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sexta-feira, 31 de julho de 2015

A Transmutação e o Renascimento de um Iniciado



Muitos dos bruxos e irmãos iniciados saberão refletir no que irei escrever, mas principalmente esse escrito é para quem busca iniciação em bruxaria ou em alguma irmandade, fé, ordem mágica ou religião de mistérios.

Se você tem cérebro, então saberá usá-lo.

Uma transmutação é uma profunda mudança ou ainda, uma modificação do estado original. A partir de acumulações ou desacumulações e ocorre de dentro para fora. É uma metamorfose espiritual, uma transformação interna. Bem, os dicionários estão cheios de sinônimos e definições.

Todo bruxo ou bruxa passa por transformações, desde que toma contato com a filosofia bruxa, seus ensinamentos, ethos, modo, conduta de vida, e eu preciso lembrar aqui que a palavra bruxa significa tanto no feminino como no masculino “bruxo” a mesma coisa, senão vejamos:

BRUXO, BRUXA, SÁBIO, SÁBIA, CONJURADOR – CUNNING MAN, CUNNING WOMAN, WISE MAN, WISE WOMAN, WITCH, WIZARD, WICCA, STREGA, CONJUROR

De acordo com os dicionários brasileiros, uma Bruxa ou Bruxo é uma pessoa que faz“feitiçaria”. Esta palavra viria do espanhol BrujoBruja e faria referência a um tipo específico de mariposa. Mas…, de acordo com The Concise Dictionary of English Etymology, de Walter W. Skeat, Witch = do Inglês Witch – Pré-Shakespeare, wicche, ambos masculino e feminino; a wizarda witch; Anglo-saxão: wicce. Aqui wicce é feminino de wicca; e wiccaé uma corrupção da palavra witega, que significa profeta, vidente, também mago, feiticeiro. Ainda na forma Anglo-saxã, wítan = ver, aliado com witan, saber. Similarmente com o termo da Islândia vitki, mago, sagaz, que vem de vita, saber. Os termos Cunning man/womanWise man/woman são termos mais usados na Bruxaria Tradicional do que na Wicca, e significam genericamente “sábios”. Strega é o termo designado para bruxas na língua italiana, e sua origem vem de strix e strie, referências à pássaros de hábitos noturnos. Wizard, termo medieval francês, significa “sábio” (wise man).

Sendo assim, concordamos aqui que a palavra bruxo ou bruxa, significa sábio/sábia.

Isso não quer dizer que somos um compêndio de todos os filósofos e todas as sabedorias do mundo. Apenas significa que sabemos “mover as nuvens do céu”, sabemos a arte dos antigos, as vezes uma única tradição, as vezes mais de uma, como eternos alunos, sabemos que nada sabemos e estamos em eterna transformação, estudos e aprendizado. 

Nos apoiamos nas verdades eternas, alguns se apoiam nas filosofias perenes, ou em seus autores, outros mais tradicionais se apoiam nos ensinamentos transmitidos de forma oral em um determinado aprendizado numa tradição de mistérios ou tradição iniciática.

Após 21 anos que se passaram desde a minha primeira iniciação, a qual foi somada a outras que vieram depois e só acrescentaram e contribuíram para melhorar o meu eu, pude comparar as grandes mudanças reais que sofri ao longo dessa jornada que parece não ter fim.

Nossos deuses sabem o que ocorre conosco, sabem nos posicionar no mundo, nos leva a caminhos tortuosos e por caminhos retos, nos dão a chance de aprender sempre mais, nos colocando ordálias para serem aprendidas e transformadas, nos testam o tempo todo, mas também nos trazem paz, harmonia e satisfação na vida.

Após algumas jornadas espirituais, decidi dar um tempo para mim em reflexão do que valeu a pena e do que não valeu, e cheguei na conclusão de que tudo valeu a pena.

Hoje, com uma paz interior, um profundo e abundante sentimento de contentação e alegria interna, sorvendo a matriz diariamente e trazendo o entendimento do imperfeito e terno mundo esotérico, dos meus erros e dos erros de meus mestres, os quais foram perfeições em sua época, um mundo que traz mais perguntas que respostas e me molda todos os dias, declinando meu ego, curvando a mim mesmo diante dessa enormidade de saberes cuja simplicidade se agiganta diante de mim.

Meus desafios cresceram para aumentar minha paciência, os dissabores cresceram para me fazer aprender os melhores sabores que devo manter em minha dieta esotérica, e as dificuldades não acabaram, elas são agora um outro nível, dificuldades nível 5, são outras charadas ou enigmas que estão para ser resolvidas e assim, meus valores mudam juntamente com a minha visão de mundo. Sabemos que nem tudo o que lemos nos livros se aplica hoje em dia em nossa vida, sendo assim, não adianta citar autores, porque o próprio autor da minha vida sou eu mesmo.


Eu fui me lapidando, vagarosamente, com alguns desafios que aceitei, e outros que não aceitei conscientemente, desde que não é impondo desafios a mim que um ser humano vai ganhar meu respeito, ensinar não é impor desafios, ensinar é transmitir o conhecimento, o resto vira desafio por si mesmo.

Hoje, eu olho mais para dentro de mim, com mais atenção e clareza, para perceber minhas sombras e meus brilhos. O mundo não é mais tão nebuloso como antes, e meu sentimento de amor próprio só aumenta a cada dia e por isso posso doar esse amor.

Eu não fiquei melhor que alguém, eu fiquei melhor do que meu eu era antes. Esse sempre foi o mais terrível de todos os desafios, não concorrer ou se equiparar com os outros e sim comigo mesmo. É por isso que os desafios não se impõe a ninguém, já que ninguém pode viver o mesmo desafio igualzinho. Não existe nada mais estúpido que criar uma irmandade para impor os mesmos desafios a todos, pois beira a loucura, senão a prisão de uma caixinha onde se exclui todo o resto do mundo.

Não é o diploma ou a quantidade de iniciações que vale para impor respeito, já que, se esse monte de iniciações não serviu para te melhorar enquanto pessoa e ser humano, então só serão um amontoado de certificados que não servem nem para limpar a bunda. Então aqui nesse ponto vejo a real diferença entre o significado de exotérico e esotérico na vida de alguém e o que esse alguém pode me transmitir de verdade quando eu humildemente pude deitar minha cabeça para contemplar a tal sabedoria que me seria transmitida.

Hoje meus dias ficaram mais coloridos, pois pude abraçar mais cores que antes, tudo foi magicamente ficando menos complicado, mais simples. Meus valores passaram por uma peneira para receber todas as gotículas que cairam da peneira sem misturar umas com as outras, elas caíram inteiras como são, se aglutinaram sem se misturar, somaram um conjunto maior sem perderem suas essências.

Fui vagarosamente desapegando do supérfluo e valorizando mais a vida simples, mudei até de nome civil, de amor, de residência própria, de carro e até de emprego. Essa mudança me trouxe melhorias que pôde se manifestar no mundo ordinário, são mudanças reais que se comprovam, não essas balelas para encher livros.

Metafisicamente são manifestações de mudanças e bilocação de estados filosóficos e alquímicos que os próprios deuses conduziram com minha permissão.

