ainda não te contaram, mas que você “fareja” no ar e ao longo da sua existência você acaba descobrindo sem muito esforço. Trata-se de uma das primeiras captações de sua empatia expandida, isso funciona igualmente quando lemos os padrões repetitivos ou não dos comportamentos alheios. Os traumas emocionais nos tornam o que somos hoje, eles impulsionam os dons. De igual forma, sofrer algum tipo de opressão nos lapida a alma ao passo que buscamos enfrentar e combater as opressões ganhamos força.

Todos os seres humanos possuem alguma habilidade mental, sendo que em alguns isso é naturalmente mais expandida ou desenvolvida do que em outros. Geralmente isso vem acompanhado de uma forte ligação com o universo espiritual. Certamente se você nunca se sentiu desconectado de sua fonte espiritual original, por exemplo, você nunca sentirá necessidade de ter uma religião, mas vai estudar elas de forma científica, pelo conteúdo teológico apenas. Religião é uma palavra que vem do latim religare, e se você não tem que se religare a nada é porque nunca esteve desconectado de sua divindade interna que verticalmente está presente em você o tempo todo e o detalhe é que você percebe isso o tempo todo, mas algumas pessoas percebem mais. Se o esoterismo antigo nos revela que devemos cumprir um ciclo de 108 reencarnações, talvez com a metade delas já passamos a ser sábios. Esse pensamento justifica o que diz no dicionário de Oxford acerca da Witchcraft, a Arte dos Sábios, afinal, tanto com gnoseologia quanto com epistemologia oque fica evidente são as várias formas de aprender o conhecimento e a sabedoria.

Porém, por mais habilidosos que algumas pessoas sejam não é todo mundo que consegue reconhecer os vestígios, marcas, cicatrizes ou sinais de poderes psíquicos. Nisso mora uma imensa vontade de buscar respostas, de se juntar com seus iguais, os seus pares espirituais que estão caídos ou que estão no éter, de aprender a usar isso direito..., é uma fome de sentido que parece não ter fim e no fundo você está dominando a si mesmo e nem percebeu.

Devemos lembrar aqui que, uma iniciação vertical acontece na infância geralmente, sendo uma experiência direta com um “ser” do mundo espiritual a mando de Elphame. É muito comum ouvir as pessoas dizerem que na infância ou adolescência tiveram um ato sexual com o diabo. A palavra diabo geralmente é usada por desconhecimento por parte das pessoas. Então deixemos o diabo onde ele quer estar. A palavra diabo foi formada a partir de Voluntas Dia, ou seja, vontade da Deusa. Fica mais fácil de entender a influência do latim quando escrevemos diavolus. Dia em italiano é deusa jovem, e Dea é deusa que engravidou e virou mãe.

Outro sinal claro que habita dentro de você é a intimidade com amuletos da sorte e talismãs. De alguma forma você cresce sabendo que tais amuletos te respondem ou falam com você. Você olha para o objeto e sente a conexão, em alguns casos você bate o olho e até já sabe para que aquele objeto serve. Você capta o magnetismo dele e sente confiança. Ou seja, você cresce com uma crença natural em seres e energias que te respondem e que habitam dentro e fora de você e até mesmo habitam em objetos e, por último você simplesmente sabe que aquilo está ali para lhe amparar/ajudar/auxiliar/proteger.

Desde que a humanidade surgiu há a crença de que existem objetos com poderes, e isso revela a antiguidade da sua função psíquica a qual está impressa na sua alma.

As figas, as ferraduras, os crucifixos, moeda antiga ou gravura em plaquinha, o sal, o azeite e o olho grego são só alguns exemplos que atravessaram séculos de existência e provavelmente sua mãe possuía em casa, escondidos num saquinho especial ou expostos nas paredes.

Outro sinal é quando ouvimos de alguém ou sentimos nós mesmos que: “o santo não bateu!” Isso é tiro e queda. A gente sente algo se retorcer no estomago ao olhar para alguém ou ter um leve contato com tal pessoa. Isso é um indício que em vidas passadas essa pessoa fez algo para você ou pode se repetir algo da qual você não vai gostar e essa pessoa está ligada aos fatos. Seu espírito guarda na essência todas as experiências de vida, todas as memórias anteriores, e seu espírito reconhece a sensação do perigo quando chega perto dele. Essa pessoa envolvida tem algo a lhe ensinar (de bom ou de ruim), inclusive o ensino disso já está lhe mostrando que você é igual àquela pessoa, pois ambas possuem projeções de "sombras".

