terça-feira, 14 de março de 2023

O PODER DA BRUXA - O QUE NÃO TE CONTARAM?

 


O que todo(a) Bruxo(a) pagão deve saber antes de tudo?

 

Fomos criados em uma sociedade ocidental que está apartada dos mistérios do oriente e, por isso a dificuldade na compreensão dos mistérios é muito alta.

Também não pensamos como os orientais. O mundo ocidental criou uma espécie de pensamento que distancia cada vez mais o segredo antigo do oriente.

Poucas bruxas dão valor a Helena P. Blavatsky, mas ela já dizia:

"A psicologia moderna faz o caminho contrário da psicologia antiga. A antiga avaliava primeiro a alma para depois analisar o fisiológico, enquanto que a moderna avalia primeiro o fisiológico para só depois avaliar a alma".

Isso porque Freud desconhecia a alma egípcia, as oito partes do pássaro sagrado.

Mas, que o teu mestre ou mestra não te contaram? Bem, não os culpem, porque talvez eles não saibam disso tudo ou talvez eles tentaram te contar e você não deu ouvidos na época. Eu relacionei alguns tópicos que a grande maioria dos bruxos e bruxas desconhecem e que considero importante estudar para uma boa compreensão da sua própria jornada na vida e também dos antigos mistérios. Vamos lá?

 

1.   DIFERENÇAS ENTRE POLITEÍSMO, MONOTEÍSMO E MONOLATRIA.

2.   QUEM FOI A PRIMEIRA DEUSA TRÍPLICE E PORQUE O CULTO DELA SE DIFUNDIU?

3.   QUEM DE FATO FOI O VERDADEIRO DEUS TOMADO COMO DIABO E QUEM REALMENTE FOI YAHVEH?

4.   PAGÃOS NÃO ESTUDAM COISAS ABRAÃMICAS E POR ISSO DESCONHECEM OS FATOS HISTÓRICOS.

5.   QUAL É A RAZÃO DE UMA INICIAÇÃO EXISTIR? POR QUE FOI CRIADA E PARA QUE SERVE DE FATO? UMA INICIAÇÃO PRODUZ UMA BRUXA?

6.   ESTUDAR OS MISTÉRIOS SEM ESTAR PRONTO PODE PREJUDICAR?

7.   SABER ENXERGAR A RESPOSTA DE SUAS ORAÇÕES E RECONHECER O SAGRADO MASCULINO.

 

RESPOSTAS:

 


1 – Fomos criados para odiar o monoteísmo sem saber o que ele realmente significa.

Monoteísmo é a preferência de um deus entre vários. Quando você é iniciado para uma divindade você tem preferência à ele, bem como tem o vínculo e a obrigação sacerdotal para com essa divindade, sem excluir os demais deuses dos panteões. Isso aconteceu com Abraão que era sacerdote de El (esposo de Aserá).

Monolatria é a completa exclusão de todos os outros deuses e panteões em favor de um único deus. Isso aconteceu após Yahveh ter sido enterrado (assentado) no templo de El, fundindo-se com ele. Foi com Elias, que, depois da morte de Yahveh, Elias começa alterar o deuteronômio e cria dois embustes contra Jezabel que era Alta Sacerdotisa de Baal El-Hadad, irmão de Inanna e filhos de El com Aserá. Ao estudar os embustes criado por Elias, deve-se também estudar a corte de El conhecida como Congregação das Estrelas, que mais tarde iria inspirar a existência do Olimpo Grego. Formada por 400 sacerdotes de El e 400 de Aserá + 50 de Bael-Hadad.

O Ciclo de Baal = envolve vivencias onde Baal El-Hadad é tido como Hadad no céu (senhor das tempestades, raios e trovões da fertilidade), Haddu no submundo como senhor da morte e renascimento, e Baal-Sidom na cidade de Sidom. Esses mistérios quando vão para a Grécia formam Zeus no céu, Hades no submundo e PoSidom no mar, mas todos eles são Baal El-Hadad, apesar dos mitos gregos narrar que são irmãos, até porque são formados de cultos de cidades diferentes com o mesmo deus.

Politeísmo era a religião da massa, sem compromisso sacerdotal ou iniciático.

2 – Lalita Devi, a flor da Jóia feminina, uma deusa Hindu, a mais antiga e primeira, mãe do Branco, do Vermelho e do Preto, bem como de todas as cores e do mistério da criação. Possui 1000 nomes que não se repetem. Os judeus a chamaram de Lilith. Ela é a Alma de Aserá! Seu culto viajou com suas sacerdotisas nas antigas Índias. As antigas Índias era os territórios que hoje são sul da India, Iemen e Eritréia. No Iemen, que é a terra de Sabá essas senhoras ocuparam o trono em uma sequencia de sucessão. Houveram várias rainhas de Sabá. A mais famosa é que teve um filho com o Rei Salomão e que fundou o culto dos Chrestianos em Yemrehana Krestos, local onde Jesus foi treinado como um Krestos. Sim, ele não ficou perdido no deserto dos 12 aos 30 anos. Tem que conhecer a história secreta desses fatos senão você não arredonda os fatos históricos.

Na Arábia Feliz, o Iemen, Lalita Devi se torna o culto das deusas do destino, Elat, Manat e Al-Uzza. Elat é conhecida pelo culto de Geledé africano como ÈLA a grande serpente do culto de Iyamí.

Al-Lat – (Elat) Conhecida em muitos outros nomes como Lat, Latan e outros nomes, da palavra semética "Elat", que significa "Deusa", é uma deusa mãe. Deusa provavelmente mãe terra e mãe da criação.

Ela também é uma deusa de proteção e também protetora dos animais selvagens, em uma oração a ela, ela foi convidada a proteger a pessoa do "destino" ou a reduzir seus efeitos, embora a oração mencionasse que, de qualquer maneira, não há como escapar do destino. Al-Lat também é uma deusa da fertilidade.


Manat - Também conhecida como Manawat e outros nomes, é a Deusa do "Destino". e associado à "morte".