Digo “manifestações”, porque não há real incorporação, mas sim é de dentro para fora, por isso os deuses se manifestam para nos conduzir. Quando há um deus ou deuses fortes, a vontade dos outros não predomina sobre a nossa vida.
Essas mudanças me trouxeram um real comando sobre os meus instintos primitivos, sobre meu ego, de tal forma que a vaidade dos outros não me comove mais. Presto mais atenção em mim e no recado que meus deuses e orixás querem de mim ou para mim.

O ar que respeito passou ficar mais doce e perfumado devido a pureza que se encontra, a água que desce pela minha garganta dissolve realmente a sede, e ela nem precisa estar gelada, a comida passou a ter mais sabor independente se tenho ou não o que quero na geladeira. Meus sentidos, os sonhos, os desejos e até mesmo as ambições, me desapeguei de tudo ao fundir-me com o todo. Isso significa que não quero controlar, mas interagir e esse fluxo de energia sobe e desce e torna a subir novamente compondo a canção mais linda, a música da minha vida.

Eu sinto que estou vivendo melhor. A qualidade de vida não está em parar de fumar, mas sim dentro da gente. Quando se está bem por dentro, não há nada exterior que possa remover esse estado, porque tudo está dentro de nós e de lá deve vir, de lá deve se manifestar. Esse é o propósito da criação e do sagrado que me rodeia, é permeado pela fonte que habita em mim.

O respeito para comigo mesmo, me faz ser respeitado pelos outros. O carinho das crianças, o olhar dos mais velhos, os idosos e familiares, os animais e o todo sagrado que me cerca.

Não é a toa que os verdadeiros iniciados afirmam que temos a sensação de viver uma outra realidade. Isso é real.

Quando faço minhas orações, para deusa, para os deuses, para os voduns, para meus ancestrais, para os tutelares e patronos da transmissão do sangue real, sinto, vejo, ouço e recebo, a sensação é absoluta de integração e interação, é um gozo espiritual nunca antes experimentado, ou se experimentei foi em níveis menores. Não pode haver um livro com a minha vida escrita nele, meu destino está sendo criado por mim, com as palavras e gestos sublimes de poder, honra e honestidade, não há vergonha em ser honesto, sincero e humilde.

Meu porão foi limpo e a cada vez que abro as portas do porão, tenho orgulho de deixar que vejam como está lindo, limpo e leve.


Não há o porquê de ser um sacerdote se não existir isso no coração dele. É um amor que me faria dar beijos até na mais profunda escrófula para que ela se curasse.

Somos passageiros aqui na Terra, não há o porque de exigir alguma coisa de alguém, desde que o que vamos levar conosco é sempre algo leve, que não pesa durante o voo, é algo que não nos faz cair. Quando um ori está feliz, todos os outros ficam felizes.

Eu sei que há novos desafios pro meu amanhã, e eles podem ser abraçados e previstos por mim, porque não há nada melhor do que deixar o medo do amanhã se dissolver junto com a sujeira do porão.

Aqui eu deixo exposto o meu sincero pedido de perdão a quem considerar que um dia eu causei algum tipo de prejuízo consciente, e junto disso deixo uma afirmação, que diz que seu dia de amanhã sempre será melhor, sempre.

Transformar a si mesmo é a prioridade, todo o resto pode esperar.

Com gratidão, admiração, respeito, amor e humildade a todos e a tudo,

Sett 

clique no link abaixo para saber o segredo do trabalho de ego:

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Marca de Caim - Um estudo sobre o exílio



artefato da coleção do autor
Todos os exilados vivem o mito de Caim. Viver o mito de Caim é uma grande forma de se manter agradecido pelas próprias conquistas. Em outras palavras, é um amadurecimento infindável.

Se Deus respeita ou não essa epopeia de Caim, foi Ele quem deu causa, ou não haveria nada para agradecer, portanto Deus é culpado. Todos os demais, veneram e respeitam aqueles que vivem o mito de Caim, pois é uma grande honra. Digo isso porque algumas pessoas interpretam o exílio como um castigo ou punição a ser aplicados, estão enganados.

Quaisquer que sejam as interpretações históricas da bíblia sobre o assunto, em Gênesis 4, 1-24, todas estão sob um paradigma conveniente para ilusão, com alguma ressalva, senão vejamos:

O drama descrito no capítulo supracitado, não exclui a existência dos acontecimentos, porém significa dar-lhe uma dimensão que ultrapassa sua contingência e, mesmo que os acontecimentos não tenham acontecido exatamente como a bíblia menciona, não podemos deixar de notar os signos apresentados e a grande lição que a história exerce sob os filhos de Caim, haja vista que em Le jour de Cain (Paris, 1967), Luc Estang viu na narrativa algo a mais além das entrelinhas e nos faz pensar.

De acordo com o próprio Gênesis, Caim foi o primeiro homem nascido do homem e da mulher, e foi o primeiro lavrador, o primeiro agricultor, e primeiro sacrificador, cuja oferenda não foi aceita por Deus, foi o primeiro assassino, o primeiro revelador da morte pois jamais teria sido visto antes do seu fratricídio, o rosto de um homem morto, e por tanto, foi o primeiro feiticeiro e construtor. Como homem do campo, Caim foi um verdadeiro pagão no sentido literal.

Após a recusa de sua oferenda, ele partiu a procura de uma terra fértil para desbravar os mistérios da fertilidade e das plantações, assim, ele também foi o primeiro errante, o primeiro cigano, e se tornou o primeiro construtor de cidade. Sua importância é total em algumas vertentes de bruxaria tradicional, contudo, as lições apresentadas na história bíblica de Caim haviam sido registradas no mundo pagão, como no caso latino de Remo e Rômulo, bem como Karna e Arjuna no episódio Hindu, e entre Thórólfr ou Ásgerr e Egil nórdicos, e ainda, no antigo testamento, dizem alguns pesquisadores, alegam a ver alguma analogia com Esaú e Jacó. Essas histórias sobre fratricídios são temas de grande discussão no direito penal estudados na faculdade, e são de conhecimento de qualquer advogado.

Assim, as diferenças entre os pastores e lavradores continuam até hoje sob o disfarce cristão X pagão, portanto esse tema de disparidades de vontades e crenças sempre foi regido por códigos religiosos que ditavam a “ética divina” e é bem antigo.

O prélio entre pastores e lavradores também foi tema de aprendizados esotéricos. Se voltarmos no tempo a história mítica revela disputas e fatos entre irmãos e fratricídios muito comuns, como no mito histórico entre os egípcios Seth e Osíris, ou antes disso entre Tamuz e Enkidu sumerianos, os quais os hebreus herdaram os ensinamentos e alguns costumes culturais e religiosos, razão pela qual pode ter surgido o mito de Caim e Abel, totalmente baseado nos mitos Sumerianos.

Ainda temos de considerar que, a bíblia pode ter omitido, mas o primeiro livro de Adão e Eva nos revela que Abel, depois da sua morte reencarnou como o terceiro filho do casal cujo nome era Seti (também grafado como Seth e/ou Sett).

Mas Caim foi marcado por Deus durante o desentendimento que gerou o seu exílio. Deus colocou uma marca em Caim, a fim de que ele não fosse morto por quem o encontrasse.

Nesse contexto, Caim foi também o primeiro homem a se retirar da presença de Jeová e partir, numa infinita caminhada em direção ao Sol levante.

