quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Rito do Vaso das Oblações


É com grande júbilo que venho hoje, tornar público um rito Lupínico para aflorar os dons.
Esse ritual pertence a Tradição Familiar Lupino, e aqui constará exposto de acordo com a autorização dos Elderes Lupinos. Vamos disponibilizar pela primeira vez, esse rito Lupino que é uma das chaves constantes de uma série de rituais luminosos que podem ou não tocar o âmago do shapeshifiting a partir de sua essência.
O ritual a seguir, não é para ser feito sem orientações adequadas, e não nos responsabilizamos pelos seus efeitos sem a devida investidura.

Anfora dos dons



"Júpiter não queria que o Ser-Humano jogasse sua vida fora, não importasse quanto outros malefícios pudessem atormentá-lo”. 



Na noite mais escura ou quando a lua estiver com o barco fora das águas, você fará uma ânfora de barro ou argila, e ela conterá o vinho, azeite e grãos, e ficará semi-sepultada sob o leito de Ceres, e sobre o Sussurro da Terra. 
No cinto da ânfora devem arder 12 chamas, uma de cada cor, do lado esquerdo flores, e no direito uma cornucópia. Na Nyx do rito você conjurará o fogo multi-cor, e portando de volta seus dons e herança, você trabalhará 12 segredos para manter o conteúdo!




A CONVOCAÇÃO DO DESPERTAR

Vós, Espíritos do Tronco do meu próprio Imo!
Atentai para o encantamento do Vosso Regressar!
Oh, Vinde vós em meu vaso em semelhança!
Tu amigo de meu Coração, Carne, Sangue e Espírito!
Da famigerada família de Reprobus!
Conforme eu acordo, assim Tua alma se levanta e desperta na minha!
Eu estou aqui, agora marcado como um templo de salvação!
Eu sou aquele(a) de sangue Lupino!
Que ao sentir o cadáver que se agita, 
Luxuoso de consumo, 
Sorri-me a serpente dançarina,
Lembrando-me com os olhos, 
Em torno de meu bastão!


PARA PAN’DORA

Oh Dora cujo cetro desabrocha as flores 
Oh Senhora, de imensidades e rara beleza, 
Deixa renascer o perfume sadio na face da divina vingança, 
No imenso vazio da escuridão que será preenchida de luz. 
Pelo Olimpus de Nosso Senhor de sete bastões, 
Para reviver a Mística beleza fêmea, 
Quando os toques suaves dos Antigos que não dormem, 
Passearem na casa de todos os dons, 
Pandora de cabelos de ouro,
Vestida de inocência!
A primeira formosura entre os semi-deuses!
Ato contrário das contendas sagradas,
Amante de Epimetheus, e castigo da humanidade,
Todos os dons, Todos os dons, Todos os dons!
Em nome de Vulcano eu te moldo do barro!
Em nome de Minerva eu visto suas formas!
Em nome das Graças eu orno sua natureza!
Em nome de Vênus eu embelezo sua face!
Em nome de Apollo eu canto sua cura!
Em nome de Ceres eu frutifico suas mãos!
Em nome de Netuno eu abro a superfície de suas pérolas!
Em nome de Júpiter eu lhe torno pura!
Em nome de Juno eu te personifico com o desejo do saber!
Em nome de Mercúrio eu te faço astuta e ousada!
Oh Senhora renascida e recusada pelo Oráculo,
Eu me ofereço como teu Vaso!
E Quatro Santos eu devo liberar, 
Phronésis, Temperare, Coraticum, Justitia!  
Para nossas pedras do castigo,
PANDORA, EVEDORA, LILIDORA!
O Jardim da Virgem de útero fértil. 
Nossa Senhora de primeira beleza mortal! 
Vista-nos na sua ordália e sabedoria. 
Dora - Kyria - Noraia, 
Ouça as minhas palavras e tome vida em mim. 
Santa criada pelas mãos brilhantes, 
Eu te respiro!
Deixe-me ser o vaso amaldiçoado!
Do qual a humanidade temerá!
Submeto-me à inundação das águas temporais,
De Ébero, preencho-me dia e noite! 
Coroada de estrelas negras como o espaço. 
Para resgatar a Semente da Luz, 
À quem primeiro fui dada(o),
E participar de seu mistério profundo.
Tome vida agora!


PARA MER’URIUS


Queime estoraque e sobre a fumaça conjure a voz do seu recesso.

Apelo para Mer'Urius, a quem o Destino decreta para habitar no caminho que leva ao extremo mais profundo do meu inferno!
Mer’Urius Bakkhaios, divina progênie de Bacus, pai da videira, e da celeste rainha Paphian, olho escuro da Deusa que chicoteia com face sedutora!
Quem constantemente chacoalha a varinha feita dos ofícios sagrados!
Imperatriz onde descansa os sonhos Infernais de Prosérpina!
Para trucidar o líder quando o vazio decreto das Fates permanece dias em nossos confins!
Tua é a varinha que faz com que a mosca do sono, pause para descansar sob o olho cansado!
Entregou à Prosérpina o grande Tart'rus largo e escuro e deu-te para sempre fluir e guiar as almas!
Mer’Urius, aproxima-te e pela minha prece inclina-te,
Anjo de Jove, e filho divino de Maia;
Estudioso das diferenças, e maestro altruísta,
Com o íntimo todo intenso, e uma mente judiciosa!
Emissário Célico, de aptidões modificadoras,
Com tua base alada, transversalmente marchas no ar,
Oh, amistoso dos mortais, e vidente da preleção!
Grandioso alterador da vida, a ti a alegria pertence,
Igualmente como as artes, e a elasticidade do ardil olímpico!
Vestido de empossada faculdade para toda elocução aclarar,
Aquele que cuida do perdedor, e a fonte do resultado!
Cuja mão segura o cajado da paz inocente,
Respeitável Arma do dialeto, a quem os homens adoram,
Apóia meus labores, apronta minha vida com fleuma,
Ofereça-me o facundo discurso, e alargue a minha idéia.
Venha Poderoso Mercúrio! Abençoa e assiste o sacrifício, e conceda à nossa mística obra um final feliz!