Al-Uzza - É a bela Deusa da guerra e da proteção, seu nome significa "A Poderosa" do Poderoso", por que El e Al são significações de O Poderoso, mas enquanto Al é usado na Arábia Feliz, o termo El é usado na Arábia Saudita. Há outros deuses e deidades também em seu culto e hoje esse culto está sendo revitalizado sob o nome de Wathanismo.

Aserá na Arábia Saudita, especificamente em Canaã, era a árvore e a floresta que comportava todas essas deusas. Sem floresta, sem culto de Aserá!

Assim como uma artéria rompida deixa de irrigar o cérebro, a placa tectônica que formou o dilúvio na região do Mar Negro (único local onde teve dilúvio) deslocou os ligames que hidratavam as florestas por baixo do solo. Foi dessa forma que o deserto surgiu, as florestas de Aserá morreram e as sacerdotisas dela foram obrigadas a migrar para outras regiões do planeta onde ainda haviam florestas. Dessa forma também o deus Hadad, que no Egito é o deus Set, O Vermelho, antes um deus bom, se torna senhor do deserto que mata o Pharaó e sua população de fome, dando origem aos mistérios de Osiris.

3 – Baal El-Hadad foi um deus bom e sua sacerdotisa mais conhecida foi Jezabel. Todos os sacerdotes e sacerdotisas comiam da mesa de Jezabel. Na congregação das Estrelas, Jezabel desempenhava um papel extremamente importante porque além do Reino, como rainha, ela tinha de prover tudo e todos. O sacerdotado de Baal El-Hadad foi contra José filho de Jacó ser enterrado ou assentado nas terras de El, assim Hadad se torna inimigo de Yahveh (José filho de Jacó). Por tanto, Hadad é o primeiro diabo da história.

A união do casal divino foi representada pelas insígnias YH+WH dando origem as polaridades e representando o primeiro homem e primeira mulher, formando YHWH o tetragrama que não tinha pronuncia, mas tinha sentido de Yn e Yang, Yoni e Phallus. Essa é a origem do hierogamos. Na verdade o grito de Baco/Dionísio, "Io Evo He" vem do tetragrama.

O termo Jeová não é encontrado em nenhuma inscrição dos textos antigos. Trata-se de uma tradução moderna do mundo ocidental. Isso é apoiado pelos Teólogos Orientais e pelos Teólogos Ocidentais, como epíteto grego de Zeus, Jove, passou a ser usado como Javé (o J com som de i).

Um século antes da queda dos Hicsos, o faraó Maaibre Sheshi I (1.745-1.705 a.C) foi executado pelo próprio rei dos hicsos enquanto dormia. Ele era o faraó da época de José (Yahweh), primeiro filho de Jacó e Raquel. Os ossos de José são Yahweh.

Seu corpo morto veio de uma região do deserto sendo trazido por pastores chamados Shassu-Apiru que viviam no Egito na época da queda dos Hicsos, século XVI a.C, chegando no panteão cananeu como um desconhecido, foi acolhido na assembleia dos deuses de El e seus ossos foram assentados. Esses pastores reuniram a confederação que formam o povo israelita, do qual decidiram ser monolátricos, consolidando mais tarde uma divisão entre os judeus como monoteístas e os monolátricos, tendo a nova Canaã como primeiro regente, o rei Saul (cerca de 1.020 AC). Foram monolátricos porque cultuavam seu ancestral José como Yahweh. Os pais de José cultuavam El e todo panteão de El.

José em hebraico arcaico יוֹסֵף, significa "Yahweh” que se traduz por “aquele que acrescentará";

José em hebraico padrão é Yosef;

José em hebraico tiberiano; Yôsēp̄;

José em árabe: يوسف , transl. Yūsuf;

José em grego antigo: Ἰωσήφ Iōsēph;

Todos esses nomes significam “acrescentado”. Aquele que foi enterrado no templo de El e acrescentado a ele.

Posteriormente foi designado como Tzáfnat panéach que significaria "descobridor das coisas ocultas", porque em vida ele tinha sido um vizir, cargo conseguido após interpretar o sonho do faraó. O povo que passou 7 anos de fome, no segundo ano José deu uma terra egípcia pra eles morarem. É a mesma terra onde mais tarde nasceria Moisés, que seria pego no cesto pela princesa Hatshepnut. Elias, em gratidão pelas terras e por saber que José Yahveh foi o segundo homem mais poderoso do Egito abaixo do faraó, comandava os exércitos do faraó, começou a cultuar ele como seu ancestral divinizado. Elias então manda matar Jezabel e todos do sacerdócio de Baal El-Hadad. Os que sobraram migraram pra Síria, Grécia e África, fugindo da perseguição. É aqui que Elias altera o deuteronômio, proibindo o culto antigo, os oráculos e a necromancia. Ele criou novas leis que levaram seus judeus a perseguirem a antiga fé.

4 – os pagãos de hoje não foram ensinados a estudarem a verdade por trás do Mito e dos Fatos de Abraão, ao contrário, fomos ensinados a odiar tudo que era Abraãmico, por acharmos que o monoteísmo era o culpado pela perseguição e cisma com a antiga fé.

Os Wiccanos Gardnerianos conhecem esse mistério no terceiro grau, contido no BAM (Ye Bok of Ye Art Magical) que a partir da página 165 começa com o “Sigils Bael Agares”, sequenciando os demais segredos goéticos, que nada mais são do que o segredo da Arca da Aliança, que contem a Congregação das Estrelas, a Corte de El e Aserá, o casal que junto com seus 70 filhos formam os 72 nomes de Deus (aquilo que se chama por Deus é um conjunto de deuses). Na Torá consta: “No princípio Elohim criou tudo”, mas lembre-se que Elohim significa “deuses” no plural. Todos esses segredos estão no 6º, 7º, 8º, 9º e 10º livros de Moisés chamado Testamento de Moisés ou Chaves de Moisés, compilado dos Papiros Mágicos Gregos, sob o nome de Tsaurus.