A aventura é de uma grandeza inigualável, sendo a aventura do homem entregue a si mesmo, aquele que não espera as coisas caírem do céu. Isso simboliza que Caim faz suas escolhas, tornando-se deus de si mesmo, assumindo todos os riscos da existência e todas as consequências de seus atos. Caim é o símbolo da responsabilidade humana e é o símbolo nato dos feiticeiros de memória judaico-cristã.

Da mesma maneira que o significado do nome Abel é Vaidade (Barro), o nome Caim significa Posse (dono de si, ter posse sobre si mesmo, escolha-livre arbítrio, aquele que não aceita dogmas).

No simbolismo animal Abel é a ovelha e Caim é o bode, mais uma vez o masculino e feminino interagem. Sua mãe o chamou de Caim porque ele foi a sua primeira aquisição. Alguns mitos dizem que Samael copulou com Eva e nasceu Caim. Samael teria incorporado ou se passado por Adão a fim de possui-la. Outros mitos dizem o contrário, sendo Eva possuída por Lilith e esta teria copulado com Adão, ficando por cima dele e mostrando a supremacia da mulher sobre o homem. De qualquer forma O Espírito pode muito bem possuir tanto homens quanto mulheres e, seria uma arrogância alegar que Lilith só “entra” nas mulheres ou que só as mulheres são vaso Dela. Eva foi criada da costela de Adão e de qualquer forma ambos dependem um do outro e não há razão para discutirmos quem é superior e quem não, pois em igual modo Ambos tiveram sua criação pelas mãos Divinas, não importando qual material foi usado por Deus na criação, pois o importante aqui é a linhagem espiritual de Caim, a linhagem que se fez sangue, que se fez carne e que transcendeu a própria carne.

Uma breve explicação vem informar que Lilith é o verdadeiro Espírito Santo, e essa informação foi omitida pela igreja por muitos séculos. Isso equivale dizer que Caim é descendente legítimo do Espírito Santo, enquanto Abel foi feito somente da carne do homem e da mulher e por isso ele é o Barro, já que não possui espírito. [o pronome possessivo não é puramente ilustrativo].

Deus criou Adão do barro, ele era uma espécie de zumbi até conhecer a maçã. Só depois de comer a maçã é que ele teve seu corpo habitado por um espírito, já que a partir desse ponto é que ele pode morrer, antes disso ele era uma espécie de lama. Percebe-se aqui o tema esotérico revelado.

Adão teria dado a mordida na maçã que Eva lhe ofereceu e em seguida ele fez amor com ela. Parece que Eva não comeu a maçã, pelo menos não antes de Caim nascer e esse é um tema confuso. Eva foi comer a maçã depois que Abel morreu e foi assim que seu terceiro filho se tornou Seth. Assim sendo, Seth é a reencarnação de Abel, é o livramento do barro para a chegada do homem de espírito.  

“Tu me tiveste segundo o desejo e com a assistência divina”, diz Caim à sua mãe. [...] ...Muito cedo compreendi que ele em nada me ajudaria, e que eu não poderia contar senão com minha própria vontade. A maçã é a vontade. A maçã que a serpente seduziu Eva para dá-la de comer à Adão. O tema da maçã já era conhecido em Avalon pelos pagãos. Uma curiosidade conhecida por todo pagão é que o verdadeiro nome da Maçã é Malus sieversii, havendo diversas variedades de Malus. O mundo latino mudou de Malus para Mala porque a palavra Malus era da mesma ordem etimológica para se referir ao mau e a maçã em tempo igual. Tanto o fato se confundiu em alguns textos antigos, pelo qual a maçã e a romã foram igualmente confundidas pelos autores.

Outra curiosidade esotérica é que todos os médiuns (que sofre possessão por transe) são considerados filhos de Caim, porque Caim significa posse-possessão), sendo assim todos os médiuns são feiticeiros e bruxos, independente de tradição transmitida via horizontal (de pessoa para pessoa). Alguns autores afirmam que a marca que Deus colocou em Caim é o próprio dom mediúnico.

Independente do tema de Caim ter cunho judaico, a mítica é a mesma só que teve nascedouro mais antigo, o assunto é sempre o mesmo desde a velha Suméria. Não foi à toa que o tema da descida da Deusa “Inanna” ao mundo subterrâneo sobreviveu até os dias de hoje, e vale lembrar que esse tema também foi promulgado e usado por Gerald Gardner durante a construção de sua religião que contém bruxaria. Como podem ver, os mitos Sumerianos estiveram bem vivos entre todas as épocas e foram usados para os mais diversos propósitos religiosos.

artefato da coleção do autor
Se você parar para analisar, vai ver que o tema de agricultura e fertilidade está sempre presente, assim como o tema de nascimento, morte e renascimento (ou reencarnação) estão igualmente. Para toda religião, culto, seita ou tradição espiritual há um crédito maior de poder no mundo espiritual, ou seja, o tema do poder divino. É por isso que não cabe acreditar que tudo acaba quando morremos, uma vez que se acredita (dar-se crédito) que existe um Deus que mora num mundo espiritual de onde viemos e pra onde voltaremos. Aqui o tema se liga ao eterno ciclo morte-renascimento, sendo que, em algumas irmandades bruxas, ensina-se que em vida devemos aprender a sermos mais virtuosos e nos livrar dos vícios, do barro, a fim de subirmos as escadas pra lá de onde caímos, o céu, o paraíso, a montanha dos vitoriosos, o castelo da dama Fortuna, em fim, chame-o como quiser. O tema da queda de Lúcifer (O anjo Portador da Luz) refere-se ao tema da reencarnação, onde nosso espírito teria caiu do Céu e reencarnou (tomou carne-forma física-matéria) aqui na Terra.

Mas Caim não pode morrer, diz os textos sagrados, isso equivale dizer que ele não pode sofrer a verdadeira morte, aquela que “acaba” com tudo pra sempre e por isso é condenado à voltar a vida (reencarnação). Sendo assim tomamos a morte como uma mera passagem de ida e volta, não menos importante na trama divina.

Caim é do espírito eterno e as longas viagens desse espírito é um subir e descer e subir novamente entre o céu e a terra.

Em Luc Estang, 88, Caim diz a sua mãe: “Sabeis que eu tive de conquistar por mim mesmo tudo o que vós me atribuís: o ardor e a rudeza, a força e a obstinação”.

O que Caim desejou foi acrescentar à terra de Deus, o fruto do trabalho do homem, a fim de ser verdadeiramente o senhor de seus atos, ele diz: “sonhei em reconciliar a terra com Deus”. Mas parece que até hoje Deus virou as costas e não está nem ai pra ele.

Caim seguiu desejando construir uma cidade que seria uma manifestação ainda melhor dos feitos humanos do que a terra cultivada. “Eu via a cidade como uma outra lavoura, como uma outra semeadura, como uma nova messe”. Dessa forma o trabalho dos bruxos não acaba nunca, sempre há uma nova semeadura, ciclo sem fim, ou pelo menos não até conciliar a terra com Deus, e Ele aceitar a reconciliação.

É como um despertar da terra fora de si mesma, Caim faz o trabalho do despertar de sua elevação vertical à imagem do homem, pelo homem, que assim estabelecia sua própria soberania. Suas muralhas teriam circunscrito o espaço onde ele nada esperava de Deus. Em verdade, Deus não tinha poder na cidade de Caim, ou pelo menos não exercia influência ali.

