terça-feira, 14 de março de 2023

O PODER DA BRUXA - O QUE NÃO TE CONTARAM?

 


O que todo(a) Bruxo(a) pagão deve saber antes de tudo?

 

Fomos criados em uma sociedade ocidental que está apartada dos mistérios do oriente e, por isso a dificuldade na compreensão dos mistérios é muito alta.

Também não pensamos como os orientais. O mundo ocidental criou uma espécie de pensamento que distancia cada vez mais o segredo antigo do oriente.

Poucas bruxas dão valor a Helena P. Blavatsky, mas ela já dizia:

"A psicologia moderna faz o caminho contrário da psicologia antiga. A antiga avaliava primeiro a alma para depois analisar o fisiológico, enquanto que a moderna avalia primeiro o fisiológico para só depois avaliar a alma".

Isso porque Freud desconhecia a alma egípcia, as oito partes do pássaro sagrado.

Mas, que o teu mestre ou mestra não te contaram? Bem, não os culpem, porque talvez eles não saibam disso tudo ou talvez eles tentaram te contar e você não deu ouvidos na época. Eu relacionei alguns tópicos que a grande maioria dos bruxos e bruxas desconhecem e que considero importante estudar para uma boa compreensão da sua própria jornada na vida e também dos antigos mistérios. Vamos lá?

 

1.   DIFERENÇAS ENTRE POLITEÍSMO, MONOTEÍSMO E MONOLATRIA.

2.   QUEM FOI A PRIMEIRA DEUSA TRÍPLICE E PORQUE O CULTO DELA SE DIFUNDIU?

3.   QUEM DE FATO FOI O VERDADEIRO DEUS TOMADO COMO DIABO E QUEM REALMENTE FOI YAHVEH?

4.   PAGÃOS NÃO ESTUDAM COISAS ABRAÃMICAS E POR ISSO DESCONHECEM OS FATOS HISTÓRICOS.

5.   QUAL É A RAZÃO DE UMA INICIAÇÃO EXISTIR? POR QUE FOI CRIADA E PARA QUE SERVE DE FATO? UMA INICIAÇÃO PRODUZ UMA BRUXA?

6.   ESTUDAR OS MISTÉRIOS SEM ESTAR PRONTO PODE PREJUDICAR?

7.   SABER ENXERGAR A RESPOSTA DE SUAS ORAÇÕES E RECONHECER O SAGRADO MASCULINO.

 

RESPOSTAS:

 


1 – Fomos criados para odiar o monoteísmo sem saber o que ele realmente significa.

Monoteísmo é a preferência de um deus entre vários. Quando você é iniciado para uma divindade você tem preferência à ele, bem como tem o vínculo e a obrigação sacerdotal para com essa divindade, sem excluir os demais deuses dos panteões. Isso aconteceu com Abraão que era sacerdote de El (esposo de Aserá).

Monolatria é a completa exclusão de todos os outros deuses e panteões em favor de um único deus. Isso aconteceu após Yahveh ter sido enterrado (assentado) no templo de El, fundindo-se com ele. Foi com Elias, que, depois da morte de Yahveh, Elias começa alterar o deuteronômio e cria dois embustes contra Jezabel que era Alta Sacerdotisa de Baal El-Hadad, irmão de Inanna e filhos de El com Aserá. Ao estudar os embustes criado por Elias, deve-se também estudar a corte de El conhecida como Congregação das Estrelas, que mais tarde iria inspirar a existência do Olimpo Grego. Formada por 400 sacerdotes de El e 400 de Aserá + 50 de Bael-Hadad.

O Ciclo de Baal = envolve vivencias onde Baal El-Hadad é tido como Hadad no céu (senhor das tempestades, raios e trovões da fertilidade), Haddu no submundo como senhor da morte e renascimento, e Baal-Sidom na cidade de Sidom. Esses mistérios quando vão para a Grécia formam Zeus no céu, Hades no submundo e PoSidom no mar, mas todos eles são Baal El-Hadad, apesar dos mitos gregos narrar que são irmãos, até porque são formados de cultos de cidades diferentes com o mesmo deus.

Politeísmo era a religião da massa, sem compromisso sacerdotal ou iniciático.