Quando a primeira impressão é a que fica, isso é um sinal de poderes psíquicos, uma vez que seu radar identifica na hora. Saber identificar a irradiação boa ou ruim de alguém é um dom bruxo. O que fazer com isso é outra história, pois depende virtualmente do nível de compreensão e progresso na evolução espiritual de cada alma. Ouvir a intuição muitas vezes tem haver com isso. Sua consciência nunca nasce e morre, ela é eterna divina e sempre esteve lá. Nascer e morrer é coisa de humanos, por isso "a queda" da sua consciência é a reencarnação.

Os orbes são outro sinal. Orbes são bolhas translúcidas/opacas que aparecem em fotos ou vídeos. São canalizações de energia densa local habitada em alguém ou em algum objeto ou local. As pessoas na foto, cujos orbes estão sobre ela podem atrair espíritos para perto.

O terceiro olho. Esse mostra a intenção ou intuição ou premunição. Geralmente está ligado aos dons mediúnicos, sonhos (lúcidos ou não) oneiromancia, é a porta para o Outro Mundo, onde se faz presente a ponte para Elphame. É algo que não se explica pela razão, você simplesmente sabe que é verdade e aceita isso naturalmente lá no fundo do seu íntimo. As Visões é outro sinal dos dons psíquicos que só uma pessoa bruxa pode ter. Sonhar é muito bruxo.

O estranho velho amigo. Com frequência algumas pessoas te escolhem para lhe contar as coisas mais bizarras que acontecem na vida deles. Mas nem eles mesmos sabem o porquê escolheram você para contar isso. A confissão, a revelação, o pedido de socorro, a confiança ou mera admiração pelo ocorrido geralmente está embutido na escolha de te contar, isso porque talvez as almas se reconheçam como diferentes e iguais ao mesmo tempo, ou iguais e separados. Fato é que a informação que lhe será revelada TEM que ser revelada para você!

Atrair pessoas estranhas que conversam com você como se já te conhecesse há muito tempo é um dos dons bruxos. É uma familiaridade espiritual ou energética muito clara e que geralmente não se desfaz nem com o distanciamento entre as partes, nem com brigas ou desentendimentos. Evitar harmonizar esse contato só causa atraso naquilo que Elphame quer para você. 

O mesmo acontece com os animais que gostam de você logo de cara. Já reparou que por mais que você bata num animal que gosta de você ele sempre vai estar te rodeando e te “lambendo” de novo mostrando que não é a namoradinha magoada? Isso se dá porque animais não tem ego. Fica a dica! Quem faz o trabalho de ego com seriedade sempre estão juntos de novo e de novo, assim como em todas as reencarnações sempre vamos nos unir de novo e de novo. Tentar evitar isso só atrapalha a si mesmo.

Funciona da mesma forma quando o discípulo está pronto e o mestre aparece. Quando Elphame quer, Elphame escolhe o mestre para você e te leva ate ele. Nunca é você quem escolhe. Rejeitar o mestre que Elphame lhe disponibiliza é rejeitar seu próprio poder e rejeitar a própria Elphame e toda sua origem bruxa. Na infância Elphame te coloca em contato de crianças iguais a você em dons ou crianças que precisam dos seus dons, uma vez que essas crianças ou pessoas são essenciais para o desenvolvimento dos seus dons, da qual não se desenvolveriam sem tal situação com essas crianças/pessoas ao seu redor.

 Outro sinal é a percepção sensorial, a flor da pele ou como a chamamos = a psicometria. Você já entrou num lugar onde sentiu calafrios? Alguns lugares mais quentes ou mais frios. Isso acontece porque os espíritos são seres de pura energia e nosso campo energético sente quando há a presença de energias iguais ou não, irradiando no ambiente. Ou então ao tocar um objeto você simplesmente sabe a leitura da memória que o toque fez do objeto. Esse dom pode lhe revelar a história guardada na pessoa, no local ou no objeto, com maior ou menor grau de clareza dependendo do desenvolvimento desse dom. Apenas um toque ou um contato é o bastante para conhecer o passado ou a memória guardada ali.