A cidade, prolegômeno, em princípio, de quase todo futuro ateísmo, digo quase pois se não houvesse o politeísmo, outros deuses, outras religiões, outras culturas, etc, seria total o ateísmo.

É interessante saber que o gnosticismo possui uma mítica sobre como Deus se tornou Deus. Saclas seria seu nome enquanto “O Demiurgo” e ele era filho de Sophia. Tendo nascido defeituoso, foi lançado para longe dos deuses do Primórdio, no espaço onde se viu sozinho, sem seu par perfeito, resolveu criar o que conhecemos como ordem natural da vida, mas nem todos os seres humanos possuem espíritos da etnia de Saclas. Alguns possuem etnia espiritual da família de Lilith, os quais remontam o tema dos Guardiões, os Nephilins, os quadrantes da terra e sua família de deuses mais antigos, como no caso de Caim e seus descendentes.

Dessa maneira o ciclo vida e morte foi dado aos humanos de todas as descendências espirituais, sendo forçados a conviverem juntos num único planeta, evoluindo ou não, progredindo ou não, foram forçados a subir e descer num ciclo sem fim até atingir um nível onde não seria mais preciso reencarnar, em outras palavras, o tema da queda perderia importância.

Talvez esse seja o único ponto onde não usamos o livre arbítrio, uma vez que, desde nossa criação, nos foi imposto esse ciclo, esse vai e vem. Ao fundir-se com um deus, você se torna um deus novo com seu par perfeito. O tema não é novo, cada estrela no universo é um Sol e cada Sol possui sua própria galáxia.

No mundo ordinário, não nos foi permitido transitar “ainda” entre uma galáxia e outra, porque a NASA ainda não descobriu um método para isso. Se um dia isso for possível, saberemos se há realmente vidas como as que conhecemos, em outros lugares do espaço, mas por ora, limitemos à nossa Terra-Mãe, à nossa Lua e ao nosso Pai Sol.

Voltando ao tema de Caim, Deus não aceitava de bom grado os sacrifícios do lavrador e desse sonhador de cidades. E Caim não podia aceitar ser o mal-amado de Deus. Estava pronto para qualquer renúncia, se ele, de início, aceitasse. Por pouco amável que fosse, era dessa maneira que importava à Caim em ser amado. Mas Deus não recompensava seu escarniçado trabalho.

O que Caim deplorava, não era o fato de Abel ter tantas vantagens, mas sim o fato de Caim não ter nenhuma!

Então Caim se revoltou por todos nós, por todos aqueles que não aceitam o mistério da predestinação. Esse papo de que nascemos predestinados, as crenças limitadoras e falsas que temos sobre nós mesmos, a predestinação que divide os homens em rejeitados e eleitos, todos aqueles que não compreendem o desprezo de Deus pelas grandezas terrenas e sua predileção pelos humildes.

De tal modo, Caim orgulhoso de si, afirmou seu próprio valor, seu esforço, sua autoestima e renunciou a Deus, e é a partir daqui que começa o seu exílio.

Caim partiu na condição de errante junto com os seus pares, como quem parte em busca de um futuro a ser indefinidamente construído. Diz Caim: “Partiremos para o deserto dos homens, e que os homens, inumeravelmente, povoarão. Nós nos guiaremos pela aurora sempre renovada... E será por não nos determos em parte alguma que estaremos sempre em toda parte. Nossa vida errante nos permitirá medir a terra e, ao mesmo tempo, nós a edificaremos”.

artefato da coleção do autor
Caim parte, em busca do devenir do homem fora da presença de Jeová. Entretanto, foi-lhe preciso matar o irmão (o aspecto do barro em si mesmo) e precipitar a hora da morte. A fim de liberar-se, chegou ao extremo do crime. A verdadeira morte vem a ser aquela em que se é obrigado a dormir sem jamais poder despertar. Ele impôs brutalmente, diante dos olhos da primeira das mães-do-barro: Temor antigo, castigo misterioso, ó morte! Eis-te pois revelada! Tens o rosto de todos nós, sob a máscara de Abel, e por tua causa nós não nos diferenciamos dos animais.

No sentir de Adão e Eva, a morte é o último fruto da árvore da sabedoria; diante dos despojos de Abel, Adão exclamou: Aqui, neste instante, nós esgotamos o sabor ao fruto da sabedoria; mais do que nunca ele é amargo. Entretanto, ele diz a Eva: Fomos nós que transmitimos o gérmen da morte ao corpo de Abel. Eva então replica no auge de sua revolta: Ah! É como se ele tivesse aberto em mim uma brecha: meus filhos jamais terminarão de matar-se uns aos outros. Todavia, Temec, procurando justificar seu marido Caim, diz: Que triunfe a vida, ainda que o preço seja a morte.

É verdade que a morte inelutavelmente haveria de sobrevir, porquanto era o castigo do pecado original.

O erro de Caim, foi na realidade, ter-se adiantado aos desígnios de Jeová. Ele acrescentou novo mal ao mal cujo castigo é a morte. Caim foi o iniciador da morte e ele mesmo não poderia morrer.

Desde então, sobre a fronte de Caim, e de todo homem, todos poderão ler: Perigo de morte! Embora devam notar nessa advertência, o signo protetor que designa a criatura divina, não um estigma infamante, eis a marca dos bruxos.

O signo que me reprova me protege, diz Caim. Na verdade, o Deus concede-me a graça de que meu crime intimide os vingadores, porque o crime deles contra mim terá de ser expiado sete vezes!

Desde então o corpo passou ao pó e o espírito passou aos céus. O homem passou então a não afrontar nada mais de Deus a não ser a sua ausência. Resta-lhe, porém, sua própria presença de homem a afrontar, como relembrou Temec, a impiedosa esposa: Tua própria presença, Caim! Doravante, na sucessão dos homens: Caim presente em cada um deles. No espelho de sua consciência, todo homem refletirá os traços de um Caim.

Como disse Adão: Meu filho Caim é essa segunda parte de mim mesmo, que não acabava mais de se projetar. Vós, que o seguis, sabei-o: sois o enxame de minhas ilusões.

Nesse sentido, encontramos forçosamente uma comparação na tradição grega, pensado para ter equivalência grega do desejo de Caim em Prometeu, que desejou conquistar para a humanidade um poder divino; liberá-la de uma dependência total, atribuindo-lhe o fogo, princípio de todas as mutações futuras, quer seja o fogo do espírito, quer seja o fogo da matéria. Tal como Prometeu, Caim é o símbolo do homem que reivindica sua parte na obra da criação.

Por Seth Ben Qayin










terça-feira, 6 de maio de 2014

O Bruxo Bem Resolvido




Para um bom entendedor, o pingo do i Encerra, as guerras!

Aviso: Esse artigo também é para leitores de livros, nem só para Bruxos.

_Parece que algumas pessoas que clamam para si o título de bruxos, se esqueceram da lição cuja premissa é do prezinho da magia, que é o Saber, Querer, Ousar e Calar!