2 – Lalita Devi, a flor da Jóia feminina, uma deusa Hindu, a mais antiga e primeira, mãe do Branco, do Vermelho e do Preto, bem como de todas as cores e do mistério da criação. Possui 1000 nomes que não se repetem. Os judeus a chamaram de Lilith. Ela é a Alma de Aserá! Seu culto viajou com suas sacerdotisas nas antigas Índias. As antigas Índias era os territórios que hoje são sul da India, Iemen e Eritréia. No Iemen, que é a terra de Sabá essas senhoras ocuparam o trono em uma sequencia de sucessão. Houveram várias rainhas de Sabá. A mais famosa é que teve um filho com o Rei Salomão e que fundou o culto dos Chrestianos em Yemrehana Krestos, local onde Jesus foi treinado como um Krestos. Sim, ele não ficou perdido no deserto dos 12 aos 30 anos. Tem que conhecer a história secreta desses fatos senão você não arredonda os fatos históricos.

Na Arábia Feliz, o Iemen, Lalita Devi se torna o culto das deusas do destino, Elat, Manat e Al-Uzza. Elat é conhecida pelo culto de Geledé africano como ÈLA a grande serpente do culto de Iyamí.

Al-Lat – (Elat) Conhecida em muitos outros nomes como LatLatan e outros nomes, da palavra semética "Elat", que significa "Deusa", é uma deusa mãe. Deusa provavelmente mãe terra e mãe da criação.

Ela também é uma deusa de proteção e também protetora dos animais selvagens, em uma oração a ela, ela foi convidada a proteger a pessoa do "destino" ou a reduzir seus efeitos, embora a oração mencionasse que, de qualquer maneira, não há como escapar do destino. Al-Lat também é uma deusa da fertilidade.


Manat - Também conhecida como Manawat e outros nomes, é a Deusa do "Destino". e associado à "morte".

Al-Uzza - É a bela Deusa da guerra e da proteção, seu nome significa "A Poderosa" do Poderoso", por que El e Al são significações de O Poderoso, mas enquanto Al é usado na Arábia Feliz, o termo El é usado na Arábia Saudita. Há outros deuses e deidades também em seu culto e hoje esse culto está sendo revitalizado sob o nome de Wathanismo.

Aserá na Arábia Saudita, especificamente em Canaã, era a árvore e a floresta que comportava todas essas deusas. Sem floresta, sem culto de Aserá!

Assim como uma artéria rompida deixa de irrigar o cérebro, a placa tectônica que formou o dilúvio na região do Mar Negro (único local onde teve dilúvio) deslocou os ligames que hidratavam as florestas por baixo do solo. Foi dessa forma que o deserto surgiu, as florestas de Aserá morreram e as sacerdotisas dela foram obrigadas a migrar para outras regiões do planeta onde ainda haviam florestas. Dessa forma também o deus Hadad, que no Egito é o deus Set, O Vermelho, antes um deus bom, se torna senhor do deserto que mata o Pharaó e sua população de fome, dando origem aos mistérios de Osiris.

3 – Baal El-Hadad foi um deus bom e sua sacerdotisa mais conhecida foi Jezabel. Todos os sacerdotes e sacerdotisas comiam da mesa de Jezabel. Na congregação das Estrelas, Jezabel desempenhava um papel extremamente importante porque além do Reino, como rainha, ela tinha de prover tudo e todos. O sacerdotado de Baal El-Hadad foi contra José filho de Jacó ser enterrado ou assentado nas terras de El, assim Hadad se torna inimigo de Yahveh (José filho de Jacó). Por tanto, Hadad é o primeiro diabo da história.

A união do casal divino foi representada pelas insígnias YH+WH dando origem as polaridades e representando o primeiro homem e primeira mulher, formando YHWH o tetragrama que não tinha pronuncia, mas tinha sentido de Yn e Yang, Yoni e Phallus. Essa é a origem do hierogamos. Na verdade o grito de Baco/Dionísio, "Io Evo He" vem do tetragrama.

O termo Jeová não é encontrado em nenhuma inscrição dos textos antigos. Trata-se de uma tradução moderna do mundo ocidental. Isso é apoiado pelos Teólogos Orientais e pelos Teólogos Ocidentais, como epíteto grego de Zeus, Jove, passou a ser usado como Javé (o J com som de i).

Um século antes da queda dos Hicsos, o faraó Maaibre Sheshi I (1.745-1.705 a.C) foi executado pelo próprio rei dos hicsos enquanto dormia. Ele era o faraó da época de José (Yahweh), primeiro filho de Jacó e Raquel. Os ossos de José são Yahweh.