Isso foi publicado uma dezena de vezes em séculos antes de Gardner, por De Claremont, Lawrence Sutin e Henri Gamach, e também por James A. Montgomery, por fim Aleister Crowley, constando também no livro Egyptian Magic de E. A. Wallis Budge de 1901 e no Shemhamphoras Salomonis Regis. Algumas práticas mágicas extraídas do Talmud se somam a esse material cabalístico, da qual Simcha (1880) parece ter explanado das publicações de um livreiro chamado Andrew Luppius que viveu em 1.686, que difundiu um tratado contendo os segredos dos nomes dos poderosos e antigos deuses, onde Shemhamphorash é o antigo nome tanático do tetragrama. Esse material havia sido traduzido pelo rabino Chaleb da Bíblia de Weimar, e continha as fórmulas da Kabalah Mágica, seguida da Bíblia Arcana Mágica Alexander de Scheible, que compõe os segredos cabalísticos dos Alexandrinos. Infelizmente eu não posso revelar aqui o sagrado nome acima de todos os nomes, devido ao meu juramento iniciático, mas qualquer leitor ávido poderá chegar nas conclusões que lhe cabe.

5 – Não, uma iniciação não cria uma bruxa. Em primeiro lugar a bruxa se reconhece bruxa e só depois ela parte em busca de sua família espiritual. No Testamento de Moisés há um rito chamado Rito da Monada, é um rito de iniciação onde você faz um pacto com a divindade para ganhar poderes, contrariando tudo e todos que sempre disseram que não existe auto iniciação.

Contudo, a iniciação como a conhecemos é um rito que depende da confiança, amizade e amor, para congregar juntos num mesmo grupo/família que acredita nas mesmas coisas, pois trata de um ritual de ordália onde você é posto a prova para vencer o medo da morte. Ao vencer o medo da morte pela fé você se torna “um de nós” e é recebido na congregação das bruxas, ou tradição espiritual que contém bruxaria. É um rito de passagem, que te faz prova para vencer o medo da morte pela fé, e ensina magia e os segredos de como manipular essas forças internas e externas através da alquimia das virtudes. Cada tradição tem seu próprio rito nos moldes próprios, mas todos guardam vínculo com as Chaves de Moisés dos papiros antigos, usado por Salomão.

O fato é que depois que Elias começou a perseguir a antiga fé, caçando os sacerdotes de Jezabel que sobreviveram, precisou-se criar os ritos iniciatórios para que o neófito provasse não ser um traidor contando para o exercito de Elias, pois com a nova lei criada por Elias o antigo culto estava proibido. Os papiros narram o porquê se devia queimar o livro de anotações afim de não ser pego já naquela época e a narração sustenta exatamente isso que eu falei.

Dessa forma, uma iniciação tem um porquê de existir e tem um para que serve depois e isso deve ser compreendido, para que não se fale tanto absurdo na internet, como vemos pessoas que nasceram ontem e já querem falar de bruxaria com propriedade. Elas não reconhecem que a sua arrogância cega-a para o papel que ela está “atropelando” os fatos e etapas, colocando na frente dos que vieram antes e caminharam mais.

6 – estudar os mistérios antes de qualquer iniciação é obrigação de qualquer bruxa ou bruxo, até porque tudo que existe sobre bruxaria já foi publicado. Não existem graus na Bruxaria tradicional. Os graus foram criados para as Ordens Mágicas e foram criados por eruditos para compor uma didática. A bruxa velha que morava na floresta não era erudita e não tinha didática. Ninguém nunca está preparado para entender os mistérios, pois é estudando eles que com o tempo a ficha vai caindo, a moral vai sendo lapidada, a importância dessa compreensão vai dando maior responsabilidade e maturidade. A iniciação é como um acidente, ninguém está preparado para ela e você deve ser pego de surpresa. O recrutamento na bruxaria é feito de dentro para fora, somos nós quem escolhemos convidar as pessoas que mantém vínculos conosco de amor, respeito, confiança e amizade. A palavra “acidente” significa “cair sobre”, a sabedoria, pois tudo trás lições na vida, só é preciso saber como enxergar. Ninguém nunca está pronto para estudar ou compreender os mistérios, é preciso ter um começo, estudando-os. Eu mesmo, depois de 20 anos de iniciado estou compreendendo alguns mistérios só agora.

7 - Há pessoas que rezam pedindo sabedoria e quanto aparece alguém mais sábio que ela e que por isso pode ensiná-la, ela não tem olhos para ver a resposta de suas orações e recusa. Saber pedir é uma dádiva, ser atendido é uma dádiva, é preciso enxergar a resposta das orações com humildade e gratidão, sem hubris, sem sombra, sem preconceito, sem discriminação porque é disso que se trata O Phallus sagrado do Ser enquanto sagrado masculino, que vem do sagrado feminino da Lalita Devi, a “I Sara Lilitu” antidiluviana. É preciso lembrar que a cobra se arrasta e olha de baixo para cima mostrando humildade, pois quem não aprende a se ajoelhar não fica de pé. A azeitona e a uva são massacradas antes de gerar ótimos vinhos e azeites maravilhosos. Essa etapa ninguém escapa. Saber que o ser humano brotou numa região chamada Acadia e que essa região antes do dilúvio era toda a terra que pegava desde a Síria, a Índia, as duas Arábias e o Egito, e que todas as rainhas antigas quando morriam eram desenhadas com asas e pássaros segurando o símbolo Shen, faz diferença e quando somos educados desde pequenos nesses mistérios se torna mais fácil, mas quando um adulto põe o pé nessas escolas é preciso se esforçar porque nem tudo seus mestres irão te contar. É por isso que você deve ser digno de carregar o nome dos seus ancestrais e mestres, caso contrário a própria egregora te coloca em outro rumo.

No final quem atravessa a porta é você e só você!

Espero ter ajudado a sua compreensão, porque os deuses só querem o nosso bem.

Possa a graça, a beleza, a lucidez, a bondade, a humildade e todas as virtudes estarem contigo nessa vida e na outra.

Por Cléber Lupino Haddad a.k.a. Set ben Qayin e muitos outros nomes.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Geomancia, Ifá e a origem das Bruxas

 



Bom dia pessoal hoje venho explicar e ensinar os significados das coisas, vamos explanar o por que as Iyamis ficaram tão temidas e discriminadas aqui no Brasil entre o povo de santo. Vamos ensinar um dos mistérios mais tradicionais que existe sobre bruxaria legítima e antiga, a qual se difundiu pelo mundo a fora.