Nos últimos dias temos visto uma amplificação de guerrinhas de bruxos, gente que briga por causa de facebook, por causa de internet e em seguida grita pros 4 cantos do mundo sua intenção e ameaças por feitiços. Cada qual se mostra como poderoso e a boca reproduz aquilo que ele quer acreditar o tempo todo. Mas qual seria o real poder? E qual é o poder de um bruxo bem resolvido? Eu sei, é redundante dizer “bruxo bem resolvido”, uma vez que a palavra bruxo significa “sábio”, e obviamente um sábio tem obrigação de ser bem resolvido, mas no dia-dia não é o que vemos por ai.

Eu não tenho nada contra quem gosta de se enfeitar ou se fantasiar diariamente, aliás penso que é bonitinho, criativo e bastante pueril, mas é uma “maquiagem de roupagem” e observem que bruxos tradicionais reais não se comportam com enfeites fora de ritos, não usam a internet nem a rua para se expor como bruxos “phodões”, não andam por ai com pentagramas no pescoço (parecendo discos estelares), assim como ciganos legítimos (falo dos Rromáh/ciganos tradicionais) não se vestem de ciganos, não usam lenços na cabeça (até porque o lenço era usado para conter o suor que escorria na testa e há 2 ou três linhagens Rromáh que se utilizavam do lenço somente), e tanto o primeiro quanto o segundo não usam roupas de seda brilhantes para chamar atenção ou se mostrar fora do ambiente próprio, íntimo e festivo, muito menos se comportam como o cara feio que tem necessidade de se maquiar para que consiga ver algo belo nele mesmo, pois isso seria um insulto à sabedoria de qualquer Arte Mágica que visa se livrar das vaidades, que visa a humildade, a simplicidade, não a ostentação.

Como tal, bruxos tradicionais não sentem a necessidades de serem reconhecidos por ai, não defendem bandeiras religiosas e estão o tempo todo compromissados em ver o lado bom de tudo, não o lado feio de tudo, já que, se você é compromissado em ver o lado defeituoso e feio, é defeito e só defeito que você irá enxergar. O trabalho com a sombra, além de ser individual e se limitar a esfera única de si próprio para o uso em autoconhecimento, é o suficiente para ver seus próprios defeitos e feiuras, sem o compromisso de ver a dos outros ou de se importar (ou incomodar) com a dos outros.



A Arte faz artistas e assim como um artista não deve ser julgado por uma única peça, não se deve julgar ninguém, pois nesse grande palco da vida, somos todos a semelhança da divindade atuando como uma personagem para cada capítulo da peça Vida, e assim se um bruxo não é sincero, ele será seu próprio diabo, seu próprio adversário, e isso afetará todo o seu “chamado” por deuses e ancestrais. Um bruxo, por crer na premissa iniciática de uma nova vida, pareado ao conceito da reencarnação, presta atenção e devido respeito à seguinte questão: “O que eu quero carregar para a próxima vida e quais são os acúmulos de ações (karmas) que me seguirão?”. Uma iniciação, como tal, é também a separação de sua vida anterior e a promessa de uma nova vida, portanto, a pergunta é:

“O que é que eu tenho de mudar em mim mesmo para não carregar a mesma vida para a próxima?” A iniciação é um divisor de águas, o iniciado se divide no antes e depois da iniciação.

Mas porque eu estou abordando tudo isso? É pelo fato de que algumas supostas iniciadas estão subestimando a capacidade de percepção séria que temos sobre o comportamento de um iniciado verdadeiramente legítimo e compromissado com a mudança de si mesmo a fim de oferecer mais de si, e o melhor de si, para o mundo. E vemos “palavrões” de baixo calão, intenção de ofensas, ameaças reais, acusações infundadas e projeções de suas frustrações em qualquer pobre diabo que se ponha em sua frente, irritadiços por pouco motivo, estressados por nada, e ao mesmo tempo ostentando um luxo viscoso nas suas vaidades mostradas em ambiente virtual, produzindo “guerras de pérolas”, daquelas que já se sujaram na lama dos porcos profanos, que jamais levaria um iniciado para onde um iniciado tem que ir. Thetis, a suposta sacerdotisa wiccana gardneriana que usou meu perfil no orkut em 2005 para ofender diversos bruxos, não está mais atuando. Aliás, quero aqui pedir desculpas para o Claudiney Prieto, que como eu, foi uma das vítimas dela de formas diferentes. Nós todos, em se tratando de wicca, devemos muita gratidão ao Claudiney, porque ele foi o cara que abriu as portas do paganismo no Brasil. 

Infelizmente mesmo sem a Thetis ainda há tentativas de ofensas e ameaças direcionadas por pessoas que se autodeclaram bruxas e iniciadas, em desfavor de pessoas queridas, quiçá uma das mais importantes entre todas. Por que eu usei o termo “tentativa”? Simples, porque é impossível esses indivíduos atingirem realmente uma pessoa tão acendida e de tão firme caráter como são os nossos queridos, em questão. Eu tomei as dores? Sim ao meu jeito pois não gosto de desavenças, apesar de que os nossos queridos são capazes de se defenderem sozinhos, mas saibam que nunca estão sozinhos em causa alguma, e não está mesmo! 

Caríssimas autoras dos prenúncios, eu preciso trazer nessa elucidação a etimologia da palavra arrogante. Arrogante significa aquele que chama pra si algo que não lhe pertence! E no caso em tela, não lhe pertence o poder de afetar à ninguém dentre a família mágica a qual me incluo, e estou dizendo isso numa boa, sabe porque? Porque nós lhe queremos bem e só desejamos o bem.

Mas por que usei o termo “felizmente”? É porque isso me trouxe a reflexão que nasceu e fiz constar nesse artigo tão gratuito e abundante quanto tudo que há no universo. Veja pela extensão desse artigo, é abundante né?

Por mais que uma pessoa invista contra um desafeto, que no caso figura uma bruxa clássica real e legítima, muito séria e compromissada com as convenções da arte iniciatória tradicional, cuja maestria é conhecida internacionalmente no meio de bruxos sérios que possuem linhagem e tradição, por mais que uma pessoa invista contra seu desafeto, sabemos que está investindo contra si mesmo (o seu real desafeto), que no caso foi projetado para a bruxa em questão. Você não consegue trair uma pessoa que expandiu a consciência para além dos limites do significado da traição! Você não consegue causar dor em alguém que expandiu para além dos limites da dor. Você não consegue ter poder contra quem não te dá poder algum! E isso, bem, achávamos que você (por se afirmar uma iniciada) saberia! Mas não importa, agora você sabe!



Quando o terreno é o do treinamento com vínculo iniciático, há o legítimo direito (por falta de expressão melhor) em haver qualquer tipo de desentendimento, que vai desde o questionamento de tudo, até a compreensão e seu real benefício. Encruzilhadas e exílios existem para isso mas, o amor perfeito e a confiança perfeita nos impede de ver quem é quem de fato. Eu passei por isso e seu bem como é.
Mais abaixo vou “tentar” explicar as razões da forja do caráter ocorrer no exercício de uma batalha interna. Digo “tentar” porque por se tratar de conceitos mutantes, a verdade sobre a explicação mudará em breve, com toda certeza.