Seu corpo morto veio de uma região do deserto sendo trazido por pastores chamados Shassu-Apiru que viviam no Egito na época da queda dos Hicsos, século XVI a.C, chegando no panteão cananeu como um desconhecido, foi acolhido na assembleia dos deuses de El e seus ossos foram assentados. Esses pastores reuniram a confederação que formam o povo israelita, do qual decidiram ser monolátricos, consolidando mais tarde uma divisão entre os judeus como monoteístas e os monolátricos, tendo a nova Canaã como primeiro regente, o rei Saul (cerca de 1.020 AC). Foram monolátricos porque cultuavam seu ancestral José como Yahweh. Os pais de José cultuavam El e todo panteão de El.

José em hebraico arcaico יוֹסֵף, significa "Yahweh” que se traduz por “aquele que acrescentará";

José em hebraico padrão é Yosef;

José em hebraico tiberiano; Yôsēp̄;

José em árabe: يوسف , transl. Yūsuf;

José em grego antigo: ωσήφ Iōsēph;

Todos esses nomes significam “acrescentado”. Aquele que foi enterrado no templo de El e acrescentado a ele.

Posteriormente foi designado como Tzáfnat panéach que significaria "descobridor das coisas ocultas", porque em vida ele tinha sido um vizir, cargo conseguido após interpretar o sonho do faraó. O povo que passou 7 anos de fome, no segundo ano José deu uma terra egípcia pra eles morarem. É a mesma terra onde mais tarde nasceria Moisés, que seria pego no cesto pela princesa Hatshepnut. Elias, em gratidão pelas terras e por saber que José Yahveh foi o segundo homem mais poderoso do Egito abaixo do faraó, comandava os exércitos do faraó, começou a cultuar ele como seu ancestral divinizado. Elias então manda matar Jezabel e todos do sacerdócio de Baal El-Hadad. Os que sobraram migraram pra Síria, Grécia e África, fugindo da perseguição. É aqui que Elias altera o deuteronômio, proibindo o culto antigo, os oráculos e a necromancia. Ele criou novas leis que levaram seus judeus a perseguirem a antiga fé.

4 – os pagãos de hoje não foram ensinados a estudarem a verdade por trás do Mito e dos Fatos de Abraão, ao contrário, fomos ensinados a odiar tudo que era Abraãmico, por acharmos que o monoteísmo era o culpado pela perseguição e cisma com a antiga fé.

Os Wiccanos Gardnerianos conhecem esse mistério no terceiro grau, contido no BAM (Ye Bok of Ye Art Magical) que a partir da página 165 começa com o “Sigils Bael Agares”, sequenciando os demais segredos goéticos, que nada mais são do que o segredo da Arca da Aliança, que contem a Congregação das Estrelas, a Corte de El e Aserá, o casal que junto com seus 70 filhos formam os 72 nomes de Deus (aquilo que se chama por Deus é um conjunto de deuses). Na Torá consta: “No princípio Elohim criou tudo”, mas lembre-se que Elohim significa “deuses” no plural. Todos esses segredos estão no 6º, 7º, 8º, 9º e 10º livros de Moisés chamado Testamento de Moisés ou Chaves de Moisés, compilado dos Papiros Mágicos Gregos, sob o nome de Tsaurus.

Isso foi publicado uma dezena de vezes em séculos antes de Gardner, por De Claremont, Lawrence Sutin e Henri Gamach, e também por James A. Montgomery, por fim Aleister Crowley, constando também no livro Egyptian Magic de E. A. Wallis Budge de 1901 e no Shemhamphoras Salomonis Regis. Algumas práticas mágicas extraídas do Talmud se somam a esse material cabalístico, da qual Simcha (1880) parece ter explanado das publicações de um livreiro chamado Andrew Luppius que viveu em 1.686, que difundiu um tratado contendo os segredos dos nomes dos poderosos e antigos deuses, onde Shemhamphorash é o antigo nome tanático do tetragrama. Esse material havia sido traduzido pelo rabino Chaleb da Bíblia de Weimar, e continha as fórmulas da Kabalah Mágica, seguida da Bíblia Arcana Mágica Alexander de Scheible, que compõe os segredos cabalísticos dos Alexandrinos. Infelizmente eu não posso revelar aqui o sagrado nome acima de todos os nomes, devido ao meu juramento iniciático, mas qualquer leitor ávido poderá chegar nas conclusões que lhe cabe.

5 – Não, uma iniciação não cria uma bruxa. Em primeiro lugar a bruxa se reconhece bruxa e só depois ela parte em busca de sua família espiritual. No Testamento de Moisés há um rito chamado Rito da Monada, é um rito de iniciação onde você faz um pacto com a divindade para ganhar poderes, contrariando tudo e todos que sempre disseram que não existe auto iniciação.