Por isso peço Agô a todos com antecipação, pois vou revelar segredos explicados de fundamentos tradicionais que vocês não vão achar em apostilas nem em livros, desejo  Asé a todos porque meus sentimentos são de gratidão pela existência e, proclamo meu motumbá a todos porque respeito cabe em todos os lugares, pessoas e direções.

Você sabe o por que as bruxas são temidas, descriminadas e relegadas ao mal? A origem disso é o próprio povo do candomblé.

O culto tradicional africano se chama Esin Orisa Ibile, Isese Lagba, é o nome do culto que aqui no Brasil virou candomblé (arte de rezar) devido a diáspora.

No culto tradicional Esin Orisa Ibile, Isese Lagba fazemos a seguinte saudação:

Agboruboye Agbosise Agbòató!

Esses nomes também são usados para responder uma benção pedida.

Eu tenho visto muita gente de candomblé dizer que vai se purificar com pó, com osso, com incensos etc.. isso me causa uma certa estranheza, porque a raiz etimológica da palavra purificar remonta a raiz etimológica da palavra água.

Assim como as palavras batismo (molhar/banho), renascimento (depois de se banhar), ressurreição (ressurgir limpo), são todas palavras que tiveram origem nos remotos ritos de purificação dos povos antigos de todos os lugares do mundo.

Não se purifica nada sem a água e nenhum outro elemento tem poder de purificação.

As águas de Osùn são as águas (Amnióticas) do útero, que prepara a vida material para nascer e renascer. É o banho primordial antes da vida.

Então é errado dizer "vou purificar pelo fogo, pelo ar ou pela terra", porque isso denota o desconhecimento da matriz e da função de purificar de fato.

Os ritos de Acqua Februa (banhos de água quente) dos Etruscos foram aprendidos com os egípcios africanos do mundo antigo e estão ligados equinocialmente ao meio do verão, mais tradicionalmente ao mês de fevereiro. Os etruscos foram chamados de povos do Mar que invadiram o Egito, eles eram hábeis navegantes e os papiros mágicos estão cheios de segredos deles.

Todos os símbolos dos elementos tiveram origem na Geomancia, onde o elemento água é representado pelo símbolo triângulo com a ponta para baixo. Esse é o esquema formador dos símbolos dos Odú e são Méji (duplos) porque fazem referência ao seu duplo etérico (seu eu que está lá em cima).

A própria palavra "origem" é formada de Ori (consciência) + gem (genis/raiz).

Orisà significa fragmentos de consciência e eles são forças da natureza porque são divisões da grande sabedoria Criadora, a Serpente Mãe que chamamos Olodumare.

Sempre que tiverem necessidade de purificar algo, lave, dê um banho com ervas ligadas ao intento a ser alcançado.

A Geomancia nasceu na Arábia Saudita de acordo com Fatumbe e, na era de Salomão com a rainha de Sabá foi divulgado de acordo com os dados históricos. É um Oráculo da Terra-Mãe de uma era matriarcal, que posteriormente foi retomado pelos homens árabes, assim como Urim e Tumim é o nome dado a um processo de adivinhação utilizado pelos antigos israelitas para descobrir a vontade divina sobre determinado evento. É uma expressão proveniente do hebraico e significa “luzes” e “perfeições” e soa como sim ou não. Segundo a visão judaica, Urim e Tumim remontam ao Sumo Sacerdote de Israel da antiguidade. Esse oráculo também é derivado da geomancia.

Em sua origem geomantica o símbolo da água é um triângulo com a ponta para cima. Quando esse conhecimento chegou na África subsaariana, os africanos aperfeiçoaram o sistema mudando o símbolo do ar e da água, aonde um era com a ponta para cima mudou para ponta para baixo. Então na Geomancia o ar é o elemento com a ponta para baixo e água é com a ponta para cima.

No sistema de Ifá ficou ao contrário. A água passou ser representada com a ponta para baixo.

Os elementos fogo e terra se mantiveram iguais.

Os Gregos em contato com Egito e África criaram a palavra Profeta e isso está relacionado à Ifá que é um sistema, não uma divindade. A divindade é Orunmilá.

Do grego "prophetes", esta palavra, etimologicamente, é constituída pelas raízes pha ou phê, que significam falar, e pelo prefixo pro, antes. E foi assim que surgiu tudo sobre o oráculo Geomancia, cujas casas femininas possuem quatro mães que são referencias às quatro matri-arcas do pós dilúvio, sendo elas a esposa de Noé, e as três esposas de seus filhos, tornando o escudo geomantico a própria arca de Noé. Com torrões de terra lançados ao chão podia contar os pontos que eram gravados ou tefados da direita para esquerda em quatro linhas horizontais. A Geomancia é tão antiga que ela antecede a criação da astrologia, sendo essa última um espelho do que está embaixo e vice versa.

Todos os povos antigos narram a importância da supremacia do espírito sobre a matéria e é sob essas premissas que se consultavam um oráculo, para saber a vontade dos deuses afim de que se possa consertar as coisas aqui na terra e produzir um alinhamento entre essas energias, ficando assim em paz, o que por si só gera felicidade. É o que os adeptos da frequência Hertz chamam de ponto zero quântico.

A geomancia fala de um ego aqui na terra e outro no céu. São os duplos etéricos, por isso são na língua Yorubá, Méji.  

Os 16 Olo Odus, ou Olodus, tem uma divisão interessante.

Do 1 ao 11 os itans narram histórias puramente Africanas de berço, das terras Yorubás, sem influência de outros povos. É puro de origem.

De 12 a 16 os itans narram histórias mescladas com a invasão islâmica na África, onde até mesmo os sacerdotes mulçumanos vão se consultar com os profetas de Ifá.

Já vou contar pra vocês uma história sobre a origem das bruxas Africanas (As Ajés) contidas num Itan de um dos Odus de Ifá, e desmistificar o porquê elas ficaram tão temidas aqui no Brasil e no mundo, bem como vou contar a imensa importância Delas no plano esotérico e para o entendimento de todas as feiticeiras que louvam as divindades africanas ou não africanas.

O Odú é o 12 na ordem de Ifá, de nome Òtúrupòn Méji.