Mas quando o terreno não é o do treinamento (e obviamente sem vínculo algum), os iniciados díspares, encontram o verdadeiro pano de fundo do ambiente onde ele pode e deve aplicar tudo o que aprendeu até o momento, e é justamente por essa razão que venho chamar atenção das pessoas brilhantes, para notar que um iniciado que faz suas lições iniciáticas, esotéricas, herméticas, ocultas e individuais, jamais se envolverá em nenhum tipo de disputa, guerra, briga, desfavor ou seja lá qual for o nome que se dê para aquilo que anda na contra mão da edificação pessoal, individual, espiritual e transferível. Nesse sentido, me incluo no hall dos que não se envolvem, deixando apenas as reflexões contidas aqui no intuito do bom exercício, reflexão, aconselhamento e lembrança dos demais leitores, a fim de que façam uso de seu livre arbítrio que está voltado para a edificação, o resto é julgamento de egos motivados pelas aparências. 

Se você conhece um bruxo briguento e que mantém como seu comportamento o painel esdrúxulo da vaidade como cela adestradora de sua iniciação, está na hora de rever para quem você dá poder, está na hora de rever o que realmente você espera encontrar num ser notoriamente antiedificante, desde que, aquilo que a bruxaria é para um arquiteto do Ser, a feitiçaria é para o mestre de obras do Ser. O ser humano na ânsia de ter, deixa de ser.
Então a pergunta é: Como você aprenderá a se construir e a construir seu futuro ao lado de alguém que só fornece o que tem, e o que ela tem é justamente a deficiência do cimento mágico e do metal puro dos bruxos e magos?

Todo mundo quer ser bom, todo mundo quer estar certo e se esquecem de que já nasceram bons e estão certos, desde que a verdade universal é individual, mutante, multifacetada, passageira e fragmentada. Já ouviram falar de Paralaxe? Paralaxe significa alteração e é um termo muito usado em astronomia. É a alteração aparente de um objeto contra um fundo devido ao movimento do observador. Esse termo nos remete a permissão que nos damos para ver todos os outros ângulos de uma situação e considerar a plenitude das verdades alheias, sem se limitar somente à sua verdade. (com + siderar = estar com o céu).

Quando você muda por dentro, todo o seu exterior muda com você. Quando você consegue mudar o modo como vê as coisas, essas mesmas coisas se tornam belas e isso é mil vezes um trabalho feiticeiro.
Num é verdade que somente os que conseguem ver beleza no feio, beleza na morte, beleza na sombra, conseguem enxergar o que está por trás dos véus do bonito, da vida e da luz?

Jung dizia que o estranho é que as pessoas más frequentemente são perniciosas porque estão tentando destruir o mal fora delas mesmas. O problema é que elas erram o loco do mal. Em vez de destruir os outros, elas deveriam estar destruindo a doença chamada “mal” dentro delas mesmas. Como a vida muitas vezes ameaça sua autoimagem de perfeição, elas estão sempre envolvidas em odiar e destruir a vida, geralmente em nome do puritanismo e do pseudo puritanismo.

Na mesma linha de pensamento temos a seguinte afirmação de Joseph Campbell: "Quem é incapaz de compreender um Deus, o vê como um demônio", e isso é o suficiente para se “comprar” uma guerra fora de você.
Bruxos tradicionais sabem que não há inimigos fora deles mesmos, e sabem que “inimigo” é um cargo muito poderoso para se dar ou para se eleger à qualquer um. 
A visão distorcida se dá quando você só enxerga aquilo que quer.


O julgamento mora no ego (ego antes da teoria de Freud) e o julgamento faz Batalhas, e elas são extremamente importantes para a forja do caráter, mas eu não falo das batalhas externas, pois essas são só reflexos do seu mundo interior. Eu falo das batalhas que você trava dentro de si mesmo, pela causa do pensar, por causa de tanto julgar, criticar e não aceitar tanto a si mesmo quanto aceitar o outro como ele é. Um bruxo bem atento observará que Marte está retrogrado (pra início de conversa), e não é indicado colher bons frutos de guerra nessa fase porque são escassos, essa é mais uma razão pela qual deveria se silenciar e manter-se na inação ao invés de investir ofensas ou criar brigas, uma vez que não há vitória para quem começa a briga, além de que, em “brigas” de bruxos, se perdem os dois lados, e perdem-se os dois lados.

A veracidade é que quando você conquista aquilo que a magia interna pode obter para você, as lutas desaparecem. As renúncias e a verdadeira beleza da renúncia se torna o fator determinante para a vitória contra seu pior inimigo (você mesmo), e essa renúncia só aparece para iniciados quando eles estão prontos para trocar de pele, ou de pelo. O Chi Universal se desenrola como um DNA, é hereditário para quem pertence ao Universo, e ele está em constante movimento e mudança. Diante das maiores batalhas está a porta para o desastre, a destruição e a catarse.

Então agora você está pensando "eu quero mudar, eu preciso mudar, mas não sei como". Experimente ficar Um Ano sem brigar com ninguém! E no ano seguinte repita esse exercício:

- sem brigar com você mesmo;

- sem brigar com os outros;

- e ficar bem com isso. Aprenda enaltecer e a lançar todo mundo num universo de energias positivas, permita que elas cresçam junto com você.

- aceite desafios e veja sempre o lado bom disso. O mundo é feito do balanço natural das coisas e passamos muito tempo impondo as nossas feiuras para o mundo sem nos darmos conta de abraçar a realidade linda e natural que nos cerca. Tudo o que o dono lançar para fora voltará para o dono, você atrai a mesma frequência que você emanar.

Então chega de guerras e implicâncias inter pares.

A comunidade bruxa deveria ser unida, com suas totalidades, afinal de contas, já tem gente suficiente lá fora que quer reinventar a inquisição, não podemos tolerar uma inquisição de bruxos contra bruxos. E que fiquem de fora os que não concordam com a união, vos desejo boas colheitas.

Bruxos(as) estão aqui para curar o mundo e as pessoas. Enalteça todo mundo independente de cor, credo, raça, etnia, orientação sexual e verdades filosóficas etc. Vivemos no mesmo planeta e todo mundo está certo aqui! Então diga: “Aguarde ai um pouco, que eu vou sair de mim para ir ali fazer um bem maior!” Ao invés de clamar que lhe roubaram a ideia, que plagiaram sua frase, ao invés de sentir ciúme, deixe que a abundância de sua criatividade viva no outro, para estimular o outro como se faz. E que ele aprenda como se faz, copiando o que você fez! Você sempre terá ideias originais porque você é possuidora da fonte. Não vamos ser mesquinhos!

Inclusive, compartilhem essas ideias. Usem para edificar alguém, nada é injusto. A ideia de Injustiça só atrai egoísmo. Não é injusto você compartilhar ou copiar e beber de uma fonte, isso é magia mimética (inclusive!) E é uma das formas que atrai transformação.



Se é que o mal existe, ele não parece nem feio nem bonito e podemos afirmar que todo mal se aniquila entre si e se aniquila ele mesmo. Minha família é e está segura, feliz e em constante crescimento, pois marchamos e vivemos sobre solo fértil, não estéril. Antes de despertar a ira de uma divindade, é práxis tradicional se perguntar: “qual é o propósito disso?”, ou então, o que isso vai me trazer ou acrescer?

Com exceção de raros casos, o caráter não pode ser desenvolvido na calma e na tranquilidade, pois o desenvolvimento pessoal e o desenvolvimento do caráter andam de mãos dadas e ambos tratam-se de um exercício. Depois das tentativas e sofrimentos sua psique será fortalecida, a visão clareada, a mente expandida e a realização mudará o passo interno.