Contudo, a iniciação como a conhecemos é um rito que depende da confiança, amizade e amor, para congregar juntos num mesmo grupo/família que acredita nas mesmas coisas, pois trata de um ritual de ordália onde você é posto a prova para vencer o medo da morte. Ao vencer o medo da morte pela fé você se torna “um de nós” e é recebido na congregação das bruxas, ou tradição espiritual que contém bruxaria. É um rito de passagem, que te faz prova para vencer o medo da morte pela fé, e ensina magia e os segredos de como manipular essas forças internas e externas através da alquimia das virtudes. Cada tradição tem seu próprio rito nos moldes próprios, mas todos guardam vínculo com as Chaves de Moisés dos papiros antigos, usado por Salomão.

O fato é que depois que Elias começou a perseguir a antiga fé, caçando os sacerdotes de Jezabel que sobreviveram, precisou-se criar os ritos iniciatórios para que o neófito provasse não ser um traidor contando para o exercito de Elias, pois com a nova lei criada por Elias o antigo culto estava proibido. Os papiros narram o porquê se devia queimar o livro de anotações afim de não ser pego já naquela época e a narração sustenta exatamente isso que eu falei.

Dessa forma, uma iniciação tem um porquê de existir e tem um para que serve depois e isso deve ser compreendido, para que não se fale tanto absurdo na internet, como vemos pessoas que nasceram ontem e já querem falar de bruxaria com propriedade. Elas não reconhecem que a sua arrogância cega-a para o papel que ela está “atropelando” os fatos e etapas, colocando na frente dos que vieram antes e caminharam mais.

6 – estudar os mistérios antes de qualquer iniciação é obrigação de qualquer bruxa ou bruxo, até porque tudo que existe sobre bruxaria já foi publicado. Não existem graus na Bruxaria tradicional. Os graus foram criados para as Ordens Mágicas e foram criados por eruditos para compor uma didática. A bruxa velha que morava na floresta não era erudita e não tinha didática. Ninguém nunca está preparado para entender os mistérios, pois é estudando eles que com o tempo a ficha vai caindo, a moral vai sendo lapidada, a importância dessa compreensão vai dando maior responsabilidade e maturidade. A iniciação é como um acidente, ninguém está preparado para ela e você deve ser pego de surpresa. O recrutamento na bruxaria é feito de dentro para fora, somos nós quem escolhemos convidar as pessoas que mantém vínculos conosco de amor, respeito, confiança e amizade. A palavra “acidente” significa “cair sobre”, a sabedoria, pois tudo trás lições na vida, só é preciso saber como enxergar. Ninguém nunca está pronto para estudar ou compreender os mistérios, é preciso ter um começo, estudando-os. Eu mesmo, depois de 20 anos de iniciado estou compreendendo alguns mistérios só agora.

7 - Há pessoas que rezam pedindo sabedoria e quanto aparece alguém mais sábio que ela e que por isso pode ensiná-la, ela não tem olhos para ver a resposta de suas orações e recusa. Saber pedir é uma dádiva, ser atendido é uma dádiva, é preciso enxergar a resposta das orações com humildade e gratidão, sem hubris, sem sombra, sem preconceito, sem discriminação porque é disso que se trata O Phallus sagrado do Ser enquanto sagrado masculino, que vem do sagrado feminino da Lalita Devi, a “I Sara Lilitu” antidiluviana. É preciso lembrar que a cobra se arrasta e olha de baixo para cima mostrando humildade, pois quem não aprende a se ajoelhar não fica de pé. A azeitona e a uva são massacradas antes de gerar ótimos vinhos e azeites maravilhosos. Essa etapa ninguém escapa. Saber que o ser humano brotou numa região chamada Acadia e que essa região antes do dilúvio era toda a terra que pegava desde a Síria, a Índia, as duas Arábias e o Egito, e que todas as rainhas antigas quando morriam eram desenhadas com asas e pássaros segurando o símbolo Shen, faz diferença e quando somos educados desde pequenos nesses mistérios se torna mais fácil, mas quando um adulto põe o pé nessas escolas é preciso se esforçar porque nem tudo seus mestres irão te contar. É por isso que você deve ser digno de carregar o nome dos seus ancestrais e mestres, caso contrário a própria egregora te coloca em outro rumo.

No final quem atravessa a porta é você e só você!

Espero ter ajudado a sua compreensão, porque os deuses só querem o nosso bem.

Possa a graça, a beleza, a lucidez, a bondade, a humildade e todas as virtudes estarem contigo nessa vida e na outra.

Por Cléber Lupino Haddad a.k.a. Set ben Qayin e muitos outros nomes.