O poder da cura. Você já aliviou alguém só com o contato da sua presença ou toque ou algumas palavras? Absolver pessoas em confissão não é só para padres. Absolver os pecados de alguém não é só para quem se confessa. A palavra pecado já estava nas leis pagãs de Maat. Ler a dor de alguém e conseguir aliviar essa dor só com a intenção disparada é um dom bruxo. O plexo solar tem muito haver com isso, mas é preciso aprimorar todos os dons para se ter resultados bastante favoráveis quando se precisar deles. Absorver as energias ruins e transformá-las em boas ou adequadas afim de promover uma cura é absolver os pecados ou o peso que alguém vem carregando.

Os amigos imaginários são uma das primeiras formas de contato com Elphame e isso se dá em tenra idade. Geralmente esses amigos imaginários se deslocam no tempo e acabam se tornando “guias” espirituais conforme o entendimento e maturidade vão progredindo junto com a idade. O “faz de conta” é uma lembrança de onde viemos. Nós bruxos sabemos que não somos daqui.



Telepatia é outro dom que o pensamento utiliza para ler a mente alheia. A intenção construída sob forma de pensamento racional é emanada para o campo áurico ou enviada para o Akasha. Quando você acessa o akasha ou o campo áurico dos pensamentos de alguém você recebe a informação ali guardada. É como quando alguém lhe manda uma mensagem de sms, da qual você só vai ler se acessar o sms. Precisa haver aqui uma mente receptiva e uma mente emissora. É comum isso acontecer quando você pensa demais numa determinada pessoa que você não vê há muito tempo e logo ela entra em contato ou aparece no seu caminho. Também é comum abrir as portas da telepatia através da leitura da expressão dos rostos, pois existe um padrão para certos comportamentos ou mensagens que só os bruxos reconhecem e decifram com facilidade.

Conexão forte com outras pessoas. Quando a telepatia e a empatia trabalham juntas você pode construir uma coisa que chamamos de “termômetro de humor”, que, quando bem utilizado você vai bater o olho e vai saber quando alguém está bem ou não. Isso pode causar impactos reais e sensação de medo. Até a ciência comprovou que para isso existir é necessário estar emocionalmente e espiritualmente ligado a alguém.

Por um Triz. Existem situações em nossas vidas que o Universo envia sinais que diz que algo pode dar muito errado e quem recebe esses sinais são os bruxos ou pessoas sensitivas que ainda não se reconhecem como bruxos. Lembrando que até uma benzedeira é uma bruxa.

Dons artísticos ou a Aptidão para desenhar ou ainda o Talento para Artes. Criar uma cena ou uma personagem em sua mente e recriar a mesma cena exatamente igual no papel são dons bruxos. A sensibilidade para a arte revela também a antiguidade do dom que você carrega. Desde os primórdios da humanidade, existe uma divisória entre aqueles que podem esboçar alguns poucos objetos e outros que passam a vida inteira tentando conseguir proporções e ângulos sistemáticos, ou seja, o mundo é dividido entre aqueles que sabem desenhar e os que não sabem. O talento para arquitetura, design de interiores, HQs, retratistas, arte-finalista, ilustrador, animador, etc. As telesmatas astrológicas são muito bruxas. 

Mas quando o dom de desenhar é realmente um dom e quando ele não é? A resposta é simples. Ele é um dom quando você nasce sabendo desenhar sem nunca ter feito curso algum pra isso. Dom é “Gift” = um presente divino. E sim, todo dom merece ser estudado e aprimorado, desde que todos os dons são como músculos, se não usa, atrofiam e você vai ter que pesquisar sobre a diferença entre talento e habilidade, pois as bruxas possuem talentos psíquicos.
Tanto os desenhos quanto a invocação pelo estado alterado de consciência são dons bruxos, os quais postos em prática trazem manifestações e realidades desejadas. Desde tenra idade esses talentos são despontados e geralmente Elphame se mostra neles, alguns acabam virando perfeitos talismãs. 