A palavra feitiço significa “ação sobre o futuro”, logo, você constrói seu futuro com ele, e lhe digo que, o melhor feitiço é aquele que você lança dentro de si mesmo e sobre si mesmo, para mudar a si mesmo, para trocar de pele e permitir que as mudanças ocorram positivamente, haja vista que a vida não é uma estabilidade, mas sim a completa instabilidade e por isso mesmo o pano de fundo muda a todo instante.

Há uma aliança entre a bruxaria e a feitiçaria, e o dedo que veste essa aliança chama-se magia, a verdadeira magia, aquela que acontece dentro de nós, quando lançamos o feitiço para dentro e não para fora de nós, a liberdade provem disso. É a transformação da quintessência. Isso chama-se transformação! Palavra muito em voga por sinal, também propagado nos campos de mentoring, coalching, teoria U, adeptos da aproximação positiva, conjectura da Louise Hay, doutrina do Deepack Chopra, proposição do Segredo e a lei da atração, e em qualquer ramo que pratique a eudaimonia, etc. Trata-se de um poder de controlar a si mesmo depois de conhecer a si mesmo ou vice-versa.

Você não pensa na próxima respiração, ela simplesmente acontece! É com essa mesma certeza que se atrai a “coisa boa” e a “coisa ruim”, e tudo dependerá da sua sintonia, da sincronia do seu coração. Pare e pense: Quando você está irritado, seu coração não está em um bom lugar, logo, você doará essa energia que tem. Você quer realmente dar isso? O efeito bumerangue o trará de volta para você. Isso pode afetar seus três corpos (físico ou mental ou espiritual) mais usados pelos bruxos, mas pode afetar outros corpos menos usados e menos conhecidos. Talvez afete num plano tão sutil que você nem perceba o quanto lhe afetou, só poderá dimensionar os estragos após alguns anos mais tarde.


A igualdade é uma coisa bem interessante. Quando você se iguala a alguém, você se transforma nessa pessoa, e essa pessoa se multiplica, portanto não pode habitar duplamente o mesmo lugar. Essa pessoa é desafiada a mudar, porque você se mudou nela. Disso nasce um choque transformador pouco compreendido pela maioria.

Sabe, a calma é uma tinta autora, ela está para os iniciados como o tom cristalino está para a água pura. Ela purifica, lava, evapora-se e chove novamente, ela põe em ordem as forças internas do seu “fluxo e refluxo”, para compensar o que o desordenado movimento dispersa. Em grande parte, uma vida feliz é uma vida tranquila, desde que o verdadeiro prazer é encontrado na atmosfera da calma. Para amar de verdade há que existir calma, pois o amor se perde fora do alívio. 

A demasia parece ser uma veracidade que perdeu a calma. Bruxos que brigam todos os dias, todos os meses ou todos os anos, não podem considerar que estão fazendo o trabalho de iniciados verdadeiramente, pois estão mostrando para si mesmos que ainda estão envolvidos com a vaidade, com o barro que suja as águas, com o ego, com as coisas materiais, mundanas ou profanas e consequentemente estão se deixando comandar pelo que vem do exterior, estão se esquecendo de olhar para dentro de si de novo, para o paraíso do iniciado. Não se deve ter um currículo de coleção de guerras, não se deve culpar ninguém. A culpa e a injustiça não existem, assim como o pecado, são todos uma invenção para controlar a humanidade, porque a humanidade (em algum ponto) se mostrou incapaz de ser madura e por isso tinha necessidade de ser controlada, no que chamamos de controle das massas através de ideias oriundas de religiões de massa.

Todo mundo deveria lembrar antes de afirmar verdades dogmáticas (e se lembrar que verdades dogmáticas se difere de verdades perenes), que a bruxaria (witch + craft = arte dos sábios) além de ser um patrimônio universal e público é também uma linguagem falada e ouvida por bestas, pássaros, humanos, fantasmas, espíritos, planetas, demônios, ancestrais, terra, elementos e deuses de todos os tipos de todas as culturas. Logo, deveriam romper as barreiras tempestivas do ego, da hubris e da psique, com a ideia de que língua é diferente de linguagem, e esta se difere do idioma, de dialetos e léxicos, e que nós podemos dizer a mesma coisa de maneiras diferentes a você e você sem dar crédito algum, e de repente aparece alguém que “fala a sua língua” e dá o mesmo recado...então você diz: “nossa, mas que coisa maravilhosa, nunca tinha escutado isso antes!”. Será um banquete para você.



Portanto, para ouvir e escutar alguém é preciso ser um bom líder de si mesmo, já que um bom rei é aquele que ouve seu povo. Ouça seus instintos internos que descansam na calma. Para compreender o que o outro diz, não basta se pôr no lugar dele (empatia), não basta só calçar os mesmos sapatos (até porque um remédio bom para você pode não ser bom para o outro e a insistência em falar calce os mesmos sapatos para um ouvinte que tem o pé maior que o seu soa no mínimo como a cama de Procusto), é preciso enxergar a intenção que está por de trás daquilo que foi falado e manter o coração sincronizado, dessa forma você liga mente, alma e ouvido, na frequência igualmente! Para cobrar algo de alguém, primeiro ensine! E esteja preparado para dar o suporte e o crédito necessários após o seu aprendiz sair da encruzilhada.

As pessoas não são formadas de opiniões. Eu não sou a opinião que você tem de mim, pois isso me limitaria à sua verdade dogmática. Não pense que você me conhece melhor que eu mesmo.

Se até os verbos são flexionados, porque o seu deus interior não o seria? Desde que Deus é o Verbo! Essa é a gramática da arte.

Eu atino que a dimensão do esdrúxulo aumenta quando se enche uma pessoa com adjetivos ou tantos predicados. É desnecessário afirmar para alguém que ela é uma pessoa amorosa, bondosa etc. Se você viciar essa pessoa a se autoconhecer somente pelos predicados que você dá à ela, ela se renderá à você porque confia e então um dia ela vai se ver como ela realmente é, e a sua opinião sobre ela não terá ressonância, não encontrará espaço nela, e aquilo será somente uma opinião, um predicado, um adjetivo, um jeito de manipular pra agradar a pessoa antes de dar um fumo. Exemplo: Você é uma pessoa bondosa, mas está em busca do amor. 

Alguém está afirmando que você não tem amor, que você está em busca e não conhece o amor. No entanto, casamento não é prova de amor, as pessoas casam e descasam o tempo todo e pelos mais diversos motivos. Na natureza temos o exemplo dos animais, eles se unem, se acasalam ou não, se acompanham ou não, com quantos iguais quiser, e quando você está doente, o cachorro de estimação é o primeiro a vir lamber suas feridas e lhe fazer companhia. Amigos verdadeiros sentem amor um pelo outro e não são casados. E assim o amor se desdobra em sua plenitude sob variadas formas. O amor é a ligadura, é o que liga os 3 chackras superiores com os 3 chakras inferiores, e eles se encontram no coração, o local exato onde mora o amor. Ninguém pode explicar o amor pela razão, desde que no que consiste o amor, não há espaço para a razão, da mesma forma que não se explica Deus pela razão. No início tudo era Drygthyn/Drygthon!