Dentre vários itans desse Odú, um deles é esse que fala da origem da bruxa e do ser humano. Possui um entendimento esotérico para iniciados que é oral, mas causou confusão quando essa história foi copiada pelas apostilas iniciaticas de pessoas que buscaram iniciação na África e voltaram para seu país de origem, esquecendo-se da explicação oral sobre esse Itan.

Sendo assim, a parte escrita ficou sujeita a interpretações diversas enquanto a parte oral foi esquecida ou desconhecida da maioria no ocidente.

O Itan em si escrito, diz:

 

- A Feiticeira e o Ser Humano -

 

 - O Pààká, mascarado com um caroço nas costas,

Pegou quarenta cauris do chão."

Foi divinado Ifá para a Feiticeira. Foi divinado Ifá também para o Ser Humano.

Ambos foram alertados para fazer sacrifício,

A Feiticeira falou que sempre que ela viesse a Terra,

Ela destruiria a obra dos Seres Humanos

O Ser Humano também disse que sempre que viesse a Terra,

Faria tudo que lhe desse prazer.

Foi solicitado a ele também que fizesse sacrifício,

Mas, ele recusou-se a fazê-lo.

Quando os dois chegaram a Terra,

Se o Ser Humano produzisse uma criança,

A Feiticeira matava a mesma.

Todas as coisas pertencentes ao Ser Humano

Eram estragadas pela Feiticeira.

Então, o Ser Humano voltou para o seu sacerdote de Ifá,

E fez o sacrifício que ele havia negligenciado.

Foi dito que ele fizesse Egungun.

Ele então, vestiu-se de mascarado,

E começou a cantar usando a linguagem indireta contra a Feiticeira.

Ele disse que foi exatamente como seus sacerdotes disseram.

O Pààká mascarado, com um caroço nas costas

Pegou no chão quarenta cauris.

Foi divinado Ifá para a Feiticeira,

E também divinado para Ser Humano;

Quando ambos estavam vindo do céu para a Terra.

Esta é uma Feiticeira,

Apesar da forma de Ser Humano.

A Feiticeira não deixa o Ser Humano descansar. -

Agora vamos para a explicação de Tradição oral que não consta nas apostilas:

A feiticeira é um ser consciente que ao vir para a Terra se lembraria de quem é e de onde veio em algum momento de sua vida terrena, não tendo sobre ela os efeitos do ego material e sim somente do ego espiritual (seu duplo), portanto para corrigir alguma situação o símbolo geomantico formador do elemento que fica nas duas linhas terrestres deve ficar igual aos de formação celestes, pois nada acontece com você aqui na terra se não acontecer primeiro com o seu duplo etérico lá em cima no éter. Assim sendo, se o que está acontecendo com o seu duplo etérico é algo horrível, a correção e alinhamento será tomada, formando os Omo-odus. Dessa forma um corrige o outro e ambos se alinham, pois na ordem de chegada dos elementos, primeiro foi criado o fogo, depois o ar, depois a água a qual fica em cima da terra. É nessa ordem que as coisas são criadas de acordo com os princípios da geomancia. Dessa forma se um Odú é feito de Água sobre Fogo, lembra uma serpente com duas cabeças fazendo referência ao fragmento de consciência chamado Dan-Oxumare e sua história é contada nos Itans mencionando seus poderes positivos e negativos, gerando assim os sacrifícios a serem feitos para alinhar ou corrigir o intento necessário.

Quando se fala de Méji estamos a falar do duplo etéreo de nossos pares espirituais, sendo que um é você aqui na Terra e o outro é você lá no éter e de certa forma isso é um trabalho de ego. Nada acontece com você aqui embaixo se não acontecer primeiro com seu duplo lá em cima. Por isso a Ori é de tamanha importância. Sem a Consciência de quem se é nada flui.

A Tábua de Esmeralda já falava sobre isso quando diz: “o que está acima é igual ao que está abaixo”. Tudo isso veio da geomancia que é o primeiro Oráculo da Mãe-Terra que existiu. De acordo com Pierre Riffard o culto da Terra-Mãe foi iniciado há 35 mil anos (dados arqueológicos), mas como tudo na vida mudou após o dilúvio, a era Matriarcal mudou para Patriarcal, sobrando resquícios do antigo Oráculo geomantico através das subdivisões dele, pois não só existe Ifá no mundo, mas sim existem coleções de oráculos iguais a ifá no mundo todo, porém, alguns sem o aperfeiçoamento africano, quanto outros preencheram essas lacunas com seus próprios contos aborígenes de seus terras natais.

Os Odus vêm com o propósito de corrigir e alinhar as coisas entre as partes para que a vida flua, por isso são portais de energia celeste e terrestre, pois eles vem do Céu para a Terra, mas como a geomancia foi criada antes da astrologia, é possível que o sistema de ifá tenha sido criado depois da consciência de descobrimento da astrologia árabe. Se essa última possui 7 mil anos, ifá não tem mais que isso, contudo não deixa de ser muito antigo.

No Itan a feiticeira destrói tudo que o ser humano constrói porque ela sabe que não somos daqui e construir coisas aqui é algo passageiro e, portanto não faz sentido construir algo banal feito com ego, e sim devemos lembrar quem somos e de onde viemos reverenciando os nossos Ancestrais.

É por isso que, quando o ser humano veste a roupa de egungun a feiticeira se alegra e para de perseguir o ser humano. Ela vê que ele está reconhecendo a ancestralidade e por isso está no caminho certo. A ancestralidade parece ser o ponto de partida para se estar no caminho correto em todas as religiões tradicionais do passado.

Ela não teme egungun como muitos querem fazer parecer esse mistério, mas sim ela o adora por ser a representação física da ancestralidade vinda do Orun ou da estadia nele. Perceba que espírito e consciência são duas coisas diferentes. Primeiro é criado o espírito e só depois é colocado nele uma consciência, A Ori. Corrigindo alguns babalawós, Ori é uma palavra feminina, por tanto o artigo “o” é inválido, devendo ser pronunciada A Ori.