É totalmente possível invocar seres ou energias através do desenho. Uma das comprovações existentes é a arte da telesmata do artista bruxo Austin Osman Spare. De igual forma, toda invocação (dentro para fora) ou evocação (fora para dentro) deve possuir o formato galanteador dos poetas, das representações em cena, do visionário que vislumbra um acontecimento antes de acontecer ou da projeção do desejo. O fato é que um desenho feito por um bruxo não é somente um desenho, ele possui vida própria.

Admirar as estrelas e saber identificar ocorrências de situações e divisões sazonais. A astrologia surgiu da procura no céu por presságios. Os imortais, também chamados de nakshatras em sânscrito ou manazil em árabe, nada mais são do que as mansões lunares que deram origem a astrologia. De tanto observar o céu foi possível construir uma ciência com muitas vertentes, a qual pode ser estudada hoje em dia e se tornar habilidosos astrólogos. Mas ainda existem pessoas no mundo que nunca estudou astrologia e pode olhar para o céu e prever episódios e eventos. Os planetas são deuses que controlam a vida na Terra e quem sabe interpretá-los, sabe se comunicar com os deuses, seja pela habilidade adquirida por estudos, ou por talento nato.
É por essas razões e dons que podemos afirmar sem medo de errar que bruxaria não é uma religião, mas sim, bruxos podem ou não adotar religiões que contenham feitiçaria ou não. Lembro ainda que não é uma iniciação horizontal que fará você se tornar um bruxo, a menos que você nunca tenha sido bruxo(a) em nenhuma das vidas anteriores. Primeiro a gente se reconhece como bruxo(a), depois a gente se junta aos nossos iguais.
Alguns Covens e irmandades mágicas utilizam de conhecimentos astrológicos para conhecer quem tem a semente bruxa. por exemplo, quem nasceu com Lilith em alguma das 4 casas angulares tem a marca bruxa. Todo um trabalho pode ser desenvolvido debaixo disso. Alguns Cangrés Rhomáh verificam quem nasceu com a pinta azul naturalmente detém a marca da bruxa.  

Precisa-se compreender que quando somos tocados por Elphame ou criados por Elphame os deuses e toda a nossa ancestralidade passa habitar em nós e quando despertamos essa consciência, muitas vezes acabamos falando algo para alguém, mas esse algo não veio de nós e sim de Elphame. Somos como “conduítes” de energia e os deuses falam através de nós. Quantas vezes abrimos a boca para falar algo ou chamar atenção de alguém e esse alguém (muitas vezes conduzido pelo ego) acaba brigando ou discordando sem se dar conta de que não é a pessoa quem está falando e sim Elphame falando através dela para dar o recado? É preciso estar atento e lembrar-se das lições. Quem abriu a boca sabe se o que saiu de lá veio dele(a) ou não. Quem ouviu precisa ter maestria na humildade de controlar o ego e se abrir para receber o recado de Elphame.

Elphame é multifacetada e subdivide a Arte Bruxa em tradições diversas. A Rainha de Elphame, Nicnevin foi também chamada de Anadia, Enódia, Satia, Benzosie, Zobiana, Abundia, Mardoll, Herodiana, Aset, Carline, Diana, Herodias, Hella e Hecate, a senhora das Fadas, da noite, da lua, das encruzilhadas, a guia de tochas incandescentes, a mãe das bruxas e bruxos, senhora dos encantamentos e feitiços de bruxaria. É preciso lembrar que “Fada” é um termo guarda-chuva para “os mortos” na linguagem bruxa. Ela foi conhecida por mais de 10 mil nomes ao todo, em todas as culturas, em todos os países, em todas as línguas, Ela sempre esteve presente e sempre estará, guiando, educando, ensinando, protegendo, realizando, criando, tornando possível, curando, ferindo, testando com ordálias, doando dons, soprando seu hálito feiticeiro, assustando, ajudando, aterrorizando, assombrando e amando. Ela é, foi e será, antes de Deus, durante e depois.

Com ela nós vivemos para sempre!

Possam os “bons vizinhos” e a boa deusa de Alison Pearson te levar para perto das bruxas seelie, as bruxas felizes!

Felizes por conhecer seus próprios dons.

Por Sett.