Quando você está dirigindo um veículo em alta velocidade e em sua direção vem vindo um outro veículo em alta velocidade, um dos dois terá obrigatoriamente que reduzir ou até mesmo frear, para não colidir, caso contrário o estrago será enorme. Assim também é quando duas pessoas se desentendem, elas vão correndo na direção umas das outras para se colidirem sem propósito algum. Então faça a seguinte equação:

Ao invés de ir De encontro, vá AO encontro!
Quem vai De encontro, vai pra trombar de frente e colidir.
Quem vai AO encontro, vai pra se encontrar.
Não se apresse em se colidir.

E já que uma das primeiras lições na Arte é ensinada para Manter as palavras em BOA ordem, para cuidar do que vai falar, desde que sua palavra TEM força e irá atrair (ou banir) para você, a energia que você emanar no Universo. O Universo não trabalha ouvindo exatamente o que você diz, mas aquilo que você emana, seja com palavras, seja com emoções ou sentimentos. A vibração de uma palavra faz a energia ecoar no mundo. Vide os mantras ou os vícios de repetição, padrões repetitivos todos os anos, pessoas que brigam todos os anos no mês de julho por exemplo.

E mais, bruxos não afastam de si aquilo que eles não gostam. Bruxos conseguem ver beleza naquilo que o senso comum acha feio. Afastar de si aquilo que você não gosta é o mesmo que se diplomar no fracasso do trabalho com as sombras. Bruxos não vê feiura fora de si mesmo, vê beleza, gentileza, graça, conforto e cura. A verdadeira cura não foi inventada pelas leis das coisas que adoecem. A cura já está entre nós há muito tempo, respire ela, pronuncie ela.



Obara Meji nos deixou o ensinamento de que a língua elevou o Homem, e a mesma o destruiu. Por tanto, cuide para manter suas palavras em boa ordem! São suas palavras dada à um feitiço ou magia que determina o sucesso, a concretização e a realização = os resultados. Se você mente e não acredita em sua própria palavra dada, então nem a sua magia acreditará na ordem dada pela sua palavra. A palavra é o veículo mercurial de qualquer crença ou poder.

Luz e sombra andam juntas: se tudo fosse trevas seríamos cegos, se tudo fosse luz seríamos cegos também! O balanço natural das coisas, o yin e yang precisam existir, pois sem eles não estaríamos aqui, já que é ele quem permite o ambiente natural onde tudo pode existir e coexistir, próprio para haver vida. O planeta terra está entre Vênus e Marte, a Terra está exatamente no lugar onde pode existir vida, o lugar do Amor.

A Maldição não é treva. Maldição o próprio nome já fala por si: Mal-Dição ou seja, dizer mal, mal falar, difamação ou palavra que contém carga ou intenção de prejuízo, avaria, detrimento, lesão, perda, dano etc.

A cura para qualquer dor é abrir a mão. Quando abrimos as mãos, nela cabe todo o universo ilimitado. A maioria das pessoas fecham as mãos, ficam agarradas à dor e esse será o pano de fundo de um universo limitado e triste. Abra suas mãos, mente e coração....e verá diante de si o tamanho do Todo e a sua verdadeira altura (ou o seu tamanho) se mostrará a você e a quem mais tiver olhos pra ver. Por isso, não misture as coisas, diga não ao sincretismo. Diga sim para a sincronia. Lembrando que colcha de retalhos (ou mistureba eclética) é como a criação monstruosa do doutor Francês. "Quando as tradições são diferentes, somos antes tentados, a estabelecer equivalências que, no fundo, não se justificam, pois fazer sincretismo não é nada tradicional." - René Guénon (A Grande Tríade). É desproveitoso usar fundamentos de uma religião que contém feitiçaria, para justificar a própria feitiçaria.

O bruxo bem resolvido está para a segurança de quem ele é e qual o papel dele no mundo, na mesma proporção do que ele tem para doar de si mesmo, por isso ele está constantemente ocupado em mudar a si mesmo, ao invés de mudar o que está além de sua própria pele. O fato é que um líder de si mesmo não sabe por que ele lidera. Ele simplesmente lidera, porque ele PODE! Não é verdade que a sincronia é o elemento que une e atrai pessoas e coisas? Pois bem. Quando os corações estão sincronizados, eles se ouvem um ao outro e se comunicam incessantemente. Quando os corações não estão em sincronia, as pessoas tendem a dominar umas as outras, e elas não ouvem umas as outras. No domínio, uma pessoa sempre está (mesmo sem querer) provocando o detrimento da outra, a inferiorização da outra. Na sincronia, ambas caminham juntas e uma faz a outra crescer juntas em igualdade e separadas. E de uma vez por todas, esqueça a ideia de Bem e Mal como nos foi ensinado pelo maniqueísmo. 

O bem e o mal são ideias que nascem da ética humana para regular humanos. É perigoso afirmar que a ética vem de Deus, do divino ou seja lá o que for divino para sua crença. Desvincule-se do seu passado e das crenças destrutivas. Você nasceu para construir e somar, não para subtrair. Pessoas compromissadas com a matança e a destruição, vivem numa vibração tão baixa e negativa que elas mesmas não encontram lugar no mundo para permanecerem muito tempo. Elas são tragadas pela própria negatividade que geram e frequentemente são invejosas, são apaixonadas pelos seus vícios e comumente são resistentes a mudanças. Compreenda que Paixão vem do latim Passio e significa dor/sofrimento. Estar apaixonada é estar na dor e no sofrimento. Portanto, desapaixone-se e Des-Iluda-se. Viva melhor!

“Há sempre um coringa que não se deixa iludir. Quem quer entender o destino, tem de sobreviver a ele." - Jostein Gaarder em O Dia do Curinga.

Bruxos se reconhecem em sua maioria, como a expressão caída do divino aqui na terra. Somos feitos da mesma substancia de nosso criador. Não há uma só parte de mim que não contenha meus iniciadores, por isso somos todos UM, somos irmãos de Arte e na Arte. A discrepância é pregar que iniciados são os únicos eleitos, os escolhidos, os mais importantes, ah isso é vaidade, é formação de status, é corrupção da liberdade, é separativismo. Não se pode afirmar-se UNO pregando o separativismo. UNO vem de união. Algo mais ou menos parecido com a teia ou a rede do filme avatar.

E por isso, eu sou dos que continuam abençoando a todos, desde que maldição é algo que já tem quem se ocupa disso, afinal quanto mais trevas você lançar, mais luz chegará, dessa forma, o contrário também é verdadeiro!
Portanto, abençoados sejam em nome do meu Deus, em nome do seu Deus e em nome do amor e de tudo o que é lindo, belo, gentil e afável.
Devemos perdoar os incautos que nos julgam e que nos atacam, especialmente os que usam de manipulação para tomar proveito de nossa bondade, desde que o perdão é pagão  - ele já estava lá nas 42 Leis de Maat juntamente com o pecado, que também é conceito pagão. Contra a verdade, ninguém pode, pois quem guarda a verdade é protegido por ela.

Se você NÃO me conhece, RESISTA morrer antes de me dar um abraço!

Se Você me conhece, Compra luz e Aceita o abraço! Eu ficarei feliz!



Por Sett.

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