Aqui no Brasil essa explicação ficou totalmente desconhecida porque os babalaxés, iyálaxés, babalawôs, babalorixás e ialorixás se atentaram somente no que ficou escrito no Itan das apostilas que foram reproduzidas em diversas escalas nacionais, sem levar em conta a consultoria oral de cunho iniciático. Daí passaram a temer tudo que se diz sobre bruxas/feiticeiras e começaram a orientar as pessoas a pararem com Bruxarias, o que em si não faz sentido algum, desde que o próprio culto de Ìyámí é bruxaria pura que se mantém original até hoje. Soma-se ao medo imposto pela igreja cristã e pronto, as iyamís e as Ajés tornaram-se fonte do mal e do medo, mas vejam que isso se deu por puro desconhecimento da oralidade esotérica africana e preconceito cristão.

Iyamís significa minhas mães e é uma referência ao elemento ar e aos pássaros que voam no ar, especialmente os que são carniceiros. A sociedade de Iyámí na África são três em Egbé-Orun (grupos celestiais) (Funfun, Pupá e Dudú) sendo especificamente a branca, a vermelha e a preta, responsáveis pela Justiça, manutenção e Ordem no mundo criado. É devido à elas e a esse culto que a Deusa tem três cores, pois esse antigo culto chegou á Europa antes da época dos romanos, pois foi da cultura Minóica que partiu para o cume do mapa e lá tomou formas adequadas à reverencia local de sua cultura. Não é a toa que o Berço da Humanidade é a Africa.

Elas participaram da criação do mundo e por isso receberam de Olodumare o poder de reinar sobre tudo. Todos os feitiços e magias passam pelo crivo delas. Se essas senhoras não admitir um feitiço feito, seja por merecimento ou não, o feitiço não passa e não acontece. É um culto tão perigoso quanto o culto de Obatalá, pois ao mexer com essas energias sem o devido conhecimento, ao invés de você atrair as bênçãos das grandes Senhoras ancestrais, você acaba atraindo o ódio e a fúria delas sobre si mesmo. Para conhecer como se lida com esse culto tem que ser iniciado no culto tradicional de Osùn em Ọṣun-Oṣogbo na África e pactuado com Iyámí Osòrongá. Há diversos tipos de pactos nesse culto e todos, inclusive o propósito da iniciação deve ser regido por um Odú em consulta de Ifá pelas Ajés nos Ibos de caurís, no jogo de Obi ou por indicação real de um Babalawó, mas com aprovação delas. Em outras palavras você tem que ser escolhido!

Conhecer o Esoterismo oral que está por trás dos escritos é fundamental para se construir o caráter. Sem Ori não tem caráter. Sem ancestralidade reconhecida não tem Ori. Assim o culto de quem tem útero foi o primordial porque todo mundo nasce de uma mãe. Os homens nesse culto são os Osò (bruxos) coadjuvantes das Ajés da criação, mas toda honra é delas, as mulheres sagradas, temidas, são perigosas porque possuem o poder da criação dado por Olodumare e elas participaram da criação do mundo. É o primeiro culto feminista que existiu ainda que o termo feminista não tenha sido usado na época porque ainda não tinha sido criado o termo.

Então entenda que:

Ori é a Consciência, não a cabeça, mas ambos estão ligados metafisicamente.

Orisá é fragmento de Consciência.

Iyámí é Minha Mãe Ancestral.

Iyámí Osòrongá é Minha Mãe Pássaro ancestral.

Esù é o único que pode ir até elas e voltar, fazendo a comunicação entre esses mundos e negociando os acontecimentos.

 

Um grande beijo e abraço a todos, espero que com esse artigo eu tenha cooperado com o conhecimento de vocês e que isso sirva para quebrar preconceitos, conscientizando cada coisa em seu lugar, de forma que desmistifique o medo infundado e fortifique o respeito a ser doado para com essas Senhoras.

Que Exu e as Ìyámís abençoe todas as Oris que fazem Oriki e Adurá, a todos vocês.

Ire-o!

Esse artigo foi escrito por Osóològbóni Omofá Lati Oyá Osungbemi

Ti o tele ihuwai-Iwá ti, Kabiyesi Oba Adekunle Aderenmu, que estuda, pratica e presta homenagem ao Esin Orisa Ibile, Isese Lagba.

 

 

 


quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Saga e a origem das bruxas

 



Saga e a origem das bruxas

Por Sett Lupino e Aradiana Lupino.

Muitos se perguntam quem iniciou a primeira bruxa?

Nesse artigo trazemos todas as informações e um pouco mais a todos vocês. Claro, não pretendemos esgotar o assunto, mas hoje, contribuir.

Saga era a denominação dos romanos às bruxas e feiticeiras e, também para as vacas.

Na Roma etrusca, até meados do século III d.C., os romanos chamaram a bruxa, de Saga, a senhora do vaticínio e veneficium (em grego Pharmakis) que era proficiente nas artes de Galeno, médico romano nascido em Pérgamo (região da antiga Tróia na Anatólia).

Saga é uma bruxa e uma deusa bruxa. Ela é quem pisa sobre a cruz e a serpente, mantendo um pé em cada um, como símbolo da sabedoria nos caminhos e dos caminhos.  É ela quem apazigua os lobos e, é ela quem solta os lobos contra os inimigos. Os lobos são os únicos com autorização dos Nove deuses que controlam os raios, para punir e, são eles quem faz a ponte entre os mundos e favorecem qualquer julgamento dos mortos para decidir qual será a alma que viverá novamente e qual sofrerá a morte eterna. Os lobos de Saga são os arcanos da própria Trufa e do Visco. Ela é a rebeldia e a juventude inocente do Visco que nega o pacto juramental que põe em risco a vida de Baldr. Ela é a morte e o renascimento guardados na Trufa mágica da criação, a qual também lhe fornece poderes visionários e oraculares, de vaticínio e veneficium. Enquanto Bruxa ela detém a sabedoria da Deusa Strenia se mantendo sábia e humilde e, enquanto Deusa ela se funde no mito de Frigga e é visitada por Óðinn em seu salão no submundo.