UM CHAMADO PARA A PRIMEIRA QUE RECEBEU A HERANÇA

Levante a fumaça da rosa, o véu do limão, e a cortina de mirra, e deixe o som que sai da sua língua cantar enquanto convida seu legado para tomar posse em ti.

IN-VOCAÇÃO

Eu sou Pithus!
E me assento sobre o campo laborioso de Érgon feito Fogo Feiticeiro, para estar em En-Ergeia!
ANIMA, PATHOS, PASCHEIN, ARETE!
Diante de Enantia!
Perpetre gênese de minha Éklampsis!
EUDAIMONÍA! EUDAIMONÍA! EUDAIMONÍA!
Sabes hómoios homoiosis!
Conduza-me Kora por Hódos e por Anánkê!
Invoco Pronoia, Henas, Pathe, Dynameis, Katharsis, Harmonia, Sympatheia,
e Hexeis!
Mer'Urius! Condutor das Almas!
Verta Entelechia neste Vaso!
Para me tornar novamente Theospithos!
Como a primeira Elpis!
Eu conjuro Elpis, filha da Noite, para encerrar-se em minha ânphora, até que sejas minha leal Serva Érgonia!
Assim a última Spes!



(vibre o mantra nos quatro cantos do mundo)

PAN DOEAH, DIORA, PAN-DOURA, PANDORAH, PANNDORA, DOROTHY, TEODORA, ENDORA, DOROTHEA, ANESIDORA, PANTA DÔRA, PANTÔN DÔRA, KALÒN KAKÒN, DIODORA!  GAEATHEODOM KORA SIDEREA! AQUELA QUE TUDO DÁ! ANNE SIDORA!

Pandora abrindo a ânfora


Destampe a ânphora, tome um gole do vinho e deposite todo o cálice dentro dela. Em seguida passe os grãos no azeite, tome sua hóstia, guarde o restante na ânphora, e tampe novamente tão logo soprar o legado na alma de Pandora.

O SOPRO DO LEGADO DE PANDORA

“DAIMONES, CHORE, KORA, TOPOS, TERRAE!
CAELUS DIVINORUM, DORA MAE!
NOUSEIDE, PSYCHE TOU PÁNTOS, OURANIOI!
OUSIA, KÓSMOS NOÊTÓS, ETHOSEU, NOESIS!
AIDION, POIOTES, PRUDENTIA, CHORISTEI!
HOMOPOLITUS, MEMORIA, SOPHROSINÉ, AUTARKÉIA!
TEMPERARE, CORDIS, JUSTITIA, ÁGAPE!”



A-VOCAÇÃO AO DAEMON

Sob a fumaça do Olíbano frente à ânfora, queime a chama de ébano e deixe suas preces ecoarem no ar...

...Oh Daemon da Chama Guiada e Ferreiro Enfeitiçador, 
Que forjas as armas de ferro da Libertação Vitoriosa, 
As valiosas Prendas da Sabedoria e Beleza, 
Ouça a mim, pois sou originado de Tua Semente-Sábia, 
A Camuflada Casa de Lupercus. 
Eu sou das Crianças de VULCANUS! 
Teu Sinal incendeia minha testa!
De Teu Clã e Linhagem sou eu, 
Homem-Lobo/Mulher-Loba.
Acorde e Nutra a Serpente Flamejante no interior de Meu Sangue,
Acenda o Ardor Magnífico de meu Legado. 
Pelo Lobo e pelo Bode, pela Serpente e Dragão, 
Grande VULCANUS, Tu Ferreiro da Hulha, 
Deixe o fervor de Teu Poder Feiticeiro
Incandescer brilhante em meu Espírito e Carne pela Sagrada Oliveira Brava,
E pelo Sagrado Nome Triplo
MERCLE: HERA-CLEOS: IDAIO
Decido por ti, Daemon Poderoso!
Na humanidade de ti,
A Riqueza abunda!
Quando nas vossas habitações alegres é encontrado,
Ao passar pela vida dos aflitos e sofredores, os meios suportam a felicidade por ti!
Deixe-me só até encontrar seu poder ilimitado para manter as chaves da consternação e alacridade!
Oh Santo bendito, ouve a minha prece, 
Disperse as sementes da vida aos cuidados de dispêndio,
E assistam-me fervorosamente nos sagrados ritos, 
Conceda aos meus dias e noites um final glorioso e abençoado!

Que assim seja!



Rumine uma folha de Sálvia a fim de permanecer em pé sobre as abóbadas de Kora. 


~ FIM ~

Sett Ben Qayin



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