Saga precede a moderna palavra Strega a qual só conservou o sufixo “ga”. O prefixo “Sa” é oriundo de “Śa” se pronuncia Xá na língua etrusca e significa o número quatro. Isso demonstra que Saga pode ter desenvolvido e exercido suas artes nos meandros do festival romano Quinquatro, local onde havia um santuário etrusco-romano de Menrva (Minerva Médica romana) na colina do Aventino que, segundo Graf, era um ponto de reunião das guildas de artífices, poetas, médicos e atores, todos eles artesãos cujo símbolo era a coruja e o lobo.

O culto de Minerva era associado ao de Marte e seu maior festival era o Quinquatro, um festival de artesãos. Assim como a grega Atena era chamada de Higieia entre os gregos, um importante atributo de Minerva era o ligado à cura, chamando-a de Minerva Strenia, A Medica, epíteto que se disseminou por todo o território romano.

Ainda de acordo com Graf, há uma única função de Minerva que parece ter sido especificamente romana: a Minerva curadora, Minerva Medica. Mesmo que possa ter havido uma ligação com a Atena Higieia, houve uma mudança na ênfase: enquanto que Atena Higieia é uma protetora estática da saúde, Minerva se tornou uma curadora ativa, uma médica. Através da expansão romana para o norte Atena/Minerva foi sincretizada com deidades celtas, como Belisama, Sulis, Brighid, Brigância, Dona e até mesmo Frigga em seu aspecto de volva. Os Africanos a relacionaram com a Ori.

Na Guerra, a etrusca Menrva adotava o título de Bellona, absorvendo as gregas Sacmis e Enio e, as egípcias Ankt, Doktem e Sekmet. Nas artes da cura, Menrva adotava epíteto de Strenia, a deusa da cura.

O Templo de Minerva Médica era similar ao Templo de Apolo Medico, por isso alguns autores de estruscologia fizeram confusão ligando Apulu à Śuri e, por desconhecerem que a etimologia de Śuri é Princesa, uma vez que os etruscólogos desconhecem o conteúdo da tradição religiosa das Stregas. Esses templos eram templos da Roma Antiga, construído no Monte Esquilino durante o período republicano.

Desde o século XVII eles têm sido erroneamente identificados com as ruínas de um ninfeu nas vizinhanças, por conta de uma impressão equivocada de que a Atena Giustiniani teria sido encontrada lá.

Na posição nos catálogos regionários, entre o Campo Viminal e o Templo romano de Ísis Patrícia, aponta para um local na porção norte da Regio V. Porém, centenas de oferendas, incluindo uma na qual se atesta a existência do templo, foram descobertas na Via Curva (a moderna Via Carlo Botta), a oeste da Via Merulana, como sendo um possível local para o templo. Algumas paredes de tufo, que lembram trincheiras rituais conhecidas como favissas (favissae), também foram encontradas no local.

Saga, ligada a Minerva, pode ter sido a origem da moderna palavra Strix latina, senão vejamos:

Em italiano coruja é Gufi (plural) Gufo (singular) e também Civetta, sendo que todas se referem as corujas como aves de rapina, mas Civetta é conhecida na Itália como Athena Noctua (mocho galego) e Athene cunicularia (coruja buraqueira), ambas da ordem Strigiformes que possuem quatro notas guturais agudas e, estão divididas em duas famílias: Tytonidae e Strigidae.

Segundo o mito romano, Saga era uma mulher simples e sábia que atendia toda a população que a procurava, pois ela conhecia as rezas, benzimentos, conjuros, rituais, ervas e plantas medicinais e ainda foi a reveladora do oráculo de Śuri (Śuri significa princesa na língua etrusca e se refere ao título de Phersipnei, portanto os autores que ligam a palavra-título Śuri ao deus Apulu (Apolo) estão equivocados). O termo Śuri também gerou Sara na língua hebraica.

Saga também é uma deusa proto-germânica a qual os etruscos se referiam a ela como Gaulateia na Sicilia, conhecida pela etimologia do Alto Alemão e, nórdica, podendo ou não estar ligada a Galatéia Nereida dos gregos.

Saga é identificada como Frigga, uma Ásynja volva que também é chamada Frige, Frija, Fricka, a rainha dos Æsir e deusa do céu e do clã das Ásynjur, conhecida como deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas, da magia e da caça selvagem. Ela é a deusa da história e a que fornece sagacidade e argúcia, a senhora das tradições orais e da inspiração ovática.

No caso grego, Afrodite atendeu as preces de Pigmaleão dando vida a estátua esculpida por ele, por quem estava apaixonado. Nessa acepção, Saga/Frigga/Afrodite pode fazer sentido se você compreender que Afrodite detém muitos atributos de Frigga, pois Afrodite era como os gregos chamavam a original Astarte Fenícia, a senhora dos céus, da Terra, do Mar e do Submundo, da união entre os seres, equivalente a babilônica Ishtar e da Suméria Innana. Lembro ainda que no mapa antigo havia uma cidade com o nome de Ashtoreth ao norte da Arábia.

Ela tem o poder da profecia embora não diga tudo que sabe. Suas assistentes eram Eir, a médica dos deuses e deusa da cura, junto com as demais assistentes de Frigga, Hlín a deusa da proteção, Gná a deusa dos mensageiros, e Fulla a deusa da fertilidade. Frigga era esposa de Óðinn, o qual também era chamado de Godan, Wotan, Othinus, Vôdans, Ouvin, Wuodan, Wuotan, Guodan  Wêda, Vut, Watan, Navutan, Wuot e Wōdanaz por toda região da Germânia.

Óðinn é detentor de tantas virtudes que recebe o aposto de “pai da magia” e senhor dos Lobos, demonstrado no Hávamál (parte IV), tornando-se senhor do hidromel da poesia, o licor mágico que profere vaticínios e nas iniciações Odínicas até hoje são usados os termos “zu Odin fahren”, para mandar você pro diabo, uma forma de dizer que você está recebendo os segredos das runas.

Ambos eram sopradores de Völuspá (fôlego/ânima) em todos os nascimentos. Como Volva e talvez Musa, ela inspirava fôlego em todos os poetas no mundo, o que permitia que eles recebecem a inspiração necessária para registrar as Sagas da história mundial, como o Vôluspá (A Profecia da Vidente), Grípisspá (A Profecia de Gripir). Diz-se que ela contava todas as histórias porque tinha do poder oracular de saber tudo, inclusive todas as sagas nórdicas foram possíveis de se conhecer devido a inspiração dela, tal como Saga de Hervör ou Saga de Hervarar gravadas no manuscrito medieval islandês Hauksbók.

Saga significa o que é dito e revelado, como Sagas dos Reis, Sagas Familiares e Sagas Heroicas ou Legendárias, e as sagas mais popularmente conhecidas são Egils saga, Gísla saga, Hrafnkels saga, Njáls saga, Laxdæla saga, e Grettis saga. Ela é a própria história registrada.

No völuspá inni skamma, Stanza (verso 5), está revelado que, “Todas as Völur são descendentes de Vidólfr, Todos os Vitkar são da raça de Vilmeid, Todos os Seiđberendr são descendentes de Svarthöfdi, e Todos os Jötnar vieram de Ymir.”

 

Völur é a expressão para profetiza em feminino. Vitkar é a expressão para bruxo em masculino. Seiđberendr é a expressão que é usada para quem é inter-sexos. Podendo ser entendido como o bruxo/bruxa transgênero. Por fim, os Jötunar é o plural de Jotun (os gigantes) os Deuses primordiais do qual tudo nasceu e tudo voltou ao pó. Podendo ter equivalência com os Titãs greco-romano, pois, como todos sabem, os nórdicos e os etruscos eram próximos e ambos tinham contato com os gregos.

Curiosidades:

O dicionário da Língua Portuguesa fez a tradução de Saga, como feiticeira, contadora de histórias. A palavra etrusca Phersipnei, gerou a raiz etimológica para a palavra Phersus, e Perthō. Phersipnei em Latim romano é Prosérpina, palavra que gerou prosa e saga, sagacidade, argúcia. A Argúcia também provinha da manteiga que era preparada para passar na cabeça e entre os cabelos, é interessante se olharmos isso pela ótica do Igbá Ori que também utiliza a manteiga de Karité no assentamento. Minerva como a Ori, A consciência divina, nasceu da cabeça de Júpiter, após o trabalho de transformação do deus ferreiro Vulcanus. Minerva é a própria consciência divina do Self e quase todo trabalho bruxo nasceu dessa experiência mágica.

Phersus é máscara, gerou o nome Perseu e Perthō que é uma runa que é transcrita também nas formas Perþō ou Perþrō,  Perthō ou Perthrō, é a décima quarta runa do Futhark e a sexta da família Hagalaz. Ela é precedida por Eihwaz e seguida por Algiz. É nomeada Peorð 'em anglo-saxão e o seu uso foi abandonado na versão abreviada do alfabeto rúnico em uso na Escandinávia, de forma que não há nome no nórdico antigo, isso pode ter contribuído com a teoria etrusca da origem das runas, e mais tarde foi descrita no poema rúnico anglo-saxão. A Itália não era um país unificado até o século XIX, todos entravam e saiam, ou transitavam convenientemente desde eras remotas e todos os povos se encontravam entre si na Itália. De Roma pra cima a Itália é céltica. De Roma para baixo a Itália é originalmente Helenística, porém as duas culturas se fundiram com o passar do tempo.

O Codex Vindobonensis 795 dá o nome de uma letra correspondente no alfabeto gótico como pertra, restaurado em gótico como perþra, Perþō ou Perþrō é a forma reconstruída para o proto-germânico a partir desta correspondência; o significado desta palavra não pode ser determinado, o de seus supostos descendentes já sendo obscuro tanto no gótico quanto no inglês antigo, mas como o glossário etrusco aponta a raiz etimológica de Perthō como tendo vindo do nome etrusco Phersipnei, podemos compreender que a máscara usada no submundo traz alegria após a morte, uma vez que essa deusa é regente dos mistérios eleusínios da vida, morte e renascimento, senão vejamos:

Esta runa originalmente registrava o som [ p ]. O inglês antigo tinha uma modificação desta runa chamada cweorð para notar o som [ k w ]. Ele encontra um paralelo exato no Codex Vindobonensis 795, que cita o nome de uma letra gótica chamada qertra (restaurada em gótico na forma qairþra), que notou um som da mesma natureza. Além disso, o Poema rúnico anglo-saxão apresenta o seguinte:

ᛈ ​​Peorð byþ symble plega e hlehter

wlancum [no meio], ðar wigan sittaþ

en beorsele bliþe ætsomne.

 

Que na tradução francesa se traduz em:

Peorth é festa, diversão e risos

para os adultos, onde os guerreiros se sentam

juntos na sala de cerveja, felizes.

Essa cerveja poderia muito bem ser bebida no submundo, senão vejamos:

Na saga Grimnísmál, Óðinn é retratado visitando Saga em sua habitação Sökkvabäck (que significa "afundar/submundo"), o que sugere que Frigga toma o nome Saga para usá-lo no submundo, no salão dos barcos naufragados, onde eles bebem em seus vasos de ouro. De acordo com Snorre, ela é um ser independente que fazia parte da santa irmandade de Asynjor, o que a liga novamente a esposa de Óðinn, Frigga.

Veja na lista abaixo como se escreve Saga em cada língua:

Alemão : Sage

Árabe : ساجا

Asturiano : saga

Bielorrusso : сага (sága)

Bósnio : saga

Búlgaro : сага (sága)

Checo : sága

Chinês : 萨迦

Coreano : 사가

Croata : saga

Curdo : ساگا (ku), saga

Dinamarquês : saga

Eslovaco : sága

Espanhol : saga

Esperanto : sagao

Feroês : søga

Finlandês : saaga

Francês : saga

Grego : σάγκα (saga)

Galego : saga

Georgiano : საგა (saga)

Holandês/Neerlandês : saga

Húngaro : saga

Inglês : saga

Islandês : saga

Italiano : saga

Japonês : サガ (saga)

Leonês : saga

Lituano : saga

Occitano : sagà

Polonês : saga

Romanche : ditga (falado na Suíça, Áustria e Itália como dialeto Rhomá);

Romeno : saga

Russo : сага (sága)

Sérvio : сага (sr), saga

Tártaro da Crimeia : saga

Turco : saga

Ucraniano : сага (saga)

Vietnamita : xaga

 

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